Mostrar mensagens com a etiqueta UEFA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta UEFA. Mostrar todas as mensagens
0

Organização e receitas: Competições profissionais de futebol

12 outubro, 2011


O enquadramento organizativo

As competições profissionais de futebol em Portugal são geridas pela Liga Portuguesa de Futebol, cujos associados são todos os clubes que têm futebol profissional. Em 2011/2012, existem, em Portugal, duas competições profissionais: a Primeira Liga (Liga Zon Sagres) e a Segunda Liga (Liga Orangina).

A gestão destas competições assenta num quadro regulatório e normativo bastante exigente, do ponto de vista processual, e sobretudo na perspectiva dos indicadores mínimos da situação económica e financeira dos respectivos clubes nas suas estruturas profissionais, nomeadamente das SAD’s. Estas exigências são publicadas anualmente, dando cumprimento ao estipulado no Artigo 83 do Regulamento de Competições da Liga.

O não cumprimento prévio de valores mínimos para indicadores como a autonomia financeira ou a solvabilidade da SAD, a existência de dívidas ao Estado e/ou à Segurança Social ou, por exemplo, a existência de salários em atraso, configuram um quadro de penalidades, que podem ir desde a suspensão temporária para a inscrição de novos jogadores até à inibição de participar nas respectivas competições.

Apesar da existência deste quadro legal, certos subterfúgios permitiram, a alguns clubes, como sucedeu com o Estrela da Amadora, em 2008/2009, um penoso arrastamento num campeonato que, na verdade, não têm condições para competir: entrega de declarações de não existência de dívidas por parte dos jogadores, ainda que estas existam, ou pedidos de certidão de não existência de dívidas ao Fisco e à Segurança Social, a substituir as reais situações de dívida.

As fontes de receitas dos clubes portugueses de futebol

O modelo de financiamento dos clubes de futebol sofreu claras alterações na última década. Nos anos 60 e 70, a maioria das receitas provinha da bilheteira; daí que os requisitos para ser um grande clube (foi este o percurso de clubes como o Real Madrid, o Barcelona ou o Benfica) passavam por:

- possuir um grande estádio, para poder ter grandes assistências e avultadas receitas;

- as grandes receitas permitiam adquirir melhores jogadores e formar melhores equipas para vencer as competições;

- as vitórias atrairiam novos adeptos, levando ao aumento dos estádios (vide exemplos da expansão do Estádio da Luz, com a construção do 3º anel, do Estádio das Antas, com o rebaixamento do relvado, e do Estádio de Alvalade, com a construção da chamada “bancada nova”).

Nos anos 90 verificou-se uma alteração completa no modelo de financiamento dos clubes, com a entrada em força das transmissões televisivas a uma escala global (Foto 1).

A nível organizativo, a UEFA chamou a si a organização da Champions League, em 1992, concentrando as receitas publicitárias e de televisão, e distribuindo, em seguida, prémios em função da performance desportiva dos clubes.

As receitas de televisão passaram a ter, não apenas um papel muito mais importante como também a transmissão dos jogos à escala mundial veio alterar a importância da dimensão do estádio; a captação de adeptos deixou de ser feita a nível regional, para passar a ser feita a nível planetário – daí, as digressões asiáticas de clubes ingleses e o facto de a Liga inglesa já ter começado a disputar jogos de manhã, para poderem ser vistos na Ásia, em horário de prime time.

Em termos de receitas, a escala planetária de espectadores provocou nas principais ligas um acréscimo muito significativo de receitas de patrocinadores internacionais e de venda de produtos, vulgo merchandising.

Em Portugal, o aparecimento da SportTv, em 1998, com canais temáticos pagos, dedicados exclusivamente ao desporto, veio alterar significativamente a acessibilidade aos conteúdos desportivos, via televisão.

Os clubes portugueses não escaparam aos efeitos desta alteração, ainda que a Liga portuguesa não tenha conseguido ter a expansão internacional das ligas inglesa, espanhola, ou mesmo italiana, para o que é necessário possuir grandes estrelas internacionais, o que exige cada vez maiores receitas.

O facto é que o futebol português tem conseguido uma performance desportiva, bem acima da performance económica do país; basta referir que em Outubro de 2010, a selecção portuguesa de futebol se encontrava na 5ª posição entre as nações europeias, no ranking da FIFA. Ao nível dos clubes, apesar de os melhores jogadores se encontrarem quase todos a jogar em equipas estrangeiras, Portugal está na 6ª posição no ranking elaborado pela UEFA.

Comparando com o melhor clube (em termos de receitas e para a época de 2008/2009), de cada uma das cinco principais ligas europeias com os designados três grandes portugueses, constatamos uma discrepância assinalável de receitas. No caso do Futebol Clube do Porto, esta situação é minorada pelo saldo positivo nas transacções de atletas.

O modelo de financiamento dos 3 principais clubes portugueses assenta em quatro grandes áreas:

bilhética, incluindo quotização e bilhetes de época, área não existe grande potencial de crescimento no actual contexto nacional;

receitas televisivas, que inclui os prémios das provas da UEFA. O crescimento desta área depende da performance desportiva dos clubes portugueses nas competições europeias;

comercial – inclui patrocínios, vendas de merchandising e outras receitas. O potencial de crescimento desta área reside fundamentalmente nos patrocínios e outras receitas.

vendas de direitos desportivos de jogadores (vulgo transferências de jogadores).

Foto 1: Principais fontes de receita dos ‘principais clubes europeus e dos três grandes portugueses – em milhões de Euros

* (clique na foto para ver em tamanho maior)


Em comparação com outras realidades europeias, a Liga portuguesa de futebol apresenta uma boa performance desportiva, apesar de ter menores receitas.

Começando pelo valor do patrocínio à Liga, enquanto a Liga Zon Sagres (Portugal) tem um patrocínio de 8,5 Milhões de euros por época, correspondendo 50% a cada uma das empresas, em Inglaterra, a Barclays Premier League conta com o patrocínio do Barclays Bank, no valor de 30 milhões euros/época. Para podermos ter uma estimativa do valor intrínseco da Liga ZON Sagres, socorremo-nos de alguns dados comparativos com outras Ligas Europeias:

Ranking de 5 anos da UEFA – pontuação dos clubes portugueses no contexto das competições europeias;

Espectadores no local – interesse e atracção dos adeptos por país;

Valores das equipas – indicador da atractividade das equipas.

No ranking de 5 anos da UEFA, Portugal ocupa a sexta posição, logo atrás dos países que têm as ligas europeias mais mediáticas e competitivas.

Já no que diz respeito às assistências de espectadores no estádio, indicador que mede o interesse e a atracção dos adeptos no próprio país, Portugal apresenta um valor relativo bastante mais modesto, à escala europeia, cotando-se atrás de Ligas menos conceituadas, como são os casos da Liga belga ou suíça. (Foto 2)

Foto 2: Assistências aos jogos de futebol das principais ligas europeias

* (clique na foto para ver em tamanho maior)


Em conclusão, poder-se-á afirmar que as Ligas Portuguesas seguem as melhores práticas europeias, no que respeita ao seu enquadramento normativo, tentando criar nos clubes profissionais uma cultura de rigor e equilíbrio entre a sua capacidade económica e financeira e a sua performance desportiva.

No entanto, a dimensão do país e a sua fraca capacidade de alavancagem intrínseca tornam-se numa espécie de “causa” e também de “consequência” para o facto da Primeira Liga Portuguesa ter uma menor escala, sobretudo quando a comparamos com as principais ligas europeias.

O contexto competitivo a nível internacional

A necessidade de manutenção da competitividade dos clubes portugueses nas competições europeias exige equipas mais competitivas, o que, como já foi observado, está dependente do nível de receitas.

Os portugueses revêem-se nas conquistas desportivas dos seus clubes de futebol, mas a dimensão do país e a sua economia tem dificuldade em sustentar equipas de nível internacional.

Por isso, a procura de novas fontes de receita é uma preocupação natural e legítima dos dirigentes do futebol profissional, tanto da Liga como dos clubes. Neste contexto, a procura de novas receitas provenientes das apostas desportivas online ou do jogo online em geral, é naturalmente procurada pelos clubes.

Redes Sociais

Acompanhe o Aposta X no Twitter
Conheça a página do Aposta X no Facebook

Página Inicial

0

Sorteio da Liga dos Campeões e Liga Europa favorável aos clubes portugueses

05 agosto, 2011


O passado recente das equipas portuguesas nas competições europeias foi excepcional, com o primeiro lugar no ranking na época 2010/2011, e consequente subida ao sexto posto da hierarquia da UEFA (5 últimas temporadas), mais a garantia de três equipas na Champions League em 2011/12 (uma na pré-eliminatória e duas na fase de grupos), mas não existe tempo para dormir à sobra da bananeira. É preciso continuidade e evitar facilidades principalmente contra algumas equipas mais fracas como ditou o sorteio da Liga dos Campeões e Liga Europa 2011/2012.

O ideal será afastarmo-nos dos russos e ucranianos e tentar ultrapassar a França, actual quinta classificada no ranking de clubes UEFA. Como já perdermos duas equipas (Nacional da Madeira e Vitória de Guimarães) das seis que entraram nas provas europeias, será importante ressalvar que os futuros pontos conquistados serão dividos pelo total de equipas (6).

Os quatro clubes portugueses habituais sobreviventes nesta altura na fase de grupos, FC Porto, Benfica, Sporting e Braga não se podem queixar da sua sorte no sorteio dos grupos das duas competições. Na minha opinião, todas elas são favoritas para chegar à fase do mata-mata (Fevereiro/Março), no que proporciona boas possibilidades para somar pontos.

O FC Porto, actual campeão nacional e da Liga Europa é o único cabeça-de-série não pertencente às quatro principais ligas da europa (Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália), e ficaram inseridos no grupo dos ucranianos do Shakhtar Donetsk, russos do Zenit São Petesburgo e cipriotas do APOEL Nicósia. Não há dúvidas quem é o grande favorito, e em condições normais o Porto vencerá o grupo G. O APOEL está longe de ser uma ameaça - Zenit e Shakhtar são obstáculos complicados, principlamente a actuar nos seus estádios.

O Zenit, do ex-portista Bruno Alves está actualmente na luta pelo título russo (é líder, com mais dois pontos que Dinamo e CSKA), tem a seu favor a maior rodagem da sua equipa, já que que a Liga Russa está na segunda volta. O Shakhtar Donetsk, por sua vez, contam com uma equipa forte - em tese, surgem como principais candidatos ao segundo lugar do grupo - e já aprontaram na última época, terminando a fase de grupos a frente do Arsenal e alcançando os quartos de final da LC, caindo aos pés do campeão Barcelona.

O Benfica, por sua vez, ao mesmo tempo que terá pela frente o poderoso Manchester United, não deverá ter muitas dificuldades diante de Basileia da Suíça e Otelul Galati da Roménia e, se tudo correr dentro da normalidade, os encarnados devem ficar com a segunda posição do grupo B. Pesa contra a equipa da Luz, contudo, o facto de na última temporada, também num grupo em que era favorito - encarou o Schalke 04 em crise, um Lyon longe da equipa que dominara o futebol francês e um Hapoel Tel-Aviv que não metia medo algum - a equipa de Jorge Jesus ter quase ficado fora até da Liga Europa.

Pelo menos a perspectiva do presente Benfica em relação ao ano passado é bem melhor - mesmo sem a eficiência e grande regularidade de Fábio Coentrão, vendido ao Real Madrid. O vice-campeão português mostrou na pré-temporada, nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões e no início da própria Liga Portuguesa - mais coesão e regularidade. Na frente, o espanhol Nolito encaixou que nem uma luva. No meio-campo, Pablo Aimar e Nico Gaitán ganharam dois colegas para o sector que prometem uma boa disputa pela titularidade: Alex Witsel, que foi decisivo contra o Twente, e Bruno Cesar. Jorge Jesus parece ter encontrado a sua equipa ideal, sinal que não foi visível durante parte da época 2010/2011. Parece mais ciente do grupo que tem.

* Calendário completo da Liga dos Campeões 2011/2012

Na Liga Europa, Sporting e Braga também não têm muitas desculpas para não avançarem para a fase seguinte, depois de apuramentos difíceis ante Nordsjaelland e Young Boys, respectivamente. Os leões terão pela frente Lazio, Zurich e Vaslui. São favoritos, juntamente com os italianos. No entanto, o péssimo início de época, ligaram o alarme em Alvalade. Os vários reforços ainda estão à procura do melhor entrosamento, e Domingos Paciência ainda não encontrou um onze tipo.

Em Braga, Leonardo Jardim também tenta encontrar a formação ideal, mas tem conseguido melhores resultados que os de Domingos no Sporting. O clube perdeu Pizzi para o Atlético de Madrid, mas Hélder Barbosa, tem brilhado a grande altura. Na Liga Europa, enfrentará o Club Brugge, Birmingham e Maribor. Em tese, o grupo mais "complexo" dos quatro clubes portugueses. Ingleses e belgas são complicados, mas longe de assustarem. Apesar de terem eliminado o Nacional, os Blues da segunda divisão inglesa só melindram no seu ambiente, tal como provou frente ao Nacional. O Brugge, por sua vez, é emblemas de referência da Bélgica, mas actualmente vive momentos bem mais modestos.

* Calendário completo da Liga Europas 2011/2012

Redes Sociais

Acompanhe o Aposta X no Twitter
Conheça a página do Aposta X no Facebook

Página Inicial

0

O Dinheiro da Liga dos Campeões e Liga Europa

02 agosto, 2011


Quem viveu o início dos anos 90, deve recordar-se da desconfiança que foi um dia a UEFA criar um novo modelo competitivo para a prova máxima de clubes na europa. Anteriormente chamada de Taça dos Clubes Campeões Europeus, onde apenas os vencedores dos campeonatos nacionais tinham presença, toda a competição era disputada no seu sistema mais puro. Sem fase de grupos, nem cabeças de série, os clubes disputavam uma série de eliminatórias até encontrar-se o campeão continental. Hoje, e olhando para trás, passaram já 19 anos de Liga dos Campeões e com a evolução do formato, podemos dizer que tanto a UEFA, como um restrito número de clubes beneficiaram sobremaneira no campo financeiro e marketing.

Ainda se lembram, por exemplo, do La Valletta de Malta disputar diversas vezes jogos na antiga TCE, ou Estrela vermelha e Steaua Bucureste serem dos melhores clubes da europa? O futebol de elite hoje está destinado a ser decidido por Ligas de quatros poderosos países e porventura, de década a década lá aparece um FC Porto a exemplo a quebrar a hegemonia. O dinheiro, o prestigio da regularidade (por diversos factores), e um certo monopolismo tomou conta do desporto rei na europa.

Apesar de "os" do costume serem os grandes centros de facturação de prémios monetários da europa, uma simples falha numa presença na Champions League ou uma passagem pela Liga Europa, como foi caso do Liverpool e Juventus, pode representar um grande retrocesso na competitividade interna e externa dos mesmos.

Para constar, o FC Porto que colocou as mãos no troféu da Liga Europa 2010/2011, e onde apenas perdeu um jogo realizou um encaixe financeiro de 6,3 milhões de euros (sem somar as receitas de bilheteira e transmissões televisivas). Já o Benfica e Braga, tal como as equipas que acederam à fase de grupos da Liga dos Campeões meteram automaticamente nos cofres 7,2 milhões de euros. Abismal diferença, não!

A Liga dos Milhões é vital para o planeamento de um clube com aspirações. Os números explicam. A edição da LC de 2010/2011, distribuiu um total de 754.1 milhões de Euros pelos 32 participantes da Champions League. O maior valor foi entregue ao Manchester United com 53.1 milhões de Euros, enquanto o menor valor foi para o MSK Zilina com 7.4 milhões de Euros.

A somar a este montante, a UEFA distribuiu também cerca de 13.3 milhões de Euros aos clubes que participaram nas primeiras 3 rondas de qualificação da Champions League e um valor fixo de 2.1 milhões de euros aos 20 clubes que participaram no play-off sem conseguir o acesso à fase de grupos.

As receitas da Champions League proporcionaram também ao organismo máximo do futebol europeu, alocar cerca de 69.9 milhões de Euros em pagamentos de solidariedade a Federações Nacionais, destinados a programas de desenvolvimento da formação de jovens jogadores.

Do total de 754.1 milhões de Euros distribuídos pela UEFA aos clubes que participaram na Champions League, 40,8% foram distribuídos em bónus de participação, jogos e performance, 45,2% repartidos através do Market-Pool (direitos televisivos) e 14% em prémios de performance nas eliminatórias finais da prova

- É possível observar a força da liga inglesa tanto em desempenho desportivo quanto nos acordos televisivos. Na lista das 10 equipas que mais facturaram estão Manchester United, Chelsea, Tottenham e Arsenal. Agora entendem o drama que é ficar de fora do certame. Certo, Juventus e Liverpool?

Distribuição de Prémios da Liga dos Campeões 2010/2011

1. Manchester United - 53.197.000 €
2. FC Barcelona - 51.025.000 €
3. Chelsea - 44.523.000 €
4. Schalke - 39.750.000 €
5. Real Madrid - 39.288.000 €
6. Inter de Milão - 37.982.000 €
7. Bayern Munique - 32.562.000 €
8. Tottenham - 31.133.000 €
9. AS Roma - 30.087.000 €
10. Arsenal - 29.983.000 €
11. AC Milan - 25.790.000 €
12. Marselha - 25.085.000 €
13. Valencia - 24.056.000 €
14. Lyon - 22.656.000 €
15. Panathinaikos - 22.370.000 €
16. Shakhtar Donetsk - 21.288.000 €
17. FC Copenhaga - 21.248.000 €
18. Bursaspor - 20.048.000 €
19. Glasgow Rangers - 18.526.000 €
20. CFR Cluj - 18.412.000 €
21. Werder Bremen - 17.456.000 €
22. Rubin Kazan - 13.746.000 €
23. Auxerre - 13.720.000 €
24. Spartak Moscovo - 13.713.000 €
25. Twente - 13.432.000 €
26. Ajax - 12.328.000 €
27. SC Braga - 11.842.000 €
28. SL Benfica - 11.834.000 €
29. Basileia - 10.994.000 €
30. Hapoel Tel-Aviv - 10.104.000 €
31. Partizan - 8.510.000 €
32. MSK Zilina - 7.412.000 €

Na Liga Europa 2010/2011, a UEFA distribuiu um total de 150.3 milhões de Euros aos 56 clubes participantes. O maior valor foi entregue aos espanhóis do Villarreal (semi-finalista) com cerca de 9 milhões de euros, enquanto o valor mais baixo, (excluídos dos clubes provenientes da fase de grupos da Champions) foi para o FC Lausanne, com 1.1 milhões de euros.

Do total de 904.3 milhões de Euros que a UEFA reuniu para distribuir pelos clubes participantes em ambas as competições europeias, 83,4% foram distribuídos pelos 32 clubes da Champions League, enquanto os 56 clubes da Europa League repartiram os restantes 16,6%, uma proporção de 1 para 5.

Distribuição de Prémios da Liga Europa 2010/2011

1. Villarreal - 9.048.112 €
2. Besiktas - 8.463.083 €
3. FC Porto - 7.837.046 €
4. Bayer Leverkusen - 7.422.203 €
5. Manchester City - 6.131.224 €
6. Liverpool - 6.131.224 €
7. Estugarda - 5.593.831 €
8. SC Braga - 4.528.191 €
9. Borussia Dortmund - 4.492.868 €
10. Zenit St. Petersburgo - 4.141.253 €
25. Sporting CP - 2.142.962 €
27. SL Benfica - 1.928.191 €

Redes Sociais

Acompanhe o Aposta X no Twitter
Conheça a página do Aposta X no Facebook

Página Inicial

0

Ranking Clubes Portugueses na UEFA: Objectivo 2011/12 - passar a França!

07 julho, 2011


* clique nas fotos para aumentar

Existem diversos tipos de ranking no futebol que influenciam a prestação dos clubes portuguesas nas competições europeias. Quanto mais alto for o conjunto dos resultados das nossas equipas, mais estas terão as portas facilitadas para entrar por exemplo numa fase de grupos da Liga dos campeões ou Liga Europa. O caso mais evidente, foi a histórica prestação alcançada na época 2010/2011, com um total de 18.800 pontos que pulverizou qualquer outra nossa prestação europeia a nível de clubes. Portugal terá na temporada 2012/2013 dois clubes com entrada directa na Champions League e um terceiro na eliminatória anterior aos play-off da mesma competição.

O coeficiente dos países numa época é calculado com a soma de todos os pontos divididos pelo número de equipas. Por exemplo, na época 2010/2011 Portugal, foi campeão coeficiente da UEFA com cinco equipas presentes nas competições europeias. Muito graças às excelentes prestações de FC Porto, vencedor da Liga Europa, Braga, vice-campeão, e Benfica, semi-finalista. Além destes, Sporting e Marítimo também somaram alguns outros. A boa prestação individual dos respectivos clubes é também deveras importante, devido a possibilidade de aceder a cabeça de série ou passar para os primeiros potes nas fases de grupos.

O FC Porto, ao todo, alcançou 28 pontos, o Braga 25, o Benfica 22, o Sporting 13 e o Marítimo 4. Somados, chegaram a 94 pontos. Esta pontuação dividida pelos cinco clubes deu a média de 18,800.

A este valor (18.800) é somado ao das quatro épocas anteriores para formar o ranking geral. São relacionadas, portanto. actualmente: 2006/07, 2007/08, 2008/09, 2009/10 e 2010/11. Portugal, com seus 18,800, soma 8,083, 7,928, 6,785 e 10,000 para formar o total: 51,596 pontos. É o sexto país no ranking da UEFA, atrás da Inglaterra (85,785), Espanha (82,329), Alemanha (69,436), Itália (60,552) e França (53,678).

O nosso actual sexto lugar está portanto a pouco mais de 2 pontos da quinta classificada França. Caso Portugal ultrapasse os gauleses o terceiro classificado da Liga Portuguesa entrará directo nos play-off da Liga dos Campeões.

Os campeões dos 12 primeiros países no ranking entram directo na fase de grupos da Liga dos Campeões. Os rstantes passam pelas fases eliminatórias.


Ranking de países na UEFA

A UEFA adopta um sistema que conta o desempenho dos clubes nas últimas cinco temporadas nas competições europeias. Esse é o chamado coeficiente, que a entidade usa para calcular o rendimento dos países e assim distribuir as vagas por critério técnico. É por isso que as ligas mais fortes conseguem ter mais equipas do que as menos poderosas. Algo rotativo, já que as ligas vão perdendo ou ganhando força com o passar dos anos – em 2003, a Espanha liderava, a Itália era a segunda e a Inglaterra era a terceira, com a Alemanha na sequência.

Durante esse período de cinco anos do ranking, cada equipa ganha dois pontos por vitória e um por empate em jogos de competições europeias. Há ainda pontos de bónus para quem chega à fase de grupos da Liga dos Campeões (quatro) e da Liga Europa (dois, no mínimo, caso o clube não alcance essa pontuação com os pontos por jogos). As equipas que são eliminadas nas fases preliminares recebem pontos de acordo com a fase – quanto mais adiantada, obviamente, mais pontos.

Quem se classifica para os oitavos de final da Champions League ganha cinco pontos de bónus. Um ponto adicional é dado a cada passagem na eliminatória a partir daí - quartos de final, meia-final e final, sendo que neste caso vale também para a Liga Europa. Não existe pontuação adicional para quem é campeão, mas nem precisa, já que ao chegar à grande final, o clube ganha necessariamente muitos pontos.

Ranking de clubes da UEFA


A UEFA tem também um ranking de clubes, que é usado para definir os cabeças de série. É por causa desse ranking, por exemplo, que o Manchester City não seria cabeça de série na pré-eliminatória da Liga dos Campeões e poderia enfrentar clubes como o Bayern Munique. Como conseguiu ficar em terceiro lugar na Liga Inglesa, o Arsenal, quarto classificado, por ter um ranking alto, não enfrenta os alemães, que também têm uma boa posição na classificação. Ambos serão cabeças no sorteio dos play-off.

O cálculo para a pontuação de um clube é simples. A pontuação total da equipa é somada a 20% do coeficiente do país. Como exemplo, vejamos o caso do Manchester United, clube que pontuou na época 2010/2011. Os Reds Devils fizeram 33 pontos, que somados a 20% do coeficiente da Inglaterra (3,6714 pontos), chegou a 36,6714 pontos. O Barcelona, segundo classificado na temporada passada, somou os mesmos 33 pontos, que adicionados a 20% do coeficiente da Espanha (3,6428), totaliza 36,6428 pontos.

Isto significa que o clube está dependente do desempenho dos clubes do seu país. Um mau desempenho das outras equipas locais pode fazer com que alguém que tenha boa prestação acabe por sentir as consequências na próxima época.

Foi o que aconteceu com a Rússia recentemente. Antes do início da última temporada, os russos eram sextos classificados no ranking da UEFA. Viu Portugal, que teve desempenho espectacular, passá-los e assumir a sexta posição – não esqueçer, que Portugal arrancou para a época 2010/2011 apenas em nono lugar.

A queda de uma posição no ranking UEFA representa a perda de uma vaga na Liga dos Campeões. Anteriormente a Rússia colocava três clubes na principal competição da europa, sendo dois deles directamente na fase de grupos. Com a queda, quem passa a ter esse direito é Portugal. A Rússia passa a enviar apenas dois representantes para a Champions, sendo um deles para a fase de grupos e outro para a pré-eliminatória. O desempenho de Benfica, Braga e principalmente do FC Porto foi fundamental para Portugal troque com os russos.

Quem também perdeu e muito, foi a Itália. A vitória na Liga dos Campeões do Inter de Milão de Mourinho em 2009/2010 apenas adiou a ultrapassagem da Alemanha aos "azurros". A vitória contra o Bayern Munique valeu com que a Itália terminasse com um coeficiente 15,428, o quarto melhor nessa época, com a Inter a liderar a prestação europeia dos italianos, com 31 pontos. O ranking italiano chegou aos 64.338 pontos, contra 64.207 da Alemanha, país que mais fez pontos em 2009/2010. Uma diferença mínima.

No entanto, a ultrapassagem da Alemanha sobre a Itália era iminente. A pontuação de ambos esta renhida e o desempenho alemão estava bastante superior aos italianos. Tanto que, ena época passada (2010/11), os alemães deixaram os transalpinos para trás, consolidando asua posição como terceira força da Europa.

Redes Sociais

Acompanhe o Aposta X no Twitter
Conheça a página do Aposta X no Facebook

Página Inicial

0

Manchester City finta Fair Play Financeiro?

01 julho, 2011


Discutivel a forma como mega milionários têm chegado ao futebol e provocado autênticas loucuras no mercado de transferências de jogadores, a UEFA acordou para esta realidade e desenhou um modelo onde os clubes europeus terão que respeitar a regra do fair-play financeiro com os resultados a serem apresentados na época 2013/2014. A dívida agregada dos principais clubes europeus totaliza 578 milhões de euros. Cerca de 65 por cento das receitas geradas foram gastas em salários, e 47 por cento dos clubes registaram perdas.

Para cumprirem o requisito da exigência do reequilíbrio financeiro, os clubes não poderão gastar mais do que as receitas que conseguem gerar. Os clubes vão ser avaliados numa base de risco, levando em linha de conta dívidas e salários praticados. Têm ainda que assegurar que cumprem os seus compromissos pontualmente. As medidas publicadas visam ainda estimular investimentos a longo-prazo em áreas como o desenvolvimento jovem e a melhoria de instalações desportivas.

Num sinal de antecipação, o Manchester City contornou esta politíca uefeira com a concretização de um acordo de patrocinio do seu estádio por 110 milhões de euros. O maior valor de sempre na venda dos “naming rights” e que levou o dono do City, o sheik Mansour bin Zayed Nahyan a trocar o "City of Manchester" por estádio Etihad Airlines. De acordo com o último relatório anual, os "citizens" tiveram perdas de 121 milhões de libras (cerca de 135 milhões de euros).

Este negócio vai permitir obviamente aumentar a facturação e garantir ao mesmo tempo a continuação em força do Manchester City no mercado de transferências sem beliscar a regra de fair play imposta pela UEFA. Serão "jogadas" deste tipo que os clubes mais poderosos da Europa vão continuar a fintar as leis de mercado.

O primeiro ponto da discussão é sobre a justiça desta regra fair-play da UEFA. Este sistema, afinal, não servirá para perpetuar os actuais clubes milionários? Será justo que Chelsea e Manchester United (a exemplo) tenham podido gastar o que quisessem para construir grandes equipas no passado que permitiram aumentar a visibilidade e, com isso, aumentar as suas receitas, e que qualquer outro clube que venha a ser comprado não possa? Parece evidente que não.

Por outro lado, poderia a UEFA assistir de sofá à circulação destas fortunas no jogo, muitas vezes sem que se saiba se e quando ele vai sair? Imaginemos que o dono do Málaga ou Paris SG serão bem sucedidos nos seus projectos em levar as equipas à Champions League. E que, quando isso acontecer, abram cordões à bolsa para contratar os melhores jogadores do mundo e tudo corria mal na fase de grupos e os donos milionários abandonavam o projecto. Quem iria depois suportar (pagar) as dívidas?

Para além disso, qual é a justiça de um clube médio, um Sevilha, uma Roma por exemplo, ser bem administrado, conseguir subir degrau a degrau para que, do dia para a noite, chegar um milionário e “comprar” uma presença na Liga dos campeões? Por outro lado, qual é a justiça de Real Madrid, Barcelona, Liverpool e Manchester United possam gastar 10, 20, 50 vezes mais que os outros clubes porque facturam mais do que os restantes?

Também parece evidente que não. A UEFA viu o problema, sabe que para resolvê-lo teria que dividir de maneira mais equilibrada o dinheiro que entra, mas também sabe que não tem poder para bater-se com os grandes emblemas. Estabeleceu, portanto, um sistema, que pouco ou nada resolve e ainda poderá acentuar a diferença entre ricos e pobres.


O que o caso do Manchester City prova, entretanto, não é só que o sistema é injusto. É que é impossível de ser implementado. A UEFA já avisou que vai monitorizar a cedência do "naming" do estádio para verificar se os valores envolvidos fazem sentido. Muito bem: porque não monitorizam o patrocínio do Barcelona (Qatar Foundation), valor milionário, e que será pago por uma fundação que, em tese, não visa lucro? Porque será apenas o Manchester City suspeito de “lavagem de dinheiro”?

Para além disso, suponhamos que a UEFA inviabilizava o negócio do "naming" do estádio do Manchester City. O que impediria o sheik Mansour bin Zayed Nahyan de mandar comprar 5 milhões de camisolas do clube para oferta? Ou ainda, pagar somas estronómicas para realizar particulares com a equipa de reservas do City? Quem é que iria apurar se todas as receitas dos clubes são justas? Vão apurar também as receitas do Barcelona, ou só do Manchester City?

O debate é amplo, e não parece que a UEFA tenha esgotado todos os seus trunfos. O que definitivamente não é justo é que apenas o Manchester City mereça a atenção dos dirigentes europeus.

10 maiores contratos concretizados por clubes de futebol europeus
(valor total em dólares):

10 - AC Milan e Emirates Airlines: $83 milhões por três anos ($27,6mi ao ano)
9 - Real Madrid e Bwin: $88 mihões por três anos ($29,3mi ao ano)
8 - Bayern de Munique e Deutsche Telekon: $115 milhões por três anos ($38,3mi ao ano)
7 - Liverpool e Standard Chartered: $130 milhões por quatro anos ($32,5mi ao ano)
6 - Arsenal e Emirates Airlines: $160 milhões por quinze anos ($10,6mi ao ano)
5 - Chelsea e Adidas: $160 milhões por dez anos ($16mi ao ano)
4 - Barcelona e Nike: $210 milhões por cinco anos ($42mi ao ano)
3 - Barcelona e Qatar Foundation: $235 milhões por cinco anos ($47 ao ano)
2 - Juventus e Tamoil: $265 milhões por dez anos ($26,5mi ao ano)
1 - Manchester United e Nike: $486 milhões por treze anos ($37,3mi ao ano)

Redes Sociais

Acompanhe o Aposta X no Twitter
Conheça a página do Aposta X no Facebook

Página Inicial

1

Finanças do mercado do futebol europeu crescem 4% na época 2009/2010. Portugal no 9º lugar

30 maio, 2011


O mercado europeu de futebol cresceu 4 por cento (0,6 mil milhões de euros) ao nível de receitas, atingindo o valor total de 16,3 mil milhões euros na época 2009/10, apesar do clima económico adverso. Para este crescimento global contribuiu a subida de receitas das principais cinco ligas europeias, num total de 8,4 mil milhões de euros.

Quanto à Liga Portuguesa, encontra-se no nono lugar da Europa: gerou na época 2009/2010 receitas de 316 milhões de euros. No primeiro lugar continua a liga inglesa, que chegou aos 2,5 mil milhões de euros (oito vezes mais do que a portuguesa, portanto, para um universo de cinco vezes mais habitantes: 50 milhões contra 10 milhões). Estes números garantiram um aumento de cinco por cento relativamente ao ano anterior. De destacar que o mercado português é quase metade do mercado holandês, com 18 milhões de consumidores).

Refira-se ainda que Portugal surge na frente da lista de custos com pessoal. Os clubes nacionais gastaram 68 por cento de tudo o que ganham em salários (o mesmo de Inglaterra), sendo ultrapassados por Itália: 77 por cento. A liga alemã é a que tem um rácio salários/receitas mais baixo: 54 por cento.

O FC Porto é o clube que mais gastou em salários, com 39,3 milhões de euros (40 por cento dos proveitos totais), seguido pelo Benfica: 38,3 milhões de euros (42,8 por cento). O Sporting gastou 23,3 milhões (60 por cento), enquanto o Sp. Braga surge em quarto: 11 milhões (51 por cento).

A situação mais preocupante é a do Sporting, mas também o Sp. Braga gasta acima dos 50 por cento de tecto recomendado pela UEFA. De resto, o peso da massa salarial aumentou praticamente em todas as ligas, o que é alarmante nas vésperas da aplicação do princípio de fair-play financeiro.

O principal motor de crescimento prende-se aos direitos de transmissão televisiva, até 7 por cento, sendo que o valor das 5 principais ligas representa mais de 4 mil milhões de euros.

A Liga Inglesa (Premier League) continua a ser o campeonato com as maiores receitas do mundo. Na época 2009/10, os clubes ingleses tiveram uma receita conjunta de 2,5 mil milhões, um aumento considerável face aos resultados da época anterior, 2,3 mil milhões de euros. A performance da liga inglesa aumentou a diferença para a segunda liga do ranking (Bundesliga) em 800 milhões de euros.

O campeonato alemão é o líder ao nível da lotação dos estádios, com uma média de 42700 espectadores. Este recorde combinado com o aumento das receitas comerciais e pelo facto da Alemanha ser o maior mercado europeu, faz da Bundesliga um segundo classificado no ranking das ligas de futebol europeias mais rentáveis.

A Liga espanhola (La Liga) foi o campeonato com maior crescimento ao nível de receitas, num total de 8 por cento face à época 2008/09. Este aumento foi impulsionado pela performance financeira dos dois principais clubes, Real Madrid e Barcelona, que juntos são responsáveis por 52 por cento do total de receitas do campeonato espanhol. Estes valores conferem à La Liga o título de campeonato mais polarizado da Europa.

A liga italiana (Serie A) aumentou as suas receitas em 3 por cento (38 milhões de euros) para 1,532 milhões na época de 2009/10. A competição italiana permanece na quarta posição, à frente da liga francesa, cuja receita cresceu apenas 2 por centro face ao período homólogo, num total de 1072 milhões. A competição francesa teve o menor crescimento do top cinco.

Fora dos cinco grandes campeonatos, e a grande distância, estão a liga holandesa (420 milhões), a turca (378 milhões) e a russa (368 milhões).

Dan Jones, partner do Sports Business Group da Deloitte, destaca que “é impressionante o crescimento de receitas dos cinco principais campeonatos europeus face à actual situação económico desfavorável. A lealdade incondicional dos fãs, mesmo em tempos difíceis, e a manutenção das parcerias ao nível de transmissão televisiva e patrocínios, provam que o desporto mais popular do mundo continua vivo e muito atractivo. As novas estrelas do futebol europeu são um dos produtos mais desejados pelos canais de televisão e, em termos de receitas, o futebol continua a ser uma história de sucesso económico na maioria dos países da Europa. No entanto, mantém-se o grande desafio, ou seja, o controlo de custos, nomeadamente com salários de jogadores e taxas de transferência.”

O peso da massa salarial nas cinco principais ligas de futebol aumentou 400 milhões, 8 por cento face ao período homólogo, atingindo o valor conjunto de 5,5 mil milhões de euros na época 2009/2010. Em Inglaterra, Itália e França, a subida da massa salarial excedeu mesmo o crescimento das receitas nos respectivos campeonatos e na Alemanha registou-se um equilíbrio entre as duas realidades. Em Espanha o cenário é completamente diferente, excluindo o Real Madrid e Barcelona, uma vez que o rácio entre salários e receitas teve uma quebra de 60 por cento, a maior descida nos últimos dez anos.

Apesar de uma quebra a nível das receitas operacionais de 172 milhões para 138 milhões, a Bundesliga mantém-se como o campeonato mais rentável da Europa. A Premier League reduziu a diferença entre receitas operacionais e lucros, com as receitas operacionais a atingirem 101 milhões. A Serie A e Ligue 1 mantêm-se deficitárias. Em Espanha, Barcelona e Real Madrid geram lucros substanciais, mas os restantes clubes registaram um prejuízo agregado significativo.

Alex Byars, senior consultant do Sports Business Group da Deloitte, realça que “a intervenção da UEFA seria bem-vinda, numa base pan-europeia, para ajudar os clubes a controlar os seus custos de forma mais sustentável, dado que em quatro dos cinco maiores campeonatos europeus se verificou um aumento do rácio entre salários e receitas”, finalizando que “a aplicação do conceito “fair play” para a área financeira foi aprovada, pela UEFA, em Setembro de 2009 e a regulamentação publicada em Maio de 2010. Neste âmbito, os clubes já deverão estar bastante avançados na implementação dos ajustes necessários aos planos de negócio para época 2011/12 de forma a cumprir as novas regras. Em particular, os clubes devem esforçar-se por garantir um maior equilíbrio entre custos e receitas, como forma de ganhar a flexibilidade interna necessária para absorver eventuais choques de receitas”.

Podem consultar todo o artigo da Deloitte (inglês) neste pdf.

Fonte: Deloitte

Redes Sociais

Acompanhe o Aposta X no Twitter
Conheça a página do Aposta X no Facebook

Página Inicial

4

FC Porto vencedor da Liga Europa 2010/2011. Portugal vence ranking da UEFA

19 maio, 2011


Se algum adepto do FC Porto sonhava, 12 meses depois, vencer a Liga Portuguesa e Liga Europa, além da Supertaça e Taça de Portugal, os meus parabéns é um grande optimista. Poucos clubes no Mundo podem gabar-se de permitir oscilações desportivas de um ano para o outro e vencer tão categoricamente como fez o Porto versão 2010/2011.

Com André Villas-Boas no comando, foram 27 vitórias e três empates nos 30 jogos disputados na Liga Portuguesa, mais o brilharete de conseguir o recorde europeu de 37 golos na vitoriosa campanha na Liga Europa concluída em Dublin. Alguns avançam já a possibilidade, deste Porto, repetir a dose europeia de José Mourinho (2002/2004), em vencer dois anos seguidos competições europeias. Para a próxima temporada, falamos da Liga dos Campeões. Será assim? Certamente, e tal como abrir este post, haverá optimistas.

Na Dublin Arena, apesar de ter sido um jogo morno, o Porto não chegou a ser seriamente ameaçado pelo Braga. Na primeira parte, os bracarenses conseguiram impor o seu jogo, dificultando o rival com uma marcação bastante forte que arrefeceu o sector de criação portista. Domingos Paciência viveu, por assim dizer, dois momentos. Acertou ao surpreender e mandar para o palco do jogo dois médios defensivos (Custódio foi titular com Vandinho, rendendo Leandro Salino), que pudessem anular a criatividade de João Moutinho e principalmente Freddy Guarin. Mas falhou ao arriscar Rodriguez no centro defensivo, visto que o peruano, como se viu, esteve longe de seu melhor.

Durante 43 minutos, a mudança de Domingos no meio-campo deu certo. Guarin até nem esteve mal, visto que mesmo fortemente marcado, tentou movimentar-se e, de alguma forma, “libertou” espaços para Hulk comandar as acções portistas descaindo pela direita. O brasileiro fez a vida difícil a Sílvio –embora sem encontrar Falcão, bem acompanhado pela defesa do Braga. Os minhotos pouco avançavam, é verdade, mas como conseguiram conter o ímpeto portista, e ganharam o meio-campo. O homem da ligação seria Hugo Viana, mas este, não esteve bem na ligação ao ataque.
Aos poucos, porém, Guarin começava a encontrar espaços vazios, caindo mais na ala direita, e numa dessas situações, após um passe errado de Rodriguez, cruzou a bola para a cabeça de Falcão, sem o acompanhamento de Paulão. Golo do título. Para aqueles que pensaram que o jogo iria abrir, puro engano. As duas equipas conheciam-se bem. De um lado, o Braga sabia que não adiantava abrir-se e mudar o sistema de jogo. Do outro, o Porto também sabia que o Braga não iria alterar e por isso preocupou-se essencialmente em manter o domínio do jogo.

Não foi, uma exibição “à Porto”. Mas foi a actuação de uma equipa que, mesmo quando não estava bem, adaptou-se às suas dificuldades e às impostas pelo arsenalistas para tomar conta de um jogo, em que os nervos, naturalmente, ficam mais aflorados, como é o caso de uma final europeia. O Braga, por sua vez, fez o que pode. Defendeu bem, como foi seu apanágio, e teve apenas uma (e fatal) falha. Domingos Paciência ainda mexeu na segunda parte, ao substituir Rodriguez e lançar Kaká e Mossoró. Este último, acabou por ter nos pés a única oportunidade de ouro para empatar, mas permitiu a defesa a Helton. Alan, de quem se esperava muito, esteve completamente ausente. E Lima, na frente, não teve uma única possibilidade de visar a baliza do Porto.

Após o final, muito se falou que foi um jogo fraco, abaixo do esperado. De facto, a partida não foi emocionante. Porém, se faltou brilho, é inegável que o jogo em si foi motivo de orgulho para Portugal.

Independentemente desta final "portuguesa" ter sido conquistada mais “força” do que “na técnica”, pode-se concluir que o processo europeu portista foi concluído com êxito. Mais do que nos números (além dos 37 golos, foram 12 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas). Foi bem destacado a segurança de Fernando, a visão de Moutinho, o grande momento de Guarin e os golos de Falcão e Hulk – sem esquecer a regularidade de Varela.

Os resultados de Villas-Boas, por sua vez, já superam os de José Mourinho no comando dos dragões, tanto pelos obtidos na Liga Portuguesa como pela série de conquistas na mesma época. Sinais, naturalmente, que só espelham mais ainda a confiança portista para a época 2011/2012. E após uma série tão avassaladora de títulos – agora inclusive europeus –, e a regularidade acima da média apresentada em 2010/11, fica a dúvida, dentro e fora de portas: quem pode travar o FC Porto?

Apesar da derrota, o Sporting de Braga despede-se da temporada com o orgulho inabalado. Durante quase a primeira parte inteira, a equipa, embora dominada, soube neutralizar um rival muito superior. Errou uma vez e acabou sem o título. O Braga, fez o que pode e dentro de suas opções e da sua conhecida forma de jogar, foi guerreiro e fez uma bom jogo.

Não se pode esquecer o que este Braga, como “equipa”, mostrou. Foi mais "colectivo", por exemplo, do que Benfica, Dínamo de Kiev e Liverpool. Todos bem superiores sob vertente técnica, mas que como grupo, não mostraram em campo e sucumbiram à organização bracarense.

O saldo da aventura bracarense é altamente positivo. Foi vice-campeão da Liga Europa, estreou-se na Champions League com vitórias contra equipas tradicionais, como Celtic, Sevilha e Arsenal, além da certeza de que voltará à Liga Europa em 2011/12, ainda que sem grande parte dos que estiveram na Irlanda.

Os clubes portugueses presentes nas competições europeias, esta temporada, despediram-se com resultados históricos. Não só pelo título da Liga Europa conquistado pelo FC Porto, mas também pelos números. Portugal chegou ao sexto lugar do ranking da UEFA e esta época, já garantiu o posto de melhor representação da Europa, mesmo que o Manchester United vença a Liga dos Campeões. Com 18,800 pontos, Portugal já não pode ser mais ultrapassado pela Inglaterra, que tem 18,357 pontos.

Além disso, os clubes portugueses recuperaram uma vaga na fase de grupos da Champions League, e terão agora três equipas na edição 2012/13. Se o FC Porto tivesse ganho ao Villarreal na segunda mão da meias-finais, Portugal podia entrar na época 2011/12 com o quinto lugar, visto que a temporada 2006/07 francesa (país que vem logo a frente no ranking geral) vai tirar bastante pontuação aos gauleses. Caberá, portanto, a FC Porto e Benfica, na Liga dos Campeões, e Sporting, Braga, Vitória de Guimarães e Nacional, na Liga Europa, defender os pontos portugueses na próxima temporada.

Para o fim, deixo o resultado da sondagem do Aposta X, sobre quem venceria a Liga Europa. Desde já obrigado a todos que participaram.

Vídeo



Redes Sociais

Acompanhe o Aposta X no Twitter
Conheça a página do Aposta X no Facebook

Página Inicial

7

FC Porto - Braga: Antevisão da final da Liga Europa 2010/2011

17 maio, 2011


A história escreve-se e faz-se todos os dias, porém, esta quinta feira, 18 de Maio de 2011, promete ficar ligado ao dia em que duas equipas portuguesas deixaram a europa e o mundo ligados à televisão para assistir à final da Liga Europa, antiga Taça UEFA.

Na República da irlanda, no Estádio AVIVA ou Dublin Arena, FC Porto e Sp. de Braga, fazem daquela que será a oitava final entre equipas de mesmo país nesta segunda competição maior do futebol europeu, e que determinará a sétima conquista portuguesa em competições da UEFA. Será, ainda, a primeira vez que um país fora das quatro principais ligas do Velho Continente (Inglaterra, Itália, Espanha e Alemanha) que terão tal previlégio.

Portugal, diga-se, já havia sido o quinto país a ter três dos quatro semi-finalistas de uma competição europeia - feito também igualado por equipas alemães, inglesas, italianas e espanholas. Aliás, curiosamente, até às meias-finais da actual Liga Europa, nunca dois clubes portugueses tinham-se enfrentado em competições europeias.

A chegada do Porto à final, talvez, fosse esperada, depois da campanha feita pelos Dragões ao longo da temporada, com dois títulos assegurados (Supertaça e Liga Portuguesa) e mais dois ainda em disputa (além da Liga Europa, o Porto decide a Taça de Portugal com o Vitória de Guimarães). No entanto, o adversário esperado para a final era mesmo o rival Benfica, e muito se falou, aliás, sobre a possibilidade do grande clássico português acontecer em Dublin.

Equipas prováveis

No FC Porto, a previsão é que não existam grandes novidades. A maior dúvida está mesmo no terceiro homem da linha de frente portista. Silvestre Varela é o favorito, mas as boas prestações de James Rodriguez colocaram um ponto de interrogação na cabeça de André Villas Boas. Em relação à partida contra o Marítimo, que fechou a Liga Portuguesa, as novidades são os regressos de Fernando, João Moutinho, Hulk e Helton, que foram poupados para o duelo final.

No Braga, o defesa Rodriguez era a grande dúvida, mas recuperou para jogar ao lado de Paulão. O lateral direito Miguel Garcia e o atacante Paulo César também estão se recuperando de lesão, mas não devem ficar de fora.

FC Porto: Helton; Sapunaru, Otamendi, Rolando e Alvaro Pereira; Fernando, Freddy Guarin e João Moutinho; Silvestre Varela (James Rodriguez), Hulk e Falcão. Técnico: André Villas Boas.

Braga: Artur Moraes; Miguel Garcia, Paulão, Rodriguez e Sílvio; Vandinho, Salino e Hugo Viana; Alan, Paulo César e Lima. Técnico: Domingos Paciência.

Os finalistas da Liga Europa 2010/2011

FC Porto


Campeão nacional de fresco, finalista da Taça de Portugal, vencedor da Supertaça com autoridade. O Porto teve uma época vitoriosa, reflexo da preparação da equipa desde o final da temporada anterior. Soube conduzir as competições que disputou – deixou a Taça da Liga para segundo plano e ficou fora da fase final, é verdade, mas não comprometeu – e garantiu um desempenho extremamente seguro na Liga Portuguesa, capaz de não deixar o foco europeu fugir.

O Porto não encontrou dificuldades na primeira fase da Liga Europa, com cinco vitórias e um empate, além da terceira melhor campanha até então (atrás de Zenit e CSKA Moscovo). Apesar disso, os Dragões foram implacáveis na fase a eliminar. Enfrentaram a boa equipa do Sevilha e o próprio CSKA. Mas as vitórias, aliadas à tranquilidade obtida na Liga Portuguesa, fortaleceram o grupo, que daí em diante, passou a massacrar: Nos quatro jogos seguintes, ante Spartak Moscovo e Villarreal, foram 17 golos.

Os sectores de criação e ataque do Porto explicam muito do sucesso. O grande momento de João Moutinho, Freddy Guarin, Hulk e, principalmente, Falcão, vem sendo determinante. O primeiro, na distribuição das jogadas e os outros três, no objectivo de finalizar. Guarin, Hulk e Falcão marcaram, juntos, 26 dos 36 golos portistas na Liga Europa. A média, de 2,5 golos/jogo, merece destaque.

Os portistas têm vários factores a seu favor contra o Braga. Além de ser uma equipa tecnicamente e mesmo colectivamente superior aos minhotos, o Porto tem, ainda, o peso de uma camisola duas vezes vencedora da Champions League e o facto de conhecer bem a equipa bracarense, contra quem já venceram duas vezes este ano. (3-2 no Dragão e um 0-2 no Municipal de Braga).

É bem verdade que a média de golos sofridos pelo Porto, este ano, é baixa (0,73). No entanto, nos últimos 10 jogos, a equipa apenas não sofreu golos nas vitórias sobre o Marítimo e Vitória de Setúbal. Nos oito anteriores, foram 15 golos sofridos – quase dois por jogo.


Muito do sucesso do actual FC Porto passa também pelas mãos de André Villas Boas. O jovem técnico português, de 34 anos, instituiu o seu estilo de jogo, acertou no posicionamento dos jogadores cruciais (em especial, Belluschi e Guarín) e, com um estilo ofensivo, valorizou a velocidade da ligação entre meio-campo e ataque, fez do Porto a grande potencia portuguesa do ano – e uma das principais equipas europeias do momento.


Hulk foi o nome da temporada, mas quando o assunto é Liga Europa, os holofotes estão todos em Falcao. O avançado colombiano marcou 16 golos na actual edição, tornando-se o maior goleador de sempre de uma época desportiva (competição europeia/ano), ultrapassando Jurgen Klinsmann.

Históricamente, o FC Porto já disputou duas finais contra o Braga, na Taça de Portugal. Em 1977 e 1998, e nos dois casos, a vitória foi dos actuais campeões nacionais. Em 77, Fernando Gomes garantiu o troféu na vitória por 1-0 dos Dragões. Já em 1998, venceram por 3-1.


SP Braga

A grande sensação do futebol europeu em 2010/11 está a um jogo de conquistar a Europa do futebol. Levando em consideração o palmarés do próprio clube, que nunca venceu uma Liga Portuguesa, o Braga está perto do que pode ser um feito histórico.

Ou melhor: já fez história, ao chegar pela primeira vez a uma grande final internacional. Uma aventura iniciada com uma inesperada goleada sobre o Celtic, na Champions, e que teve, como penúltimo passo o golo de Custódio, ante o Benfica, que selou o feito inédito do clube do Minho.

A temporada bracarense começou empolgante, com os triunfos contra Celtic e (o mais inesperado) Sevilha. Na Liga dos Campeões, apesar do início desastroso, com as pesadas derrotas frente a Arsenal e Shakthar Donetsk, o Braga reagiu, conseguiu três vitórias e chegou a sonhar com um posto nos oitavos de final.

A experiência europeia mexeu com o clube, que, com a cabeça no sonho europeu, não acertava passo na Liga Portuguesa. Na Liga Europa, após uma suada classificação ante o Lech Poznan, os Arsenalistas voltaram a surpreender, ao despachar o Liverpool em Anfield e o Dynamo Kiev. No duelo nacional contra o Benfica, o Braga mostrou força, nivelando-se, nos dois confrontos, frente aos encarnados, conseguindo o apuramento final em Braga.

A força defensiva é a principal "arma" do Braga. Já o era quando chegou a vice-campeão nacional, no ano passado, e continuou na presente época. Nos oito jogos disputados na Liga Europa, foram apenas quatro golos sofridos, e todos fora de casa.

A eficiência do jovem lateral-esquerdo Sílvio, dos defesas- centrais Rodriguez e Paulão, e do experiente médio defensivo Vandinho, ajudaram a equipa comandada por Domingos Paciência a alcançar o status actual.

Apesar da derrota na última jornada do campeonato (Sporting), que custou o terceiro lugar no Campeonato, o Braga é, talvez, o mais motivado dos finalistas, devido à inédita hipótese de levantar o troféu e de todo o ambiente criado com o desenrolar da aventura bracarense na Europa. Além da confiança em segurar o ataque portista, outra aposta bracarense está na irregularidade defensiva do Porto nos últimos jogos. Os contra-ataques arsenalistas, comandados pela velocidade de jogadores como Alan e Paulo César, além da criatividade de Hugo Viana, podem surpreender.

Se a defesa bracarense mostrou grande qualidade ao longo da época, o ataque não é um ponto forte dos arsenalistas. Algo que, contra uma equipa que dá poucas chances ao adversário como é o Porto, a perda de oportunidades, não deverá ser perdoado. A média de golos na temporada é baixa: apenas 1,6, em 64 jogos. Nos 18 jogos europeus, o Braga marcou apenas 20 golos (menos de metade do Porto, que fez menos quatro jogos). Hugo Viana é aquele de quem mais se espera um lance diferente, mas há o risco de que possa haver uma dependência excessiva do meio de ataque.


Se o dedo de André Villas Boas é bastante claro nos Dragões, Domingos Paciência não fica atrás. O antigo avançado do Porto, que está de saída do Minho (vai para o Sporting), conseguiu fazer do seu Braga uma equipa muito bem trabalhada tacticamente, com atletas que, se não primam pela técnica, compensam com enorme obediência táctica.

O Braga, mesmo que não ganhe a Liga Europa, vai ser o clube português que mais encheu os cofres este ano. Os arsenalistas já conseguiram mais de 13 milhões de euros em receitas, e têm outros 2 milhões de euros, referentes À participação na final. Só para comparação, o Porto chegará, no máximo, a 6,3 milhões de euros de receitas. Nos dados, não estão em consideração as receitas televisivas e bilheteira.

Que seja uma grande final, e se possível com muitos golos.

Redes Sociais

Acompanhe o Aposta X no Twitter
Conheça a página do Aposta X no Facebook

Fotos: AP

Página Inicial

1

FIFA luta contra apostas ilegais e fraude no futebol

27 março, 2011


As organizações desportivas mundiais continuam a mobilizar os seus esforços na defesa das suas competições, e nomeadamente, no combate ao submundo das apostas (ilegais) desportivas online, onde vários actores camuflados insistem em exercer as mais repugnantes práticas contra o desporto generalizado.

Este espectro, que assola a verdade desportiva, tem reunido um variado número de entidades desportivas e profissionais do sector no sentido de proteger a integridade no desporto.

Neste ponto, a Comissão Europeia, juntamente com a UEFA e a Associação Europeia de empresas regulamentadas de apostas online (EGBA), deram passos firmes. O Comité Olímpico Internacional (COI), também já está a trabalhar neste assunto, ao criar um grupo especial de trabalho para lutar contra o jogo ilegal. Todos os governos nacionais, onde os seus mercados de jogo online estão regulamentados, existem reguladores independentes que estão atentos a práticas ilegais cooperando com as mais altas organizações desportivas.

Agora, a FIFA, segue o mesmo processo de intenções na defesa pelo futebol. Durante o Congresso "Apostas desportivas – Mercados, números e leis" o presidente Joseph Blatter, anuncia tolerância zero na protecção das competições e pede cooperação entre associações desportivas e instituições governamentais.

Para combater a manipulação de apostas, a FIFA fundou a Early Warning System GmbH (EWS). Desde 2007, a empresa observa o mercado de apostas futebolísticas nas competições da FIFA e, além disso, assume também a responsabilidade em outras Federações desportivas.

Desta forma, a EWS tem observado também os comportamentos das apostas em algumas competições de clubes e em outros desportos. Recentemente, graças ao sistema de aviso antecipado, dois jogos particulares ocorridos na Turquia foram identificados como suspeitos e deverão ser investigados de perto.

"Se um jogo já está decidido antes do apito inicial, ele perde a sua alma e o seu sentido", afirmou o secretário geral da UEFA, Gianni Infantino. A pensar nessas questões, a UEFA instalou em 2008 um sistema de vigilância contra apostas irregulares de nome "sistema de detecção de fraudes em apostas", cujo objectivo é descobrir manipulações de apostas em jogos de clubes. Desde então, 100 milhões de apostas envolvendo 29 mil clubes na Europa foram monitorizados.

No plano político, o ministro dos desportos e da defesa suíço Ueli Maurer e o ex-juiz do Tribunal Constitucional Alemão Udo Steiner exigem uma harmonização nos procedimentos conjuntos entre organizações desportivas, empresas de apostas e órgãos legais.

Em conclusão, e na minha modesta opinião, o flagelo das apostas ilegais é uma realidade mundial e que não nasceu propriamente "ontem". Sempre ouvimos falar de jogos combinados, mesmo ainda sem a variante online. É necessário, sem dúvida, uma clara aposta na hamornização das entidades políticas e desportivas. Não basta um conjunto de países evoluirem para uma regulação saudável, é necessário todos nesta luta, sem excepção.

Infomações sobre o Congresso "Apostas desportivas – Mercados, números e leis" da FIFA, consultar o site.

Página Inicial

0

London Finale: A bola da final da Liga dos Campeões 2010/2011

28 fevereiro, 2011


A UEFA, desvendou o design da bola da final da Liga dos Campeões 2010/1011, que esta época terá lugar no majestoso Estádio do Wembley.

Baptizada de "London Finale", está é a décima primeira bola da série fornecida pela Adidas. O vermelho e branco que compõem o desenho da Finale London reflectem a cruz de São Jorge, santo padroeiro de Inglaterra, com a bola a incluir igualmente uma estrela em tons de laranja e o logótipo da final, que mostra dois leões a segurarem o troféu Liga dos Campeões.


A bola segue com o padrão estabelecido na época passada de ter o nome personalizado do local onde o evento é realizado. Na ocasião, o nome escolhido para a bola foi "Finale Madrid", já que a final foi disputada no estádio Santiago Bernabéu. De acordo com a UEFA, a tecnologia da bola foi ajustada de forma a enquadrar-se na perfeição com o design estrelado do seu painel, tornando-a num ícone ainda mais significativo do evento. O seu painel estrelado e "design" hexagonal garantem a mais perfeita das trajectórias pelo ar, mantendo, ao mesmo tempo, a textura "pele de ganso", de modo a garantir o melhor controlo sob todas as circunstâncias.

Página Inicial

2

COI apela à regulação para combater apostas ilegais

28 janeiro, 2011

Como interessado na actualidade dos desenvolvimentos da indústria de jogo online, não posso deixar de criticar uma notícia publicada no jornal Record, acerca de declarações de Jacques Rogge, presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), que declara luta contra as apostas ilegais. Até aqui tudo excelente, é o pensamento geral eliminar e combater esse flagelo.

Depois começei a ler o texto da notícia e deparo-me com um trecho que revela falta de conhecimento e critério gritante. Na informação passada aos seus leitores, o senhor jornalista coloca tudo no mesmo saco - apostas legais e mercado regulamentado com apostas ilegais. Das duas uma, ou não percebe do assunto ou então enganou-se na tradução.

A vermelho a minha advertência à notícia do referido jornal:


Eu passo a explicar a razão do meu manifesto. Em primeiro lugar, o sector das apostas desportivas online ou jogo online, nomeadamente as empresas que operam em mercados regulamentados ou legalizados estão obrigatoriamente sujeitos a avaliações de segurança por parte de entidades independentes e certificadas. As empresas de apostas, trabalham a exemplo com a Autoridade Europeia de Segurança no Desporto (ESSA) que monitoriza e acompanha todos os testes padrões irregulares de apostas ou possíveis apostas suspeitas dentro de cada desporto.

Para atingir este objectivo a ESSA implementou um sistema de alerta precoce entre os seus membros, que destaca qualquer actividade suspeita de apostas. A Rede dos Sistemas de Aviso Prévio permite à ESSA trabalhar com os reguladores desportivos e os seus departamentos jurídicos e disciplinares, garantindo que quando um alerta é dado o regulador é imediatamente informado de modo a impedir qualquer possibilidade de manipulação do jogo num determinado evento

O próprio COI (Comité Olímpico Internacional) trabalha com a ESSA, tal como outros prestigiados organismos desportivos como a FIFA, UEFA, EPFL, The FA, DFB, ATP, ITF, WTA e muitos outros reguladores desportivos.

Sendo assim, o COI nunca poderia afirmar estar contra os mercados regulados, porque são estes que garantem as melhores práticas na luta contra os resultados viciados, e são uma das maiores fontes de receitas no desporto.

E por fim, para restabelecer a realidade das afirmações proferidas por Jacques Rogge, basta seguir este link.

Em baixo, as verdadeiras declarações do Presidente do COI, bem diferente do que foi publicado no Record, não?!

ps - a fonte da notíca que se segue é do jornal brasileiro Estadão.

Rogge também pediu para órgãos desportivos e os governos em todo o mundo criarem legislações contra as apostas ilegais. "Nós estamos actualmente no processo de incentivar todos os nossos parceiros no Movimento Olímpico para adoptar as regras que proíbem apostas em cada respectivo desporto", escreveu Rogge. "Sem elas, não há motivos para punir as fraudes", comentou. "O apoio dos governos também é primordial. Eles são os únicos com autoridade para criar um quadro jurídico em que a legalidade e a regularidade das apostas podem ter lugar."

O COI criou um comité para monitorar a ocorrência de apostas suspeitas nos Jogos Olímpicos. Rogge observou que não houve casos preocupantes nos últimos eventos. Se houver um caso suspeito, "abriremos um inquérito e as empresas de apostas passarão todas as informações necessárias sobre a aposta e o apostador para o COI. Felizmente, não tivemos que activar este sistema no Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, ou em Vancouver, no ano passado", escreveu Rogge.

Página Inicial

1

UEFA, Comissão Europeia e EGBA em sintonia pelo Fair Play Financeiro e Jogo Limpo

18 janeiro, 2011


A Comissão Europeia anunciou publicamente o seu plano geral no domínio do desporto, um ano após a introdução deste sector como competência da EU. Com este dado novo, a Comissão reforça a dimensão europeia do desporto e tanto organizações desportivas, como indústria de apostas desportivas manifestam a sua satisfação sobre pontos comuns no interesse na preservação da integridade no Desporto e na diversificação do financiamento para o movimento desportivo.

Comissão reforça a dimensão europeia do desporto

A Comissão Europeia adoptou novas propostas destinadas a reforçar as dimensões social, económica e organizativa do desporto. Os atletas, as organizações desportivas e os cidadãos deverão retirar benefícios dos planos, que decorrem do novo papel da UE conferido pelo Tratado de Lisboa, de apoiar e coordenar a política do desporto nos Estados-Membros. Estão previstas acções nas áreas em que os desafios não podem ser superados exclusivamente a nível nacional. As propostas da Comissão surgem na sequência de uma consulta realizada junto dos Estados-Membros e partes interessadas do desporto, e integram a experiência adquirida com a implementação do Livro Branco do Desporto de 2007.

Na opinião de Androulla Vassiliou, a Comissária Europeia responsável pela Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude: «O desporto é importante para a economia da Europa e uma componente essencial do seu modelo social. As medidas que adoptamos hoje realçam o contributo do desporto para a nossa economia e sociedade e ajudarão a melhorar a forma como o desporto é gerido.»

As propostas da Comissão, apresentadas num documento intitulado «Desenvolver a Dimensão Europeia do Desporto», abrangem três áreas principais: o papel social do desporto, a sua dimensão económica e a organização do desporto. Cada capítulo propõe acções a realizar pela Comissão Europeia e os Estados-Membros.

No que respeita à dimensão económica do desporto, a Comissão recorda a importância de: As associações desportivas instituírem mecanismos para a venda colectiva dos direitos de transmissão, de modo a garantir uma distribuição adequada das receitas. Dar maior ênfase aos direitos de propriedade intelectual relativos ao desporto. Trocar boas práticas para promover a transparência e a sustentabilidade financeira do desporto. Fiscalizar a aplicação da legislação relativa aos auxílios estatais no domínio do desporto. Explorar plenamente os aspectos relacionados com o desporto dos Fundos Estruturais. Desenvolver dados estatísticos comparáveis sobre o desporto em todos os Estados-Membros.

O documento, ou comunicação como é conhecido, será agora enviado ao Conselho e ao Parlamento Europeu para debate e posterior seguimento nos Estados‑Membros.


Comissão reforça a dimensão europeia do desporto - Perguntas Frequentes

Porque um documento (Comunicação) sobre o desporto?

O Artigo 165º do Tratado de Lisboa, concedeu à União Europeia um mandato para apoiar, coordenar e completar as iniciativas desportivas política pelos Estados-Membros. As propostas contidas na comunicação foram desenvolvidas em consonância com as novas responsabilidades da União Europeia e antecedida por uma consulta com as partes interessadas no primeiro semestre de 2010. Este processo destaca a natureza transversal do desporto em termos de suas ligações com as actuais políticas da UE em áreas como a educação, saúde, mercado interno e da concorrência.

O comunicado baseia-se no Livro Branco de 2007 sobre o Desporto. O seu objectivo é reforçar o desporto a nível da UE através de uma selecção de medidas que serão de grande valor, tanto para o desporto como para os Estados-Membros.

Qual é a diferença entre este Documento e o Livro Branco do Desporto de 2007?

Esta comunicação é o primeiro documento de política de cooperação da UE no domínio do desporto, desde a entrada em vigor do Tratado de Lisboa. É com base no Livro Branco sobre o Desporto de 2007, que se criou um quadro para a política da UE neste domínio. A Comissão Europeia continuará a aplicar o Livro Branco no Desporto, enquanto que o desenvolvimento de acções adicionais será baseada na nova comunicação que visam melhorar as condições sociais, economicas e de organização do desporto.

Que modelo de desporto apoia a comunicação?

O modelo de comunicação suporta um desporto baseado nos princípios da boa governação, o diálogo entre as partes, no caso, organizações desportivas e as autoridades públicas. Para alcançar este objectivo, a Comissão visa uma abordagem equilibrada que tira proveito das novas possibilidades oferecidas pelo Tratado, nomeadamente no que diz respeito à natureza específica do desporto, respeitando integralmente a legislação da UE.

A comunicação abrange as apostas desportivas e os jogos de sorte e azar?

Vários aspectos do jogo e apostas desportivas são particularmente relevantes para o desporto (por exemplo a integridade, direitos e apostas desportivas, o financiamento sustentável no desporto). A Comissão Europeia dirige-se a esta indústria na presente comunicação. Como referimos, estamos cientes das preocupações do sector desportivo em relação à evolução dos mercados nacionais de jogo e teremos em conta os interesses do desporto nesta área.

E quanto ao reconhecimento dos direitos relacionados com as organizações desportivas?

A Comissão europeia congratula-se com o princípio de que os organizadores de eventos desportivos têm o direito de controlar e explorar comercialmente os seus eventos (competições). No entanto, a exploração comercial do desporto profissional deve ser acompanhada por uma redistribuição forte e de mecanismos de solidariedade. Portanto, a Comissão recomenda a venda colectiva dos direitos de transmissão por parte das associações desportivas, a exemplo.

Ainda em relação com a questão dos direitos para organização de competições desportivos, existem também outros direitos comerciais, incluindo os direitos de propriedade intelectual gerido pelos proprietários dos direitos desportivos. O movimento desportivo deve participar estreitamente no trabalho da Comissão no domínio dos direitos de propriedade intelectual, especialmente nos debates em curso sobre o programa Digital da União Europeia.

UEFA apoia o Fair play financeiro e luta contra as apostas ilegais e os resultados combinados

A UEFA aplaudiu a Comunicação sobre Desporto da Comissão Europeia, publicada esta terça-feira, considerando-a um avanço muito positivo para o desporto e para o futuro do futebol europeu.

A Comunicação propõe formas através das quais as novas competências da União Europeia (UE) no desporto, criadas pelo Tratado de Funcionamento da UE, podem ser implementadas. Na Comunicação, a União Europeia oferece o seu apoio a muitos dos valores centrais e políticas-chave da UEFA, entre as quais:

• Os Regulamentos de Fair Play Financeiro da UEFA

• A venda centralizada dos direitos televisivos

• Direitos de propriedade intelectual específicos referentes aos organizadores de competições desportivas

• Luta contra as apostas ilegais e os resultados combinados

• Quatro áreas centrais do Modelo Europeu de Desporto

A UEFA mostra-se particularmente satisfeita por constatar o apoio dado aos Regulamentos de Fair Play Financeiro pela Comissão Europeia nesta sua Comunicação sobre Desporto. A Comissão Europeia recomenda também a centralização da venda dos direitos de transmissão, aspecto essencial para a estabilização financeira futura do futebol europeu em todos os níveis, desde as "raízes" até ao futebol profissional.

O presidente da UEFA, Michel Platini, afirmou: "Estou muito satisfeito por ver que a Comissão Europeia se encontra do nosso lado em tantas questões fundamentais para o futuro do futebol europeu. A Comissão reconhece a necessidade de colocar as finanças do futebol em ordem, algo que os Regulamentos de Fair Play Financeiro da UEFA ajudarão a concretizar. A abordagem positiva da Comissão Europeia no que toca ao modelo europeu do desporto é, também, uma excelente notícia para o futebol."

A Comunicação da Comissão Europeia confere o seu apoio a quatro aspectos-base do modelo europeu do desporto: competições abertas; estrutura piramidal das competições, com os princípios de promoção e despromoção; organização do desporto a nível nacional; e solidariedade financeira entre as "raízes" e o desporto profissional.

A Comissão Europeia reconhece que existe uma ligação entre as apostas ilícitas e os resultados combinados. A UEFA mostra-se pronta para contribuir com quaisquer políticas desenvolvidas pela UE nesta área, em particular no que toca a uma abordagem pan-europeia na luta contra todos os tipos de fraude desportiva. Esta Comunicação explicita ainda os direitos específicos dos organizadores de eventos desportivos no contexto das apostas, algo que a UEFA tem já vindo a advogar.

A UEFA apoia, assim, a Comunicação e acredita que esta irá ajudar a formar a base para uma estrutura legal mais coerente para o desporto na União Europeia.

Michel Platini referiu: "A estabilidade financeira tem de se encontrar combinada com uma estabilidade legal, o que permanece para nós como um dos aspectos mais cruciais. Precisamos, também, de uma acção urgente numa questão à qual dou extrema importância, que é a luta contra os resultados combinados. Desejo trabalhar em conjunto com todos os parceiros relevantes para esta questão, visto que o mundo do desporto não pode resolver, sozinho, este problema."

A EGBA (European Gaming & Betting Association): Rejeita qualquer e todas as formas de corrupção no desporto

O anúncio deixa claro que as ameaças potenciais que comprometam a integridade no desporto são muitas e podem estar relacionadas com o jogo ilegal, mas também com os objectivos desportivos.

Sigrid Ligné, Secretária-Geral da EGBA, deixou claro, que: "Nós rejeitamos todas as formas de corrupção no desporto. A Comissão reconhece os esforços da União Europeia para regular as empresas privadas de jogo online e as partes interessadas no desporto para combater as ameaças relacionadas com o jogo ilegal. Infelizmente, a comunicação não aborda a prevenção e o combate à corrupção alimentada pelo desporto."

A Comunicação reconhece a contribuição financeira existente da actividade das apostas desportivas, por exemplo, através de impostos ou acordos comerciais. Sigrid Ligné também salienta a necessidade de preservar a estabilidade financeira do sector do desporto, assegurando também que as leis do mercado interno e concorrência sejam respeitadas.

De acordo com Sigrid Ligné: "A indústria do desporto tem muito a ganhar com uma melhor aplicação do mercado interno e com regras da concorrência como desporto regulamentado da UE, se os operadores de jogos na internet não forem impedidos por alguns Estados-Membros de assinar acordos comerciais de IPTV/ para transmissão ao vivo ou ofertas de patrocínio com as organizações desportivas ".

No entanto, a EGBA adverte contra a criação de novos ou específicos direitos de propriedade intelectual sobre o desporto, já que, vai prejudicar o delicado equilíbrio que existe actualmente entre os interesses públicos e privados e que irá aumentar a importância do mercado interno e questões de direito concorrência.

Sigrid Ligné confirmou: "Com o lançamento do Livro Verde sobre o jogo online, urge à Comissão europeia em concentrar os seus esforços no reforço dos direitos existentes sobre a propriedade intelectual no Desporto ao invés de desenvolver novas ideias."

Página Inicial

0

França: UEFA exige comissão sobre apostas online

26 dezembro, 2010


O organismo que rege todo o futebol europeu, a UEFA, confirmou a exigência de uma comissão sobre valores cobrados pelas empresas de jogo online a operar em França nas competições desportivas que organiza.

Antes do Natal, a UEFA enviou uma declaração com as condições que foram exigidas, e nessa reivindicação foi pedido 1% sobre o rendimento dos jogos da Liga dos Campeões, Liga Europa, Euro-2012 (qualificação) e europeu de sub-21 que se realizem em solo francês e, ainda, todos aqueles das empresas de apostas que estejam sediadas em França.

A UEFA baseou-se na lei francesa sobre jogos online de sorte e azar, que permite por exemplo, a Liga de Futebol francesa cobrar uma taxa de 1% aos usuários da Internet nas apostas na Ligue 1 e Ligue 2. Contudo, a UEFA decidiu ir mais longe na interpretação da lei francesa. O documento abrange tanto os jogos disputados em França como no estrangeiro, sempre que as apostas sejam registradas por empresas com licença de operar em França.

Essa interpretação foi objecto de contestação, no início de novembro, pela Entidade Reguladora para jogos online, ARJEL, que no seu parecer em resposta à UEFA alertou que o quadro jurídico da lei do jogo se limita apenas a França. Contudo, a UEFA, ignorou o presente parecer e sem dar um ultimato aos operadores, o organismo desportivo europeu vem dizer que no futuro não vão puder realizar apostas de eventos promovidos pela UEFA, se não assinarem o documento. Caso não o façam, serão processados no Tribunal da Grande Instância de Paris, para resolver o contencioso.

Ficam algumas perguntas no ar. Em que medida e UEFA vai ter em conta a opinião da ARJEL? E que consequências trará esta medida para os países que tem a suas leis de apostas na internet regulamentadas?

Página Inicial

 

Aposta X - Futebol e Apostas Online