Artigos e notícias sobre apostas desportivas online, regulação e legislação europeia de jogo online, mercados, operadores, marketing e futebol.
26 agosto, 2011
Há 10 anos que o Jogo Online "campeia" sem que o Governo actue - Mário Assis Ferreira (Casino Estoril)
Palavras fortes e directas de Mário Assis Ferreira, Presidente do Conselho de Administração dos casinos Estoril-Sol na tarde informativa da RTP Informação acerca da não resolução do problema Jogo Online em Portugal.
Sem papas na língua, Assis Ferreira debitou críticas ao papel dos sucessivos governos pela não implementação de medidas cautelares e repressivas contra uma actividade (Jogo e Apostas Online) que cresce a olhos vistos, enquanto os casinos portugueses sofrem perdas de lucros anuais.
Vídeo
* Entrevista de Mário Assis Ferreira à RTP Informação
De facto, tenho que concordar com o Senhor Mário Assis Ferreira no aspecto burucrático governamental que se arrasta há mais de 10 anos para a construção de vez de uma regulação da actividade do jogo online, e ao mesmo tempo, estes, contribuirem para os cofres do Estado com os seus impostos. É uma questão de igualdade.
Por outro lado, é de conhecimento público a vontade desses mesmos operadores internacionais de Jogo apostas online em participar legalmente no mercado português. Falta, como sabemos vontade politíca e principalmente flexibilização ou aceitação do monopólio que rege o jogo em Portugal. Também se nunca se sentarem à mesa para debater os problemas que os separam, nomeadamente a questão da segurança e adicção, numa chegarão a um entendimento.
Agora uma coisa é verdade, o Jogo Online é uma das actividades com maior crescimento na europa e no mundo. Não vale a pena tapar o sol com a peneira e fingir que não existe. A Europa, o Conselho europeu e os países-membros tomaram consciência do fenómeno e criaram um livro de recomendações (Livro Verde) na tentativa de uniformizar uma política única para esta emergente Indústria. As próprias operadoras de renome internacional trabalham directamente com as instituições e governos europeus e seguem à risca a constituição dos países onde os mercados estão devidamente regulados. Casos de França, Itália, Espanha, entre outros.
Portugal, pode até um dia decidir não aceitar a presença de operadores de jogo a dinheiro na internet .pt, mas digo quase garantidamente que as medidas restritivas resultantes não vão ter sucesso, apenas perpetua o mercado negro. Quem acreditar no contrário está um pouco distante da realidade.
Para terminar, aproveito um comentário de Mário Assis Ferreira, numa entrevista ao site Dinheiro Vivo.
Que medidas deveriam ser tomadas em relação ao jogos online?
Mário Assis Ferreira: "O governo anterior tinha criado um grupo de trabalho para estudar esta questão, e inclinava-se para uma monitorização desses sites, em que fosse proibido o pagamento via sistema financeiro. O jogo clandestino, que é o que significa aqui jogo online, é uma actividade parasita, quer do ponto de vista de emprego quer do ponto de vista fiscal. Era importante que a actividade assim que fosse regulada, o jogo online fosse devolvido aos casinos. É importante salientar que os casinos são uma montra da actividade de turismo e representam 70% do turismo, e o turismo representa 10% do PIB. É importante garantir a sobrevivência deste sector e tomar um conjunto de medidas que permitissem aos casinos voltar a ser um cartão de visita do turismo nacional."
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24 agosto, 2011
Programa do Governo superficial na questão regular apostas online
Depois de ler e rever o programa do XIX Governo Constitucional português, formado como sabemos pelo PSD/CDS, tentei encontrar possíveis medidas e soluções para o continuo vazio legal existente no sector de apostas desportivas online e o que constatei foi um vago de promessas sem abordar directamente o problema.
Sem uma única palavra relacionada com a indústria - "Jogo Online", "Apostas Online" -, retive no entanto uma frase na página 101 da "pasta" Desporto e Juventude onde diz o seguinte:
- Analisar a gestão de direitos desportivos visando a optimização do financiamento público e privado do desporto;
Bem, eu diria que os sucessivos governos passam o tempo a analizar, a fazer estudos, e praticamente meia europa concluiu ou está em vias de finalizar as suas reformas relacionadas com o jogo e apostas na internet. É importante focar sem dúvida o financiamento no desporto, onde neste campo as empresas de apostas online têm tido papel importante nomeadamente no futebol profissional onde patrocinam clubes e competições, mas tudo ainda, como disse, cheio de entraves de ordem legal, com entidades (casinos e Santa Casa) a contestarem em tribunal a falta de regulação nas nossas leis para permissão de actividades em Portugal por parte dos operadores internacionais/privados.
Também, a meu ver, poderiam estar incluídas algumas ideias sobre o que pensa o governo português, sobre o combate às apostas ilegais, a corrupção associada à combinação de resultados desportivos no nosso desporto e que presentemente não tem qualquer medida de controlo prática. Não menos importante, sabendo que o mercado português movimenta valores na ordem dos 700 milhões de euros/ano, não estará o estado interessado em captar as respectivas receitas fiscais inerentes ao jogo online? E os jogadores? Haverá interesse em proteger os portugueses que jogam a dinheiro na internet?
São muitas questões relevantes que deixo no ar, e que não foram mencionadas no programa do Governo. O Partido Socialista (PS) deixou uma herança de promessas neste assunto "apostas desportivas online". Basta conferir as declarações do então Secretário do Desporto Laurentino Dias, aquando de uma conferência internacional sobre o tema adiantou a disponibilidade para o governo avançar para uma regulação da indústria, sem menosprezar os interesses da Santa Casa detentora dos direitos do jogo em Portugal.
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22 agosto, 2011
Liga Portuguesa recheada de jogadores estrangeiros
A aposta no jogador português pelos clubes profissionais é dos temas mais sensíveis no futebol nacional. Desde há (+/-) dez anos, que o número de estrangeiros inscritos superam os de nacionalidade local. A regulamentação existente, e as estruturas que mandam no futebol também não parecem muito preocupadas em reverter esta situação. Hoje, pensam no presente, temos uma selecção que continua a dar cartas, mas, e depois do mundial 2014? Os actuais craques Cristiano Ronaldo, Nani, entre outros estarão perto do final de carreira, e as opções válidas a médio prazo estão escondidas em divisiões menores ou sem espaço de progressão.
Por outro lado, alguém acredita que FC Porto, Benfica, Sporting, Braga conseguiriam bater-se actualmente no panorama internacional com plantéis compostos maioritariamente por jogadores portugueses. A verdade é que os bons valores nacionais estão a jogar no estrangeiro, nos melhores clubes da europa, mas parece que a torneira do talento está a esvaziar-se. Talvez, e porque sinceramente o futebol está transformado na procura obsessiva pelo sucesso imediato, seria prudente, especialmente para os três grandes a aposta gradual no jovem jogador português.
São precisamente os três maiores clubes portugueses que reúnem menos jogadores portugueses nos seus quadros principais. O FC Porto conta somente com quatro jogadores portugueses na equipa, enquanto Benfica e Sporting contam com sete. Os dragões, contudo, utilizam 75% dos seus portugueses entre os titulares (Rolando, João Moutinho e Silvestre Varela). Os leões têm utilizado quatro dos sete "lusos" no onze habitual (Rui Patrício, João Pereira, Daniel Carriço e André Santos). Já as àguias, tirando ocasionalmente Rúben Amorim, joga preferencialmente com onnze estrangeiros, num clube que até meados dos anos 80 apenas contava com portugueses.
Globalmente, a Liga Portuguesa Zon/Sagres 2011/2012 registou 438 novos jogadores, sendo apenas 184 (42%) portugueses. Os 58% restantes são de distintas nacionalidades, sendo 140 de nacionalidade brasileira (32% do total e 55% dos estrangeiros). Os argentinos vêm (bem) atrás, com 12 atletas inscritos em Portugal, seguido de Cabo Verde (11) e Uruguai (8). Os clubes com mais portugueses na liga principal são Vitória de Setúbal e Olhanense (17 portugueses), com Paços de Ferreira, Beira-Mar e Feirense (16 nacionais) logo atrás.
Todos os números da Liga Portuguesa
* quadro estatístico que se segue é fonte do site mais futebol
Total de Jogadores: 438
Portugueses: 184 (42%)
Estrangeiros: 254 (58%)
Brasileiros: 140 (32%)
Europa (215)
Portugal: 184
Espanha: 7
França: 6
Eslovénia: 3
Holanda: 2
Bélgica: 2
Sérvia: 2
Montenegro: 2
Áustria: 1
Croácia: 1
Itália: 1
Roménia: 1
Bulgária: 1
Rússia: 1
Israel: 1
América do Sul/Norte (176)
Brasil: 140
Argentina: 12
Uruguai: 8
Paraguai: 3
Colômbia: 3
Chile: 3
Peru: 2
Bolívia: 1
Venezuela: 1
EUA: 1
México: 1
Haiti: 1
África (46)
Cabo Verde: 11
Nigéria: 6
Guiné: 5
Camarões: 4
Senegal: 4
Angola: 3
Moçambique: 2
Marrocos: 2
Costa do Marfim: 2
Mali: 2
Argélia: 1
Líbia: 1
Benin: 1
Gana: 1
Tunísia: 1
Ásia
China: 1
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18 agosto, 2011
Dimensão financeira da Liga dos Campeões
Querem um exemplo da dimensão financeira da Liga dos Campeões? Para terem um alcançe da brutalidade dos valores envolvidos, a maior e melhor competição de clubes do planeta - a Champions League - rende nada mais nada menos que 754,1 milhões de euros anuais, o que deixa (pasmem-se!) o Campeonato do Mundo FIFA a 458,1 milhões de euros de distância. No total, o Mundial de futebol factura 296 milhões de euros, numa competição que se realiza apenas de quatro em quatro anos.
Mas a atracção da Liga dos Campeões não passa apenas pelos prémios envolvidos, ou pelo desempenho desportivo de cada clube. A simples participação de um colosso da europa é garante imediato de publicidade pelo mundo inteiro, e oportunidade de negócio via marketing ou presença em qualquer região deste globo. A Champions League traz exposição e ajuda os clubes a expandirem as suas marcas e espalharem adeptos e fãs pelo mundo. Não é por acaso, que clubes como o Real Madrid e o Manchester United conseguem ter seguidores nos mais distantes locais do seu mercado de origem, como a Ásia.
Devido ao alto nível de facturação através do marketing, a Liga dos Campeões representa a forma mais importante de divulgação, de estar continuamente nas emissões televisivas de todo o mundo. Ganham as marcas patrocinadoras dos clubes, que têm um "veículo" de imagem quase inigualável para atingir outros mercados, e obviamente os clubes que usam através do sucesso desportivo novos públicos.
Na temporada passada, por exemplo, o Manchester United, somou aos seus cofres 53,2 milhões de euros, pouco mais que o Barcelona, que se ficou pelos 51 milhões de euros. A razão para o vice-campeão da europa ganhar mais do que o vencedor é simples. Os direitos de TV pagos ao Manchester United foram de 28,8 milhões de euros, enquanto os catalães receberam 18,8 milhões de euros – valores pagos pelas redes de televisão dos respectivos países. Como os ingleses recebem mais pelos direitos televisivos, o terceiro que mais facturou foi o Chelsea, que levou 44,5 milhões. Depois seguiu-se o Schalke 04 com 39,75 milhões e o Real Madrid (39,3 milhões).
Os bons encaixes em prémios monetários permitem que clubes como o Manchester United e Barcelona mantenham uma vida financeira mais saudável. Os Red Devils têm uma dívida enorme, ainda em função da compra do clube pela família Glazer, em 2005 – que fez empréstimos para a compra ficando o clube com a dívida. Embora o regresso aos lucros no último ano, o ManUnited não pode sonhar sequer ficar fora da Champions.
O Barcelona, por sua vez, é outro grande clube que precisa da Liga dos Campeões como quem precisa de comida para a boca. Donos de uma folha de salários gigantesca, que correponde a 60% do orçamento anual, o Barça tem uma realidade em que quanto mais vence competições, mais gasta em prémios de desempenho. Na época passada, a equipa de futebol venceu tudo, tal como as equipas de andebol e basquetebol a nível europeu. A acrescentar aos 60% foram outros 20% em prémios.
Afinal de contas, a simples passagem de um qualquer clube pela fase de grupos da Liga dos Campeões rende no total uma média anual entre os 15 e 20 milhões de euros, o que para um clube menos famoso é um Jackpot. Já para um colosso como o Real Madrid, líder de facturação, com rendimentos na casa 440 milhões de euros, atingir 25 ou 30 milhões de euros num ano, ajuda, mas não vai além de 6% do total da facturação. Tal como disse acima, importante é estar presente na Champions e abrir novos horizontes garantindo os melhores contratos e mercados.
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16 agosto, 2011
Ranking Clubes Futebol no Facebook e Twitter
Até nas redes sociais o Real Madrid, Barcelona e Manchester United dominam as massas de audiência. Estes três gigantes do futebol europeu e mundial dobram os números do quarto classificado Arsenal, numa classificação onde países como Espanha, Inglaterra, Turquia, Alemanha, Itália, Brasil, Argentina, México França e Portugal arrastam também milhares de fãns.
O primeiro clube português não chega a entrar no Top 10, mas mesmo assim o Benfica consegue a 22ª posição a nível mundial. Considerando os dados geográficos e populacionais de Portugal, é sem dúvida um resultado fantástico. O FC porto, segue em segundo lugar, ocupando a 34ª posição e o Sporting bem mais longe, 58ª lugar.
Para os clubes profissionais de futebol portugueses, acho devem reforçar a importância estratégica da presença nas redes sociais, como ponto de contacto entre os seus adeptos e simpatizantes, bem como canal de implementação de acções/mecanismos inovadores. Além de puderem promover os seus serviços e produtos, devem ter em conta um relacionamento de uma forma mais directa, informal e espontânea.
Ranking Facebook/Twitter de Clubes de Futebol
*Para os totais por clube apresentados foram recolhidos os dados conjuntos no facebook e twitter.
1°) Real Madrid: 21.505.226 seguidores
2°) Barcelona: 21.174.338 seguidores
3°) Manchester United: 18.853.421 seguidores
4°) Arsenal: 8.347.466 seguidores
7°) Galatasaray: 6.369.096 seguidores
9°) Fenerbahce: 4.997.449 seguidores
10°) Besiktas: 2.909.117 seguidores
11°) Boca Juniors: 2.569.201 seguidores
12°) Juventus: 2.340.196 seguidores
13°) Bayern Munique: 2.057.197 seguidores
14°) Corinthians: 1.690.509 seguidores
15°) Chivas Guadalajara: 1.658.971 seguidores
16°) Marselha: 1.463.985 seguidores
17°) Flamengo: 1.452.162 seguidores
18°) São Paulo: 1.205.182 seguidores
19°) Manchester City: 1.086.405 seguidores
20°) River Plate: 1.062.867 seguidores
21°) Tottenham: 870.915 seguidores
22°) SL Benfica: 789.271 seguidores
23°) Palmeiras: 755.812 seguidores
24°) Club America: 729.025 seguidores
25°) Paris SG: 643.130 seguidores
26°) Inter de Milão: 603.888 seguidores
27°) Cruz Azul: 603.077 seguidores
28°) Borussia Dotmund: 550.949 seguidores
29°) Nápoles: 516.438 seguidores
30°) Santos: 468.720 seguidores
34°) FC Porto: 397.025 seguidores
58°) Sporting CP: 200.422 seguidores
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12 agosto, 2011
Pro Evolution Soccer 2012 está a chegar! Liga Portuguesa incluída!
Adivinhem quem está ai a bater à porta? O PES 2012, conhecido como Pro Evolution Soccer 2012, um dos simuladores de futebol com mais sucesso de vendas em Portugal chega às lojas a 29 de Setembro. Os mais ansiosos já podem conhecer melhor as novidades do jogo a partir do download da versão DEMO, que terá na capa da versão o "nosso" Cristiano Ronaldo.
Num primeira observação, graficamente é perceptível que PES 2012 tem algumas semelhanças com o seu antecessor. Os menus para escolha dos modos de jogo e das próprias equipas são basicamente os mesmos. Os gráficos também não sofreram alterações muito drásticas (talvez com excepção à robótica dos jogadores e imagens dos adeptos). Alguns jogadores, os mais famosos, estão praticamente cara chapada. Casos de Lionel Messi, e até mesmo do "novato" Neymar.
Mas o que mais interessa aos jogadores offline ou online – sim, os gráficos também são importantes, mas hoje as diferenças sob essa óptica nos simuladores de futebol são tão reduzidas entre um (PES) e outro (FIFA) que a atenção a esses pontos já não são fulcrais - é mesmo a jogabilidade. E aí é onde a Konami revela as principais alterações. Principais, mas não exactamente cristalinas. Talvez pela boa receptividade que o PES 2011 obteve na crítica pública e nas vendas (70 milhões de unidades em todo o mundo) – embora o FIFA 11 tenha superado o PES no mercado - a opção foi a de desenvolver mecanismos que tornassem a partida mais fluida, mas sem que isso alterasse muito a forma como o jogo era jogado.
Uma das novidades é a movimentação dos jogadores sem bola. Esse era um dos "problemas" das jogabilidade de PES 2011 que a versão 2012 chega para corrigir, através de um mecanismo que poderá ser acionado manualmente. Uma das formas de isso ser desenvolvido é a partir da tecnologia Teammate Control, em que é possível comandar dois jogadores de campo ao mesmo tempo, acionando o sistema pelos botões analógicos. Em declarações à imprensa especializada, a Konami considera o Teammate Control como o marco de PES 2012 e do “novo momento” da franquia.
O que não significa, por sua vez, uma maior facilidade para se marcar golos, já que, segundo os responsáveis pelo jogo, a inteligência artificial da marcação (principalmente) à zona foi aprimorada. E de facto, ultrapassar quem nos defende em jogadas individuais passa a ser bem complicado. Ao mesmo tempo, o bug dos defesas – o tal que não importava se tinhamos o CR7 ou Messi pela frente com o defesa a levar sempre a melhor, foi eliminado. Já os guarda-redes continuam a alternar entre grandes defesas e "frangos" que não lembram a ninguém.
E quanto às competições do novo PES 2012? A novidade, e o grande momento pelo quais esperávamos, será a licença parcial da Liga Portuguesa. Sim, a Liga Zon/Sagres fará parte do pacote de opções do novo PES 12. Contudo, uma liga onde somente FC Porto, Sporting e Benfica estão oficialmente licenciados. Os restantes quinze clubes - inclusive o Braga, que foi licenciado no PES 2010 e 2011 - estarão com as famosas alcunhas. A Liga Espanhola estará completamente licenciada, tal como a Ligue 1 francesa. A Liga dos Campeões, Liga Europa e a Libertadores serão as outras competições disponíveis.
Os comentários aos jogos na edição portuguesa serão feitos por Pedro Sousa (Rádio Renascença) e Luis Freitas Lobo.
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09 agosto, 2011
Facebook autoriza publicidade de apostas e casinos online no seu site
Quando as empresas pensam em opções para publicitar na internet de modo a cativar os consumidores a utlizar os seus produtos e serviços, obviamente o Facebook aparece actualmente na linha da frente. Uma rede social, que reúne perto de 750 milhões de utilizadores, jamais (minha opinião) poderá ser desprezada pelas empresas, seja em que actividade sectorial for.
No caso da Indústria de apostas e casinos na internet, estes não tinham opção. A rede social Facebook mostrou-se sempre contra a promoção de serviços e produtos destas empresas no seu site, até que esta semana, decidiu alterar a sua regulamentação interna e permitir anúncios relacionados com a referida actividade.
Na verdade, nem todas as empresas de jogo online terão oportunidade de anunciar nesta rede social, nomeadamente as norte-americanas. A nova politica do Facebook é restrita apenas aos países (18 em todo o mundo) em que a actividade do jogo online está já devidamente legalizada ou legislada e incluem todos os segmentos/produtos: apostas desportivas, jogos de casino, poker e bingo. A Inglaterra, numa previsão de mercado, será dos países onde a publicidade relacionada terá maior crescimento. Além disso, o Facebook fixou o preço de 30 mil euros para os afiliados anunciantes.
Apesar do controlo apertado, por parte do Facebook, as notícias são positivas para as principais empresas de apostas que terão uma excelente oportunidade de publicitar na maior rede social do mundo. O Facebook que gerou, em 2010, dois mil milhões de dólares em receitas provenientes de publicidade, quando em 2006 não ultrapassou os 40 milhões de dólares. Uma companhia de análise de mercado estima que, em 2012, as receitas relacionadas com publicidade ascenderão a uns astronómicos seis mil milhões de dólares.
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05 agosto, 2011
Sorteio da Liga dos Campeões e Liga Europa favorável aos clubes portugueses
O passado recente das equipas portuguesas nas competições europeias foi excepcional, com o primeiro lugar no ranking na época 2010/2011, e consequente subida ao sexto posto da hierarquia da UEFA (5 últimas temporadas), mais a garantia de três equipas na Champions League em 2011/12 (uma na pré-eliminatória e duas na fase de grupos), mas não existe tempo para dormir à sobra da bananeira. É preciso continuidade e evitar facilidades principalmente contra algumas equipas mais fracas como ditou o sorteio da Liga dos Campeões e Liga Europa 2011/2012.
O ideal será afastarmo-nos dos russos e ucranianos e tentar ultrapassar a França, actual quinta classificada no ranking de clubes UEFA. Como já perdermos duas equipas (Nacional da Madeira e Vitória de Guimarães) das seis que entraram nas provas europeias, será importante ressalvar que os futuros pontos conquistados serão dividos pelo total de equipas (6).
Os quatro clubes portugueses habituais sobreviventes nesta altura na fase de grupos, FC Porto, Benfica, Sporting e Braga não se podem queixar da sua sorte no sorteio dos grupos das duas competições. Na minha opinião, todas elas são favoritas para chegar à fase do mata-mata (Fevereiro/Março), no que proporciona boas possibilidades para somar pontos.
O FC Porto, actual campeão nacional e da Liga Europa é o único cabeça-de-série não pertencente às quatro principais ligas da europa (Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália), e ficaram inseridos no grupo dos ucranianos do Shakhtar Donetsk, russos do Zenit São Petesburgo e cipriotas do APOEL Nicósia. Não há dúvidas quem é o grande favorito, e em condições normais o Porto vencerá o grupo G. O APOEL está longe de ser uma ameaça - Zenit e Shakhtar são obstáculos complicados, principlamente a actuar nos seus estádios.
O Zenit, do ex-portista Bruno Alves está actualmente na luta pelo título russo (é líder, com mais dois pontos que Dinamo e CSKA), tem a seu favor a maior rodagem da sua equipa, já que que a Liga Russa está na segunda volta. O Shakhtar Donetsk, por sua vez, contam com uma equipa forte - em tese, surgem como principais candidatos ao segundo lugar do grupo - e já aprontaram na última época, terminando a fase de grupos a frente do Arsenal e alcançando os quartos de final da LC, caindo aos pés do campeão Barcelona.
O Benfica, por sua vez, ao mesmo tempo que terá pela frente o poderoso Manchester United, não deverá ter muitas dificuldades diante de Basileia da Suíça e Otelul Galati da Roménia e, se tudo correr dentro da normalidade, os encarnados devem ficar com a segunda posição do grupo B. Pesa contra a equipa da Luz, contudo, o facto de na última temporada, também num grupo em que era favorito - encarou o Schalke 04 em crise, um Lyon longe da equipa que dominara o futebol francês e um Hapoel Tel-Aviv que não metia medo algum - a equipa de Jorge Jesus ter quase ficado fora até da Liga Europa.
Pelo menos a perspectiva do presente Benfica em relação ao ano passado é bem melhor - mesmo sem a eficiência e grande regularidade de Fábio Coentrão, vendido ao Real Madrid. O vice-campeão português mostrou na pré-temporada, nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões e no início da própria Liga Portuguesa - mais coesão e regularidade. Na frente, o espanhol Nolito encaixou que nem uma luva. No meio-campo, Pablo Aimar e Nico Gaitán ganharam dois colegas para o sector que prometem uma boa disputa pela titularidade: Alex Witsel, que foi decisivo contra o Twente, e Bruno Cesar. Jorge Jesus parece ter encontrado a sua equipa ideal, sinal que não foi visível durante parte da época 2010/2011. Parece mais ciente do grupo que tem.
* Calendário completo da Liga dos Campeões 2011/2012
Na Liga Europa, Sporting e Braga também não têm muitas desculpas para não avançarem para a fase seguinte, depois de apuramentos difíceis ante Nordsjaelland e Young Boys, respectivamente. Os leões terão pela frente Lazio, Zurich e Vaslui. São favoritos, juntamente com os italianos. No entanto, o péssimo início de época, ligaram o alarme em Alvalade. Os vários reforços ainda estão à procura do melhor entrosamento, e Domingos Paciência ainda não encontrou um onze tipo.
Em Braga, Leonardo Jardim também tenta encontrar a formação ideal, mas tem conseguido melhores resultados que os de Domingos no Sporting. O clube perdeu Pizzi para o Atlético de Madrid, mas Hélder Barbosa, tem brilhado a grande altura. Na Liga Europa, enfrentará o Club Brugge, Birmingham e Maribor. Em tese, o grupo mais "complexo" dos quatro clubes portugueses. Ingleses e belgas são complicados, mas longe de assustarem. Apesar de terem eliminado o Nacional, os Blues da segunda divisão inglesa só melindram no seu ambiente, tal como provou frente ao Nacional. O Brugge, por sua vez, é emblemas de referência da Bélgica, mas actualmente vive momentos bem mais modestos.
* Calendário completo da Liga Europas 2011/2012
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02 agosto, 2011
O Dinheiro da Liga dos Campeões e Liga Europa
Quem viveu o início dos anos 90, deve recordar-se da desconfiança que foi um dia a UEFA criar um novo modelo competitivo para a prova máxima de clubes na europa. Anteriormente chamada de Taça dos Clubes Campeões Europeus, onde apenas os vencedores dos campeonatos nacionais tinham presença, toda a competição era disputada no seu sistema mais puro. Sem fase de grupos, nem cabeças de série, os clubes disputavam uma série de eliminatórias até encontrar-se o campeão continental. Hoje, e olhando para trás, passaram já 19 anos de Liga dos Campeões e com a evolução do formato, podemos dizer que tanto a UEFA, como um restrito número de clubes beneficiaram sobremaneira no campo financeiro e marketing.
Ainda se lembram, por exemplo, do La Valletta de Malta disputar diversas vezes jogos na antiga TCE, ou Estrela vermelha e Steaua Bucureste serem dos melhores clubes da europa? O futebol de elite hoje está destinado a ser decidido por Ligas de quatros poderosos países e porventura, de década a década lá aparece um FC Porto a exemplo a quebrar a hegemonia. O dinheiro, o prestigio da regularidade (por diversos factores), e um certo monopolismo tomou conta do desporto rei na europa.
Apesar de "os" do costume serem os grandes centros de facturação de prémios monetários da europa, uma simples falha numa presença na Champions League ou uma passagem pela Liga Europa, como foi caso do Liverpool e Juventus, pode representar um grande retrocesso na competitividade interna e externa dos mesmos.
Para constar, o FC Porto que colocou as mãos no troféu da Liga Europa 2010/2011, e onde apenas perdeu um jogo realizou um encaixe financeiro de 6,3 milhões de euros (sem somar as receitas de bilheteira e transmissões televisivas). Já o Benfica e Braga, tal como as equipas que acederam à fase de grupos da Liga dos Campeões meteram automaticamente nos cofres 7,2 milhões de euros. Abismal diferença, não!
A Liga dos Milhões é vital para o planeamento de um clube com aspirações. Os números explicam. A edição da LC de 2010/2011, distribuiu um total de 754.1 milhões de Euros pelos 32 participantes da Champions League. O maior valor foi entregue ao Manchester United com 53.1 milhões de Euros, enquanto o menor valor foi para o MSK Zilina com 7.4 milhões de Euros.
A somar a este montante, a UEFA distribuiu também cerca de 13.3 milhões de Euros aos clubes que participaram nas primeiras 3 rondas de qualificação da Champions League e um valor fixo de 2.1 milhões de euros aos 20 clubes que participaram no play-off sem conseguir o acesso à fase de grupos.
As receitas da Champions League proporcionaram também ao organismo máximo do futebol europeu, alocar cerca de 69.9 milhões de Euros em pagamentos de solidariedade a Federações Nacionais, destinados a programas de desenvolvimento da formação de jovens jogadores.
Do total de 754.1 milhões de Euros distribuídos pela UEFA aos clubes que participaram na Champions League, 40,8% foram distribuídos em bónus de participação, jogos e performance, 45,2% repartidos através do Market-Pool (direitos televisivos) e 14% em prémios de performance nas eliminatórias finais da prova
- É possível observar a força da liga inglesa tanto em desempenho desportivo quanto nos acordos televisivos. Na lista das 10 equipas que mais facturaram estão Manchester United, Chelsea, Tottenham e Arsenal. Agora entendem o drama que é ficar de fora do certame. Certo, Juventus e Liverpool?
Distribuição de Prémios da Liga dos Campeões 2010/2011
1. Manchester United - 53.197.000 €
2. FC Barcelona - 51.025.000 €
3. Chelsea - 44.523.000 €
4. Schalke - 39.750.000 €
5. Real Madrid - 39.288.000 €
6. Inter de Milão - 37.982.000 €
7. Bayern Munique - 32.562.000 €
8. Tottenham - 31.133.000 €
9. AS Roma - 30.087.000 €
10. Arsenal - 29.983.000 €
11. AC Milan - 25.790.000 €
12. Marselha - 25.085.000 €
13. Valencia - 24.056.000 €
14. Lyon - 22.656.000 €
15. Panathinaikos - 22.370.000 €
16. Shakhtar Donetsk - 21.288.000 €
17. FC Copenhaga - 21.248.000 €
18. Bursaspor - 20.048.000 €
19. Glasgow Rangers - 18.526.000 €
20. CFR Cluj - 18.412.000 €
21. Werder Bremen - 17.456.000 €
22. Rubin Kazan - 13.746.000 €
23. Auxerre - 13.720.000 €
24. Spartak Moscovo - 13.713.000 €
25. Twente - 13.432.000 €
26. Ajax - 12.328.000 €
27. SC Braga - 11.842.000 €
28. SL Benfica - 11.834.000 €
29. Basileia - 10.994.000 €
30. Hapoel Tel-Aviv - 10.104.000 €
31. Partizan - 8.510.000 €
32. MSK Zilina - 7.412.000 €
Na Liga Europa 2010/2011, a UEFA distribuiu um total de 150.3 milhões de Euros aos 56 clubes participantes. O maior valor foi entregue aos espanhóis do Villarreal (semi-finalista) com cerca de 9 milhões de euros, enquanto o valor mais baixo, (excluídos dos clubes provenientes da fase de grupos da Champions) foi para o FC Lausanne, com 1.1 milhões de euros.
Do total de 904.3 milhões de Euros que a UEFA reuniu para distribuir pelos clubes participantes em ambas as competições europeias, 83,4% foram distribuídos pelos 32 clubes da Champions League, enquanto os 56 clubes da Europa League repartiram os restantes 16,6%, uma proporção de 1 para 5.
Distribuição de Prémios da Liga Europa 2010/2011
1. Villarreal - 9.048.112 €
2. Besiktas - 8.463.083 €
3. FC Porto - 7.837.046 €
4. Bayer Leverkusen - 7.422.203 €
5. Manchester City - 6.131.224 €
6. Liverpool - 6.131.224 €
7. Estugarda - 5.593.831 €
8. SC Braga - 4.528.191 €
9. Borussia Dortmund - 4.492.868 €
10. Zenit St. Petersburgo - 4.141.253 €
25. Sporting CP - 2.142.962 €
27. SL Benfica - 1.928.191 €
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24 julho, 2011
Bwin patrocina FIBA (Basquetebol) até 2014
O site Bwin.party, que faz parte do grupo austríaco Bwin, anunciou a renovação do seu contrato de patrocínio com a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA). O novo acordo tem validade até final de 2014, e envolve todos os eventos oficiais realizados pela entidade nesse período. Esta acção, segue a linha de alianças da empresa líder no segmento de apostas desportivas online que está presente em algumas das principais competições mundiais, tal como clubes desportivos.
Norbert Teufelberger, Co-CEO do Bwin.party, disse: “A promoção do desporto sempre foi um componente essencial da história da nossa marca. Basquetebol, futebol e motociclismo são os três pilares da nossa estratégia de patrocínio."
Actualmente com 3100 empregados, a Bwin.party tem escritórios na Europa, Índia, Israel e Estados Unidos. Em 2010, a empresa gerou uma facturação total de 830,1 milhões de euros.
Como parte do acordo, a Bwin.Party vai promover alguns dos eventos mais importantes da FIBA, incluindo o Eurobasket, o campeonato do mundo e as eliminatórias de classificação para os Jogos Olimpícos. Todos estes acontecimentos desportivos, poderão ser acompanhados via internet no stream do site da Bwin.
Também a FIBA mostra-se bastante satisfeita com a aliança alcançada. A Federação Internacional de Basquetebol acredita que o acordo é uma grande plataforma para obter patrocínios especialmente para o basquetebol internacional, um mercado que está a ter um crescimento bastante rápido. A FIBA também informou que está a trabalhar com Bwin.Party no sentido de combater as apostas ilegais, manipulação e combinação de resultados.
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20 julho, 2011
Bundesliga lider europeu de público nos estádios
O futebol alemão, nomeadamente a Bundesliga poderá não ser a mais atractiva para os amantes do futebol, mas continua a dar lições a todas as outras pelo seu crescimento económico e social sustentado. Estádios cheios, equipas competitivas, bons patrocínios, gestões rigorosas e equilibrio financeiro entre as aquisições de jogadores e vendas, coloca a Alemanha numa situação privilegiada para encarar sem receios o rigoroso plano da UEFA - o chamado fair-play financeiro.
Só para terem noção, a Bundesliga na época 2010/2011 apresentou a espantosa média de público de 42.101 pessoas por jogo. Número impulsionado pela numerosa falange de adeptos do actual campeão Borussia Dortmund, com a média de sonho de 78.416 pessoas e do Bayern de Munique, 69.639 por jogo. A melhor média da Europa pode ser explicada por alguns factores: os novos estádios construídos para o campeonato do mundo de 2006 e os preços baixos dos bilhetes para os espectáculos desportivos em relação às outras quatro principais liga de futebol da europa.
O preço do bilhete anda em média nos 12 euros. Os clubes alemães limitam o número de lugares anuais para terem a certeza de que todos tem a oportunidade de ver os jogos da sua equipa do coração e, a equipa visitante, detém 10% dos direitos da capacidade do estádio em dia de jogo.
A Bundesliga é, provavelmente, a competição mais saudável financeiramente a nível europeu. Toda a gestão financeira é prudente, apesar de o rendimento da Bundesliga em termos televisivos ser de 362 milhões de euros em comparação com o lucro da Premier League de 649 milhões euros.
Casos de presença de milionários estrangeiros no futebol alemão é utopia. Segundo as regras, os clubes têm obrigatoriamente de deter 51% dos seus direitos. Outra realidade curiosa, é a obrigatoriedade dos clubes participantes nas competições profissionais na Alemanha de possuirem Academia de formação para os mais jovens.
O valor de compras de jogadores foi de 217.100 milhões de euros e as vendas renderam 218.580 milhões de euros com um rácio positivo de 1.480.000 €. Neste segmento, Portugal é líder europeu com 91.415 milhões de euros positivos entre compras e vendas de jogadores.
Nas competições europeias o bom desempenho dos clubes germânicos também se reflete. Sem grandes loucuras económicas, os bons resultados em campo renderam à Alemanha a terceira posição no ranking de clubes da UEFA, ultrapassando os italianos no número de lugares disponíveis para a Champions League e Liga Europa.
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14 julho, 2011
Jogo online: Autoridades Reguladoras de França e Itália em uníssono
França e Itália, países com mercados de jogo e apostas na internet já devidamente legislados assinaram um acordo de parceria de forma a adoptar medidas conjuntas para o sector. ARJEL (França) e AAMS (Itália), orgãos de competência reguladora dos respectivos mercados, têm como objectivo criar um plano de trabalho sobre questões como a integridade e privacidade dos utilizadores/jogadores e assuntos relacionados com a regulação da indústria.
Franceses e Italianos apresentam modelos de negócio muito semelhantes, aliado o facto de terem também certas operadores de jogo online com licenças para operar em ambos os países.
Recentemente, a União Europeia manifestou a sua preocupação com a diversidade das legislações sobre a indústria de jogo online entre diferentes estados-membros. A União (EU) está interessada em trabalhar tanto com os reguladores como também com as autoridades da indústria para estabelecer uma regulação uniforme e tudo parece indicar que já se estão a dar os primeiros passos para a construção de um mercado unificado de jogo online na Europa, como comprova a introdução do Livro Verde.
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07 julho, 2011
Ranking Clubes Portugueses na UEFA: Objectivo 2011/12 - passar a França!
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Existem diversos tipos de ranking no futebol que influenciam a prestação dos clubes portuguesas nas competições europeias. Quanto mais alto for o conjunto dos resultados das nossas equipas, mais estas terão as portas facilitadas para entrar por exemplo numa fase de grupos da Liga dos campeões ou Liga Europa. O caso mais evidente, foi a histórica prestação alcançada na época 2010/2011, com um total de 18.800 pontos que pulverizou qualquer outra nossa prestação europeia a nível de clubes. Portugal terá na temporada 2012/2013 dois clubes com entrada directa na Champions League e um terceiro na eliminatória anterior aos play-off da mesma competição.
O coeficiente dos países numa época é calculado com a soma de todos os pontos divididos pelo número de equipas. Por exemplo, na época 2010/2011 Portugal, foi campeão coeficiente da UEFA com cinco equipas presentes nas competições europeias. Muito graças às excelentes prestações de FC Porto, vencedor da Liga Europa, Braga, vice-campeão, e Benfica, semi-finalista. Além destes, Sporting e Marítimo também somaram alguns outros. A boa prestação individual dos respectivos clubes é também deveras importante, devido a possibilidade de aceder a cabeça de série ou passar para os primeiros potes nas fases de grupos.
O FC Porto, ao todo, alcançou 28 pontos, o Braga 25, o Benfica 22, o Sporting 13 e o Marítimo 4. Somados, chegaram a 94 pontos. Esta pontuação dividida pelos cinco clubes deu a média de 18,800.
A este valor (18.800) é somado ao das quatro épocas anteriores para formar o ranking geral. São relacionadas, portanto. actualmente: 2006/07, 2007/08, 2008/09, 2009/10 e 2010/11. Portugal, com seus 18,800, soma 8,083, 7,928, 6,785 e 10,000 para formar o total: 51,596 pontos. É o sexto país no ranking da UEFA, atrás da Inglaterra (85,785), Espanha (82,329), Alemanha (69,436), Itália (60,552) e França (53,678).
O nosso actual sexto lugar está portanto a pouco mais de 2 pontos da quinta classificada França. Caso Portugal ultrapasse os gauleses o terceiro classificado da Liga Portuguesa entrará directo nos play-off da Liga dos Campeões.
Os campeões dos 12 primeiros países no ranking entram directo na fase de grupos da Liga dos Campeões. Os rstantes passam pelas fases eliminatórias.
Ranking de países na UEFA
A UEFA adopta um sistema que conta o desempenho dos clubes nas últimas cinco temporadas nas competições europeias. Esse é o chamado coeficiente, que a entidade usa para calcular o rendimento dos países e assim distribuir as vagas por critério técnico. É por isso que as ligas mais fortes conseguem ter mais equipas do que as menos poderosas. Algo rotativo, já que as ligas vão perdendo ou ganhando força com o passar dos anos – em 2003, a Espanha liderava, a Itália era a segunda e a Inglaterra era a terceira, com a Alemanha na sequência.
Durante esse período de cinco anos do ranking, cada equipa ganha dois pontos por vitória e um por empate em jogos de competições europeias. Há ainda pontos de bónus para quem chega à fase de grupos da Liga dos Campeões (quatro) e da Liga Europa (dois, no mínimo, caso o clube não alcance essa pontuação com os pontos por jogos). As equipas que são eliminadas nas fases preliminares recebem pontos de acordo com a fase – quanto mais adiantada, obviamente, mais pontos.
Quem se classifica para os oitavos de final da Champions League ganha cinco pontos de bónus. Um ponto adicional é dado a cada passagem na eliminatória a partir daí - quartos de final, meia-final e final, sendo que neste caso vale também para a Liga Europa. Não existe pontuação adicional para quem é campeão, mas nem precisa, já que ao chegar à grande final, o clube ganha necessariamente muitos pontos.
Ranking de clubes da UEFA
A UEFA tem também um ranking de clubes, que é usado para definir os cabeças de série. É por causa desse ranking, por exemplo, que o Manchester City não seria cabeça de série na pré-eliminatória da Liga dos Campeões e poderia enfrentar clubes como o Bayern Munique. Como conseguiu ficar em terceiro lugar na Liga Inglesa, o Arsenal, quarto classificado, por ter um ranking alto, não enfrenta os alemães, que também têm uma boa posição na classificação. Ambos serão cabeças no sorteio dos play-off.
O cálculo para a pontuação de um clube é simples. A pontuação total da equipa é somada a 20% do coeficiente do país. Como exemplo, vejamos o caso do Manchester United, clube que pontuou na época 2010/2011. Os Reds Devils fizeram 33 pontos, que somados a 20% do coeficiente da Inglaterra (3,6714 pontos), chegou a 36,6714 pontos. O Barcelona, segundo classificado na temporada passada, somou os mesmos 33 pontos, que adicionados a 20% do coeficiente da Espanha (3,6428), totaliza 36,6428 pontos.
Isto significa que o clube está dependente do desempenho dos clubes do seu país. Um mau desempenho das outras equipas locais pode fazer com que alguém que tenha boa prestação acabe por sentir as consequências na próxima época.
Foi o que aconteceu com a Rússia recentemente. Antes do início da última temporada, os russos eram sextos classificados no ranking da UEFA. Viu Portugal, que teve desempenho espectacular, passá-los e assumir a sexta posição – não esqueçer, que Portugal arrancou para a época 2010/2011 apenas em nono lugar.
A queda de uma posição no ranking UEFA representa a perda de uma vaga na Liga dos Campeões. Anteriormente a Rússia colocava três clubes na principal competição da europa, sendo dois deles directamente na fase de grupos. Com a queda, quem passa a ter esse direito é Portugal. A Rússia passa a enviar apenas dois representantes para a Champions, sendo um deles para a fase de grupos e outro para a pré-eliminatória. O desempenho de Benfica, Braga e principalmente do FC Porto foi fundamental para Portugal troque com os russos.
Quem também perdeu e muito, foi a Itália. A vitória na Liga dos Campeões do Inter de Milão de Mourinho em 2009/2010 apenas adiou a ultrapassagem da Alemanha aos "azurros". A vitória contra o Bayern Munique valeu com que a Itália terminasse com um coeficiente 15,428, o quarto melhor nessa época, com a Inter a liderar a prestação europeia dos italianos, com 31 pontos. O ranking italiano chegou aos 64.338 pontos, contra 64.207 da Alemanha, país que mais fez pontos em 2009/2010. Uma diferença mínima.
No entanto, a ultrapassagem da Alemanha sobre a Itália era iminente. A pontuação de ambos esta renhida e o desempenho alemão estava bastante superior aos italianos. Tanto que, ena época passada (2010/11), os alemães deixaram os transalpinos para trás, consolidando asua posição como terceira força da Europa.
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01 julho, 2011
Manchester City finta Fair Play Financeiro?
Discutivel a forma como mega milionários têm chegado ao futebol e provocado autênticas loucuras no mercado de transferências de jogadores, a UEFA acordou para esta realidade e desenhou um modelo onde os clubes europeus terão que respeitar a regra do fair-play financeiro com os resultados a serem apresentados na época 2013/2014. A dívida agregada dos principais clubes europeus totaliza 578 milhões de euros. Cerca de 65 por cento das receitas geradas foram gastas em salários, e 47 por cento dos clubes registaram perdas.
Para cumprirem o requisito da exigência do reequilíbrio financeiro, os clubes não poderão gastar mais do que as receitas que conseguem gerar. Os clubes vão ser avaliados numa base de risco, levando em linha de conta dívidas e salários praticados. Têm ainda que assegurar que cumprem os seus compromissos pontualmente. As medidas publicadas visam ainda estimular investimentos a longo-prazo em áreas como o desenvolvimento jovem e a melhoria de instalações desportivas.
Num sinal de antecipação, o Manchester City contornou esta politíca uefeira com a concretização de um acordo de patrocinio do seu estádio por 110 milhões de euros. O maior valor de sempre na venda dos “naming rights” e que levou o dono do City, o sheik Mansour bin Zayed Nahyan a trocar o "City of Manchester" por estádio Etihad Airlines. De acordo com o último relatório anual, os "citizens" tiveram perdas de 121 milhões de libras (cerca de 135 milhões de euros).
Este negócio vai permitir obviamente aumentar a facturação e garantir ao mesmo tempo a continuação em força do Manchester City no mercado de transferências sem beliscar a regra de fair play imposta pela UEFA. Serão "jogadas" deste tipo que os clubes mais poderosos da Europa vão continuar a fintar as leis de mercado.
O primeiro ponto da discussão é sobre a justiça desta regra fair-play da UEFA. Este sistema, afinal, não servirá para perpetuar os actuais clubes milionários? Será justo que Chelsea e Manchester United (a exemplo) tenham podido gastar o que quisessem para construir grandes equipas no passado que permitiram aumentar a visibilidade e, com isso, aumentar as suas receitas, e que qualquer outro clube que venha a ser comprado não possa? Parece evidente que não.
Por outro lado, poderia a UEFA assistir de sofá à circulação destas fortunas no jogo, muitas vezes sem que se saiba se e quando ele vai sair? Imaginemos que o dono do Málaga ou Paris SG serão bem sucedidos nos seus projectos em levar as equipas à Champions League. E que, quando isso acontecer, abram cordões à bolsa para contratar os melhores jogadores do mundo e tudo corria mal na fase de grupos e os donos milionários abandonavam o projecto. Quem iria depois suportar (pagar) as dívidas?
Para além disso, qual é a justiça de um clube médio, um Sevilha, uma Roma por exemplo, ser bem administrado, conseguir subir degrau a degrau para que, do dia para a noite, chegar um milionário e “comprar” uma presença na Liga dos campeões? Por outro lado, qual é a justiça de Real Madrid, Barcelona, Liverpool e Manchester United possam gastar 10, 20, 50 vezes mais que os outros clubes porque facturam mais do que os restantes?
Também parece evidente que não. A UEFA viu o problema, sabe que para resolvê-lo teria que dividir de maneira mais equilibrada o dinheiro que entra, mas também sabe que não tem poder para bater-se com os grandes emblemas. Estabeleceu, portanto, um sistema, que pouco ou nada resolve e ainda poderá acentuar a diferença entre ricos e pobres.
O que o caso do Manchester City prova, entretanto, não é só que o sistema é injusto. É que é impossível de ser implementado. A UEFA já avisou que vai monitorizar a cedência do "naming" do estádio para verificar se os valores envolvidos fazem sentido. Muito bem: porque não monitorizam o patrocínio do Barcelona (Qatar Foundation), valor milionário, e que será pago por uma fundação que, em tese, não visa lucro? Porque será apenas o Manchester City suspeito de “lavagem de dinheiro”?
Para além disso, suponhamos que a UEFA inviabilizava o negócio do "naming" do estádio do Manchester City. O que impediria o sheik Mansour bin Zayed Nahyan de mandar comprar 5 milhões de camisolas do clube para oferta? Ou ainda, pagar somas estronómicas para realizar particulares com a equipa de reservas do City? Quem é que iria apurar se todas as receitas dos clubes são justas? Vão apurar também as receitas do Barcelona, ou só do Manchester City?
O debate é amplo, e não parece que a UEFA tenha esgotado todos os seus trunfos. O que definitivamente não é justo é que apenas o Manchester City mereça a atenção dos dirigentes europeus.
10 maiores contratos concretizados por clubes de futebol europeus
(valor total em dólares):
10 - AC Milan e Emirates Airlines: $83 milhões por três anos ($27,6mi ao ano)
9 - Real Madrid e Bwin: $88 mihões por três anos ($29,3mi ao ano)
8 - Bayern de Munique e Deutsche Telekon: $115 milhões por três anos ($38,3mi ao ano)
7 - Liverpool e Standard Chartered: $130 milhões por quatro anos ($32,5mi ao ano)
6 - Arsenal e Emirates Airlines: $160 milhões por quinze anos ($10,6mi ao ano)
5 - Chelsea e Adidas: $160 milhões por dez anos ($16mi ao ano)
4 - Barcelona e Nike: $210 milhões por cinco anos ($42mi ao ano)
3 - Barcelona e Qatar Foundation: $235 milhões por cinco anos ($47 ao ano)
2 - Juventus e Tamoil: $265 milhões por dez anos ($26,5mi ao ano)
1 - Manchester United e Nike: $486 milhões por treze anos ($37,3mi ao ano)
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27 junho, 2011
Perspectivar o novo Sporting 2011/2012
De cara lavada, o Sporting parece querer finalmente demonstrar que está pronto para acordar da longa depressão das últimas duas épocas. Dois anos negros que pintaram os piores resultados desportivos da história do clube leonino. Para já, ainda não existe pontos ou competições para disputar, mas a forma enérgica como o Sporting se apresentou no mercado de transferências pode pelo menos fazer renascer a velha máxima do antigo líder sportinguista Sousa Cintra - "este ano é que é".
Depois de José Eduardo Bettencourt ter abandonado precocemente o projecto presidencial, em Janeiro último, e de ter falhado redondamente em todas as àreas, o Sporting atravessou um intenso período eleitoral culminando com a eleição de Godinho Lopes, no final de Março. No discurso de vitória, prometeu a contratação de nomes fortes e de um treinador português, jovem e ambicioso. Quatro meses depois, não se pode dizer que os Leões não estão a trabalhar, ainda que os efeitos dessa "movimentação" sejam uma incógnita.
De Maio até agora, passaram cerca de dois meses, e de lá para cá, chegaram 14 novos reforços, além do regresso dos vários emprestados e da promoção de alguns juniores. Dos nomes vindos a público na altura das eleições, é verdade que apenas Domingos Paciência (treinador) e o defesa peruano Rodríguez (Sp. Braga) são parte das promessas ao sócios. Segundo o presidente Godinho Lopes, cerca de 20 milhões de euros - o orçamento previsto era de 30 milhões - já foram investidos em reforços. Ao mesmo tempo, outros jogadores foram dispensados, para aliviar a folha de salários. Entre os nomes já contratados, várias surpresas (algumas até positivas, outras passíveis de observação e, claro, jogadores que inicialmente soam como desnecessários).
Na baliza está o nome que, num primeiro momento, soa inexplicável. O Sporting já tinha três guarda-redes e parecia decidido a manter Rui Patrício, Tiago e Vítor Golas. Eis que chega, do Marítimo, Marcelo Boeck. Em tese, para ser o suplente directo de Rui Patrício, mais ou menos nos moldes da chegada de Hildebrand no último ano.
No sector defensivo, considerado um dos mais delicados da equipa, ganhou uma variedade interessante de opções. Na defesa, além de Rodriguez, chegou o norte-americano Oguchi Onyewu (Milan) e o jovem colombiano Santiago Arias. Em princípio, o peruano e Onyewu devem render Anderson Polga e Daniel Carriço e formar uma dupla mais forte do ponto de vista físico. Nas laterais, há o ingresso de João Gonçalves (emprestado ao Olhanense) para a direita e a chegada do francês Atila Turan do Grenoble de França.
No meio-campo, existem muitos reforços mas que na maioria soam mais como apostas do que efectivamente certezas. O mais conhecido do adeptos portugueses é Luís Aguiar, que estava no Peñarol e que teve uma boa passagem pelo Braga. Stijn Schaars, oriundo do AZ ALkmaar, foi capitão do clube holandês, destacou-se no campeonato que valeu o título (Eredivisie) em 2008/2009 e esteve no último campeonato do Mundo. Tem características de liderança e organização de jogo que estavam em falta em Alvalade, mas necessitará de adaptação ao ritmo do futebol português, já que passou toda a carreira na Holanda. De Espanha, e concretamente do Sevilha chega Diego Capel, o espanhol de 23 anos é um extremo-esquerdo de boa qualidade e que vai garantir maior largura no ataque através da sua verticalidade e velocidade.
Mas ambos terão concorrência difícil, já que o russo Izmailov, enfim, parece recuperado das lesões sistemáticas e polémicas que tem marcado a sua passagem pelo Sporting e, que em condições normais, é um natural titular. Além disso, permanece no plantel o irregular, mas reconhecidamente bom jogador chileno Matías Fernandez, provável concorrente de Luis Aguiar e Schaars, caso a equipa jogue com três homens no meio-campo com apenas um a ligar o sector ofensivo.
Já Fabián Rinaudo é um médio-defensivo que apesar de ter descido com o Gimnasia La Plata para a segunda divisão argentina, era o grande nome da equipa, chegado a ser mesmo convocado para a Albiceleste. Deverá fazer dupla com André Santos, uma vez que o sector de médios defensivos foi o que sofreu mais perdas, com as rescisões de Zapater, Maniche e Pedro Mendes. Esta última, aliás, talvez a dispensa mais inexplicável, vista a experiência do internacional português e o rendimento dele ser proporcionalmente melhor que grande parte da equipa.
Na frente de ataque, "sobreviveram" Hélder Postiga e Yannick Djaló. Mas a dupla da casa terá séria concorrência. O nome mais forte é o búlgaro Valeri Bojinov, ex-jogador do Parma e com larga experiência no futebol italiano. Ricky van Wolfswinkel, ex-Utrecht, foi um dos principais goleadores da Liga Holandesa (Eredivisie) passada e tem a seu favor a capacidade de jogar também a 10. Já o peruano André Carrillo, grande esperança do futebol daquele país, desponta como "rookie" do ataque. Sabe actuar em ambos os lados do ataque, o que lhe pode ser um diferencial. Também bastante jovem (18 anos), o promissor avançado chileno, Diego Rubio, chegou do Colo Colo. Diego Rubio é apontado como uma das grandes promessas chilenas da actualidade e destacou-se nos últimos meses com vários golos.
Em relação aos empréstimos, o Sporting cedeu Diogo Salomão, uma boa surpresa de 2010/2011, ao Deportivo. Também poderia tranquilamente disputar a posição entre os selecionáveis leoninos. Porém, a oportunidade em Espanha e a responsabilidade de ajudar o histórico clube da Corunha em regressar à elite pode ajudar-lhe a amadurecer.
Mas as grandes perspectivas estão mesmo no banco, com a chegada de Domingos Paciência para treinador. As credencias são as melhores, e até por isso, entende-se que o grupo com o qual contará tenha alguns de seus jogadores mais importantes da época no Sp. Braga, como os "antigos" João Pereira e Evaldo e os "novatos" Rodriguez e Luis Aguiar.
Domingos Paciência já demostrou ser um treinador competente, algo que tem faltado ao Sporting nos últimos anos, e terá um grupo tecnicamente superior ao do Braga para trabalhar, ainda que tenha que organizar e planear toda uma nova estrutura. Se em Braga, a pressão de resultados não é comparável aos três "grandes", sabe-se que, em Alvalade, o tempo e a margem de erro serão curtas.
Em conclusão, o Sporting depois de um longo tempo de hibernação iniciará a época 2011/2012 com alguma perspectiva. A possibilidade mais palpável de regressar à Liga dos Campeões, derivado a Portugal dispôr no próximo ano três vagas na Champions, é hoje foco principal do clube - ainda que o discurso seja o de lutar pelo título, actualmente ainda inviável, visto que FC Porto e Benfica tem equipas mais fortes em teoria. De qualquer forma, a intensa movimentação sportinguista neste defeso 2011/2012 é, já, uma boa surpresa para a época que está prestes a começar.
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