30 agosto, 2010

Agitação no Mercado de Apostas Online em França


A regulamentação do jogo online em França, no início de junho, coincidiu com alguns dos maiores eventos desportivos, Campeonato do Mundo de Futebol, Tour de França, ténis e poker, um verão que sorriu de feição para os principais operadores de apostas desportivas licenciados. Uma entrada feliz, mas uma reentrada que promete ser activa e repleta de surpresas.

As somas recorde obtidas, desde 7 de Junho passado e durante toda a competição do Mundial de futebol, rendeu 83 milhões de euros em apostas e mais um milhão de novos jogadores activos. Estes dados são a confirmação que o verão foi excelente e particularmente activo para os operadores que conseguiram obter a tempo a sua licença junto da ARJEL (autoridade reguladora francesa de jogo online).

Mas a reentrada perfila-se já e promete numerosos movimentos como testemunha a falsa partida dos grandes clubes como Marselha (campeão da Liga Francesa), Bordéus, ou Lyon, neste início da Ligue 1 2010/2011. A incerteza actual do campeonato francês, com uma classificação inédita após três jornadas, e os resultados negativos dos históricos, levam a que as casas de apostas subam as suas quotas (odds) em relação a estes.

Os operadores de jogo on-line podem congratular-se, na esperança que as Odds mais altas sirvam para atrair muitos apostadores, a menos que os jogadores, em geral fiéis às suas equipas preferidas, decidam pelo contrário e aguardem pela retoma da normalidade no campeonato.

Os operadores sob pressão

Se o saldo depois de algumas semanas foi muito favorável para os operadores de jogo, os observadores notaram, porém, que o retorno não vai ser justo para todas as casas de apostas online. A Bwin certamente, o líder europeu, mantém firme a sua liderança mundial no sector e espreita grandes oportunidades no mercado dos Estados Unidos da América. A operadora austríaca anunciou a sua fusão com a PartyGaming para 2011, colocando sob pressão os seus concorrentes, nomeadamente as empresas francesas Mangas Gaming, PMU e FDJ.

Mas outros operadores de renome parecem sentir a ebulição do mercado francês e num momento, em que o dinheiro será fundamental para desenvolver a sua reputação entre os internautas e não perder a corrida no sector. Como foi evidenciado pelo desempenho decepcionante do aumento de capital lançado pelo Groupe Partouche, que luta para evitar uma nova reestruturação. A ofensiva vinda das fusões ao Poker Online, criteriosamente combinada com a gigante FDJ, no entanto, poderia, se bem sucedida, dar esperança para demonstrar unidade e fazer cair a ideia que um operador de jogo não é apenas para puro jogadores.

Em suma, esta primeira entrada do legislado mercado francês pode ser particularmente agitado.

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28 agosto, 2010

Europa regulamenta Jogo Online como forma de encher os cofres

Europa tenta retirar dividendos fiscais com regulamentação do mercado de Jogo Online

A grave crise económica que atravessa a Europa, obrigou os governos dos estados-membros a reduzirem a despesa e controlar os seus défices públicos, através de propostas que implicam grandes sacrificíos de todos nós. Mesmo as severas medidas tomadas, não tem resolvido totalmente o problema, e os politícos europeus tentam agora novas fórmulas de angariação de receitas fiscais.

A contrabalançar com a crise europeia/mundial, o sector de "Jogo Online" cresce a um ritmo ímpar, e alguns dos países de ponta do velho continente (Reino Unido/França/Itália) decidiram criar condições, ou seja, regulamentar as suas leis de jogo, de modo a capitalizar nas suas receitas fiscais. Este modo operandis, tem levado outros governos a avançar para a regulamentação do Jogo Online, embora exista ainda algum cepticismo cauteloso.

Enquanto nos Estados dos Unidos da América, a oposição ao jogo on-Line centrou-se marioritariamente nas preocupações sobre o vício do jogo, os políticos europeus opunham-se por um motivo diferente: com a liberalização do sector, temiam, que prejudicaria os monopólios estatais (lotaria/indústria de jogo tradicional) e os operadores de jogos.

Mas a realidade, é que os jogadores/apostadores estão cada vez mais longe dos tradicionais casinos terrestres, e optam, por sua vez, pelo jogo online na internet através das apostas desportivas, poker, ou jogos de casinos. A verdade, é que muitos dos operadores de jogo online, estão sedeados em locais fora do alcance dos cobradores de impostos (paraísos fiscais). Com o estado débil das finanças públicas, os governos tentam captar este sector/negócio que exerce na economia pararela digital europeia, onde poderá ser regulamentada, e logo tributada.

"O que aconteceu é a realização que não se pode excluir da Internet", disse David Trunkfield, consultor da PricewaterhouseCoopers. "Actualmente as pessoas estão a jogar online. E caso, os governos não regulem a actividade do sector e captem as receitas fiscais inerentes, os jogadores vão sempre acabar por ir para os operadores offshore, onde ai, não existe possibilidade de obter qualquer rendimento fiscal para os cofres do estados".

Em França, onde em 2006 foram presos os principais executivos da Bwin (empresa austríaca de apostas desportivas), quando visitaram aquele país, deu agora, no passado mês de julho/2010, a permissão para que as empresas privadas como a Bwin pudessem operar legalmente, em concorrência com sites de apostas de propriedade pública.

A Dinamarca aprovou, em junho, a legislação de jogo online que autoriza uma mudança semelhante à francesa. A Grécia, tem planos para que dentro de algumas semanas exista a introdução de uma lei legalizando o jogo online, que é actualmente proibido. Outros estados-membros a considerar a liberalização, são a Suíça, Espanha e Alemanha. Todos estão a seguir o exemplo da Grã-Bretanha, que em 2005, tornou-se o primeiro grande país na Europa a conferir respeitabilidade no negócio. Na Itália, é também já uma realidade.

A Europa tornou-se o maior mercado de jogo online do mundo, respondendo por cerca de 14,5 mil milhões de euros, dos 31,3 mil milhões de receita total da indústria, este ano, de acordo com H2 Gambling Capital, uma empresa de consultoria. Se toda esta actividade fosse tributada, os estados potencialmente poderiam arrecadar milhões a cada ano fiscal, embora o montante exacto é difícil de prever, dada a incerteza sobre as taxas de imposto que pode ser aplicada.

A linha de crescimento do "jogo online" contrasta com o estado actual do negócio dos casinos tradicionais em muitos países europeus. Na França, por exemplo, os casinos terrestres sofreram quedas de receita na ordem dos dois dígitos nos últimos anos. Na Grã-Bretanha, os planos megalómanos para a construção de um gigantesco casino ao estilo de Las Vegas, em Manchester, acabaram por não sair do papel.

Noutros mercados gigantes de jogo, como os Estados Unidos e China, as apostas on-line são também amplamente praticadas, apesar de oficialmente banidas. A lei proíbe nos Estados Unidos de se praticar operações financeiras relacionadas com o jogo online, e que foi aprovada em 2006, entrou em vigor este ano.

Ao invés de destacar os potenciais benefícios geradores de receitas, os parlamentares europeus na sua generalidade, citam dois argumentos principais para trazer a abertura/regulamentação da actividade do jogo on-line. Um deles é um desejo de proteger os jogadores problemáticos, regulamentando os sites. A outra, é a pressão da União Europeia (EU), que afirma que alguns estados-membros têm vindo a utilizar as restrições em sites de jogo online como uma forma de proteger os operadores de casinos controlados pelo próprio estado. Menos mencionado é o dinheiro que todo este sector realiza. Muitos analistas dizem que não é por acaso que o novo impulso para a legalização do jogo on-line chegou num momento em que os governos estão sob pressão crescente de encontrarem novas fontes de receitas fiscais.

A França, que começou a permitir às operadoras privadas a oferta de apostas desportivas online a tempo do Campeonato do Mundo de Futebol, anunciou que no primeiro mês, registou mais de 1,2 milhões de novas contas nos sites, gerando movimentos (apostas) num total de 83 milhões de euros. Isso foi quase o dobro do montante apostado legalmente online no período comparável do ano de 2009, quando as apostas estatais eram a única opção. A partir deste mês, esses números devem aumentar ainda mais, dizem os analistas, com o início do poker on-line legalizado, que antes era proibido em terras gaulesas.

O governo francês ainda não informou quanto resultou até ao momento de receitas fiscais com a alteração da Lei de jogo. Mas em Itália, por exemplo, foram recolhidos cerca de 150 milhões de euros em impostos no ano passado, como resultado de uma liberalização parcial do negócio.

Agora, a Itália, que já legalizou apostas desportivas e poker online, cria condições para usufruir ainda mais deste sector, autorizando recentemente a maior rede europeia de poker online, assim como a abertura de casinos pela internet oferecendo jogos como roleta. Analistas dizem que as receitas fiscais podem subir substancialmente.

O governo italiano foi mais audaz do que outros sobre a sua intenção de aumentar as receitas do jogo online, alargando a mais recente legislação para um pacote de angariação de fundos para a região de Abruzzo, que foi atingida por um terremoto no ano passado. A liberalização das regras de jogos online de sorte e azar nem sempre um benefício criado para os governos. No Reino Unido, por exemplo, tem encontrado receitas fiscais evasivas, apesar de ser uma das precursoras.

O problema é que, quando o Reino Unido legalizou o mercado de apostas online, não exigiu aos operadores de jogo a obtenção de uma licença e o pagamento dos impostos no Reino Unido. Muitos sites de Gambling/Jogo Online, de paraísos fiscais como Gibraltar continuaram a servir os jogadores britânicos.

No ano passado, duas grandes empresas britânicas de apostas, a Ladbrokes e William Hill, deslocalizaram as suas operações on-line para Gibraltar, para tirar vantagem dos impostos mais baixos. As empresas que desejam operar legalmente na França, pelo contrário, têm que obter obrigatóriamente uma licença local, respeitar as leis francesas e concordar em pagar impostos franceses. Sites de jogo sem licenças (Unlicensed) continuam a operar em França, também, embora os reguladores já enviaram avisos para uma série de operadores, ameaçando-os com processos, caso não encerrem a sua actividade.

Algumas empresas de Jogo on-line que operavam no mercado em França antes da legislação entrar em vigor, optaram por retirar-se porque consideram ser restrições onerosas. Um desses sites é Betfair, uma das empresas com sede em Londres que permite que os apostadores escolham as suas próprias probabilidades e apostem entre si, ao invés de um bookmaker.

Tim Phillips, director de assuntos públicos europeus da Betfair, disse que a legislação francesa foi injusta para as apostas de intercâmbio, porque são tributadas todas as operações realizadas por um único jogador, ao invés do lucro total. Os usuários de apostas de intercâmbio, por vezes, empregam múltiplas, num único jogo, alguns destes poderiam ganhar, ao perder a "casa", mas sob o sistema francês são tributados em todos os movimentos.

" A nossa visão é que os franceses estão a tentar mudar o nosso modelo de jogo e dizer, 'Nós não queremos esse tipo de apostas," a fim de proteger o negócio", que ainda é controlada pelo Estado, afirmou Phillips. Para as empresas de apostas online que pressionaram os governos europeus a abriram-se ao mercado de apostas na Internet, parece ser um caso cuidadoso", acrescentou.

A Betfair está entre um número de empresas que estão a incitar a Comissão Europeia a definir normas comuns para o jogo online em toda a União Europeia. Dessa forma, os operadores com base num país da União (EU) poderiam servir jogadores noutros 26 estados-membros, como empresas de outras linhas de negócios, como a exemplo, já são frequentemente capazes de fazer. Michel Barnier, comissário (EU) de mercado interno, planeia publicar as propostas sobre a questão até o final do ano, de acordo com o porta-voz, Carmo Dunne.

Até à data, a Comissão Europeia deixa os Estados-Membros fazer as suas próprias regras quanto à regulação/legislação do Jogo Online, em vez de executar acções contra vários países que são considerados como tendo violado as regras da União Europeia contra o proteccionismo, ou seja, conjunto de medidas económicas que favorecem as actividades internas em detrimento da concorrência estrangeira.

Tim Phillips, da Betfair, acrescentou: "uma maior harmonização poderia reforçar a economia europeia, ajudando os operadores de jogo online localizados na Europa a manter a vantagem competitiva em vez de mais empresas apostarem em outras regiões, onde a práctica é ilegal.

"O mercado do jogo online é uma história de sucesso na Europa", disse Phillips. "Este é um negócio em que a Europa lidera o mundo."

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25 agosto, 2010

bwin Poker Team ibérica no EPT de Vilamoura


Este será um fim-de-semana empolgante para a Poker Team ibérica que terá de concentrar as suas forças no European Poker Tour de Vilamoura!

Os portugueses Henrique Custódio (Hencus), Renato Almeida (Leguito) e Pedro Poças (socioanónimo) juntar-se-ão ao representante espanhol Tomeu Gomila (Amatos) para disputar o European Poker Tour em Vilamoura, evento que reúne os melhores jogadores profissionais de poker no Algarve.

Sobre a bwin Poker Team portuguesa

Hencus (35 anos) é um dos jogadores mais conhecidos e carismáticos de Portugal. Leguito (22 anos) é uma das novas estrelas de poker portuguesas, ocupando o segundo lugar no ranking de poker online em Portugal. Socioanónimo (25 anos), passou a pertencer à equipa no início deste ano e é um jogador muito consistente e com um enorme potencial de crescimento.

Sobre a bwin Poker Team espanhola

facebook.com/bwinespana / www.bwinpokerblog.com.es

Fonte: Bwin

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21 agosto, 2010

Portugal prepara Regulação do mercado das Apostas Online

Laurentino Dias e Fernando Gomes anunciaram comissão de trabalho para regular as Apostas Online em Portugal

Depois de praticamente uma década de avanços e recuos, sobre a possível regulamentação das apostas online em Portugal, a secretaria de Estado do Desporto e a Liga Portuguesa de Futebol, através de Laurentino Dias (secretário de Estado do Desporto) e Fernando Gomes (presidente da Liga de Futebol) assumiram o compromisso de trabalharem nesta matéria.

Esta posição do estado português, vem no seguimento das medidas avançadas pela União Europeia (EU) que anunciou o lançamento de uma consulta junto de todas as ligas europeias de futebol no sentido de regular o mercado das apostas desportivas no espaço europeu.

O comissário europeu Michel Barnier, responsável pelo Mercado Interno e Serviços, garantiu às ligas essa preocupação e revelou a necessidade de regular o mercado de apostas, apontado como a principal fonte de receitas das competições.

Desde que assumiu a presidência da Liga, há cerca de dois meses, Fernando Gomes tem mantido contato directo com o Estado, através de reuniões de trabalho com o ministro da Economia, Vieira da Silva, com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Rui Cunha, com o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, e agora com Laurentino Dias.

A questão das apostas online merece especial atenção. Nesta matéria é, igualmente, defendida a criação de uma comissão de trabalho, que num prazo de três meses analisará a situação da legislação dos jogos online em Portugal, com base no que acontece nos restantes países europeus.

"Com a criação deste grupo de trabalho está dado o passo necessário para a implementação do jogo online e que os clubes possam tirar um determinado rendimento, em comparação com o que acontece em outros países", frisou Fernando Gomes, lembrando que esta pode ser uma boa fonte de rendimento para os clubes.

Aliás, este anúncio oficial, vem no seguimento do que foi afirmado por Laurentino Dias, a 10 de Fevereiro de 2010, na conferência intitulada - "Apostas Online - Que Regime Jurídico?" - e que contou, com o anterior presidente da Liga de Futebol (Hermínio Loureiro), onde o secretário de Estado do Desporto mostrou-se bastante favorável em encontrar uma solução para ambas as partes (Governo/Desporto/Operadores de jogo) de modo a que regulamentação das Apostas "Online" em Portugal seja uma realidade.

Laurentino Dias especificou ainda que será proposta, pelo grupo de trabalho que envolve as áreas das finanças, do trabalho, da economia e do desporto, uma solução legislativa que tenha presente aquilo que são os objetivos dos jogos sociais e as obrigações dos operadores, quer para o Estado, quer para os organismos de intervenção social ou desportiva.

Da minha parte, e através dos meus artigos publicados sobre as apostas on-line, espero que Portugal encontre consenso sobre esta matéria e siga os melhores exemplos do Reino Unido, França e Itália, que criaram condições para legislar e regular um sector que está em super crescimento na europa e mundo.

Qualquer novidade, sobre este assunto será anunciado no Aposta X.

Poderão consultar todos os artigos sobre regulamentação do Jogo Online, neste link.

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14 agosto, 2010

David Luiz - Estreia pelo Brasil em fotos


O dia 10 de agosto de 2010 ficou marcado na vida de David Luiz como a concretização do sonho de representar a selecção do Brasil. O defesa benfiquista jogou os 90 minutos, na vitória, de 0-2 sobre os Estados Unidos da América e acima de tudo mostrou ao seu país o potencial que todos lhe reconhecemos. Não foi apenas David que brilhou, a nova geração do escrete promete muito, com os jogadores da frente de ataque do Santos à cabeça. Atenção a esta renovada canarinha!

Deixo aqui para a posterioridade, as fotos da estreia de David Luiz pelo Brasil, um jovem defesa de 23 anos, que promete uma carreira de sucesso internacional.

* cliquem nas fotos para zoom









Vídeo

EUA 0-2 Brasil
Neymar
Pato


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11 agosto, 2010

Betclic reforça imagem no futebol profissional


A Betclic, operadora de apostas desportivas online reforçou a sua imagem através da ligação com o futebol profissional ao investir em 28 dos 32 clubes no total. A Betclic colocará a sua marca na manga esquerda dos equipamentos oficiais e nos equipamentos de treino.

A apresentação dos equipamentos dos clubes patrocinados pela Betclic realizou-se no Hotel Tivoli, em Lisboa. A operação de marketing juntou atletas e belas modelos que desfilaram a rigor com as cores dos clubes representados por esta marca de jogo online.


Na Liga Orangina, a Betclic patrocina a totalidade das 16 equipas. Na Liga Zon Sagres, a Betclic vai patrocinar Sporting de Braga, Rio Ave, Paços de Ferreira, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, União de Leiria, Académica, Beira-Mar, Naval 1.º de Maio, Nacional, Olhanense e Portimonense. Na totalidade serão patrocinadas 28 equipas.


Além dos equipamentos, a casa de apostas vai ter a sua marca nas respectivas salas de imprensa, estádios e sítios de Internet dos clubes patrocinados.

Vídeo

Apresentação dos equipamentos


Fama Show - desfile


Fotos: Betclic

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30 julho, 2010

Comissão Europeia quer regular mercado das apostas desportivas


Eu já tinha abordado este assunto (link), mas agora a Comissão Europeia anunciou, em Paris, o lançamento de uma consulta junto de todas as ligas europeias de futebol no sentido de regular o mercado das apostas desportivas no espaço europeu.

Na Assembleia Geral (AG) da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL), o comissário europeu Michel Barnier, responsável pelo Mercado Interno e Serviços, garantiu às ligas essa preocupação e revelou a necessidade de regular o mercado de apostas, apontado como a principal fonte de receitas das competições.

A revelação foi feita à Agência Lusa pelo director geral executivo (CEO) da EPFL, o português Emanuel Macedo de Medeiros.

O comissário europeu anunciou que vai lançar um processo de consulta com a participação activa das ligas, tendo em vista a regulação do mercado das apostas no espaço europeu. Esse anúncio foi muito importante para todos, já que essa é a principal fonte de receitas. Este esforço revela também enorme preocupação pela defesa da integridade das competições e verdade desportiva, tal como temos defendido”, disse Emanuel Macedo de Medeiros.

O CEO da EPFL revelou também ter sido transmitido às ligas europeias o plano de actividades até Setembro de 2010, num projecto que pretende dar resposta “a este período de recessão económica que afecta a economia europeia e logo os clubes”.

Queremos proporcionar plataformas para novas oportunidades de negócios com as maiores marcas da indústria do futebol e estabelecemos já uma parceria com a Leaders in Football, os maiores organizadores de eventos do ‘sport business’. E com iniciativas já previstas para Novembro deste ano e Março de 2011”, avançou.

Emanuel Macedo de Medeiros recordou também ter sido discutida a questão da protecção dos direitos de propriedade intelectual das ligas e clubes e garantiu que, a 23 e 24 de Outubro, a EPFL, juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), vai organizar a segunda edição da jornada europeia contra a fome, em todos os estádios europeus.

Além de tudo isto, destaque ainda para a presença de Jean-François Vilotte, presidente da entidade reguladora francesa de apostas on-line, que apresentou às ligas europeias a nova lei que regulamenta esta questão em França, e do responsável máximo pela Unidade de Desporto da Comissão Europeia, Michal Krejza, que abordou a implementação da especificidade do Desporto no Tratado de Lisboa, que entrou em vigor em Dezembro de 2009”.

A AG contou com a presença de Fernando Gomes, novo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.(link)

Legalizar apostas é objetivo claro

A protecção dos direitos comerciais das Ligas e a regulação do mercado de apostas desportivas estiveram no topo da agenda, assunto de interesse para o futebol português e para a Liga, uma vez que das 10 prioridades enumeradas pelo Presidente, no seu discurso de Tomada de Posse, a 1ª é “regular o mercado das apostas desportivas com receitas para os clubes que sustentam a possibilidade dessas apostas”, sendo a prioridade nº 2 “potenciar as receitas comerciais e televisivas dos clubes, por via directa ou indirecta”.

A Liga pretende a legalização das apostas desportivas, escolhendo a Santa Casa como parceiro. Fernando Gomes considera que as apostas desportivas são “um mercado que poderá valer cerca de 400 milhões de euros”, falando no exemplo francês, onde a actividade foi recentemente legalizada.

Fonte: Lusa

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29 julho, 2010

Bwin e PartyGaming fundem-se e tornam-se a maior empresa de jogos online do mundo


A Bwin Interactive Entertainment AG (“Bwin”) e a PartyGaming PLC (“PartyGaming”) realizaram uma fusão e formaram uma nova entidade incorporada em Gibraltar e cotada no mercado bolsista ( London Stock Exchange). O acordo de fusão foi assinado pela Bwin e PartyGaming, em 29 de julho de 2010. A nova entidade é propriedade de aproximadamente 48,4% e 51,6% pela PartyGaming e Bwin, respectivamente.

A fusão foi aprovada pelo conselho fiscal da Bwin e a direcção da PartyGaming e apoiado por accionistas de ambas as empresas. Norbert Teufelberger e Jim Ryan vão ser co-CEOs da nova entidade e os cargos de gestão mais importantes serão realizados por pessoas da alta administração de ambas as empresas.

Comentando sobre a fusão projectada, Norbert Teufelberger, co-presidente-executivo da Bwin disse:

Esta combinação de negócios faz grande sentido estratégico, operacional e financeiro. Estaremos na pole position para capitalizar a riqueza de oportunidades que fluem da contínua evolução e expansão da indústria global de jogos online “.

Comentando sobre a fusão projectada, Jim Ryan, executivo da PartyGaming, acrescentou:

Com posições líderes de mercado no poker, apostas desportivas, casino e jogos (bingo, em particular), o Grupo alargado terá uma fórmula vencedora para explorar o crescente mercado de jogos online, apoiado por um forte património, gerando um fluxo de dinheiro significativo e por uma equipa de gestão altamente experiente”.

Em 29 de julho de 2010, a Bwin e a PartyGaming entraram em acordo sobre a aplicação da proposta de fusão. No âmbito do projecto de concentração, os activos e passivos da Bwin serão transferidos para a PartyGaming formando uma sociedade europeia(Sociedade anónima), incorporada em Gibraltar.


Os actuais accionistas da Bwin receberão aproximadamente 51,6% das acções e os actuais accionistas da PartyGaming 48,4% das acções da nova entidade. A proposta de fusão não implica uma oferta pública de aquisição obrigatória (Pflichtangebot) aos accionistas da Bwin sob o austríaco Takeover Act (Übernahmegesetz). Após a conclusão da fusão proposta, as acções da Bwin serão excluídos do mercado bolsista austríaco (Stock Exchange Viena) e as acções da entidade resultante da fusão serão listadas exclusivamente no mercado bolsista do Reino Unido (London Stock Exchange).

A proposta de fusão está sujeita a determinadas condições, que incluem:

■ a aprovação da operação pelos accionistas da Bwin e da PartyGaming em reuniões extraordinárias separadas;

■ a recepção de determinadas autorizações de regulação de defesa da concorrência;

■ a satisfação das necessidades dos trabalhadores aplicáveis à formação de uma Sociedade Europeia.

O conselho de supervisão da Bwin e a direcção da PartyGaming acordaram uma estrutura de gestão equilibrada para o grupo ampliado, aproveitando a força de gestão de ambos os grupos. A direcção do grupo ampliado será liderada por Norbert Teufelberger e Jim Ryan, que serão chefes executivos. Martin Weigold será o Director Financeiro do grupo enquanto Joachim Baca será o Chefe de Operações. Será nomeado um novo e independente, Vice-Presidente Executivo, que se juntará à Direcção do Grupo após a conclusão da fusão.

Excluindo-se o presidente, haverá igualdade de executivos e não executivos na representação dos membros actuais do Conselho de PartyGaming, e da Administração da Bwin. Manfred Bodner (Co-CEO da Bwin) vai passar da Bwin para ser um director executivo no conselho de administração do novo grupo e será envolvido na construção da marca de gestão das estratégias de vendas.

Os principais accionistas de ambas as empresas, Bwin e PartyGaming, comprometeram-se a votar a favor da fusão proposta nas reuniões dos accionistas relevantes “, que são actualmente previstas para ocorrer durante o primeiro trimestre de 2011. A conclusão da fusão proposta deverá ter lugar logo após as reuniões de accionistas.

Fonte: bwin

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25 julho, 2010

Regulação do Jogo Online: Oportunidade de mais-valias económicas? Governos repensam...


O Jogo on-line (Online gambling) está a ter um crescimento exponencial e todos os sinais estão aí para este sector que se prevê em alta ao longo dos próximos anos. Isto é particularmente relevante na Europa, onde os governos nacionais estão a tentar capturar as receitas fiscais na regulação do mercado de jogo-online.

Um relatório recente da KPMG, intitulado "Jogo Online": Uma aposta ou uma aposta certa? - indicam que os governos nacionais que precisam de dinheiro podem considerar a flexibilização das regras actuais de jogos online e restrições, a fim de fornecer um impulso tão necessário para as suas economias.

Números divulgados em fevereiro pelo Conselho Nacional do Reino Unido (UK National Gamers Survey) revelou que jogadores britânicos gastaram 280 milhões de euros a jogar online em 2009. Estudos semelhantes realizados em outros países revelaram que os jogadores franceses gastaram 220 milhões euros e os alemães 440 milhões no mesmo período.

Um outro levantamento, realizado pela TNS (estudos de mercado), estimou, que existem 13,3 milhões de britânicos a jogar em vários portais de jogo no Reino Unido, onde segundo apurado gastaram 170 milhões de euros em jogos para telemóveis em 2009.

Estes números confirmam o crescimento impressionante que este sector tem vindo a registar ao longo dos últimos meses, e que promete resultados ainda mais acentuados. Baseando-se num estudo recente do Deutsche Bank, a regulação, a penetração e a evolução da banda larga são três das principais razões para este aumento esperado do jogo online em todos os seus segmentos.

Este mesmo relatório do Deutsche Bank afirma que a penetração no mercado de jogos online deverá chegar a 9 por cento em 2012. Com o mercado mundial de jogo on-line a registar um crescimento de 23 por cento desde 2001 e com o acentuado número de utilizadores de banda larga, prevê-se que em 2012, deverá chegar a 750 milhões (acima de 481 milhões em 2008). Juntamente com a regulamentação do jogo online crescente em todo o mundo, essas previsões parecem ser muito viáveis.

Perder oportunidades

Além das evidentes perspectivas de negócio para as operadoras de jogo, a ausência de regulação do mercado de jogo online poderá significar que os governos nacionais estão a encarar uma oportunidade em falta nas suas captações de receitas fiscais. Como tal, muitos desses governos estão silenciosamente a repensar a sua oposição ao jogo online.

Por exemplo, o imposto sobre o jogo poderia aumentar exponencialmente a circulação de dinheiro para os países. Enquanto muitas das empresas/companhias (que detém o monopólio local) viram costas ao jogo on-line sob um ponto de vista da responsabilidade social, poderão esperar-se mudanças nestas sensibilidades, com uma abordagem robusta na regulamentação por parte dos governos e mais abertos a explorar essas oportunidades, mantendo sempre a responsabilidade social na vanguarda do que já se faz.


Outros mercados (E.U.A.)

A 13 de outubro de 2006, o presidente George W. Bush assinou a lei UIGEA (Unlawful Internet Gambling Enforcement Act), que praticamente bloqueava o jogo online dentro dos Estados Unidos da América. Este acto custou perdas imediatas aos operadores de jogo no valor de biliões de dólares e teve um impacto negativo sobre a indústria de jogo online. No entanto, em novembro de 2009, a Reserva Federal dos EUA anunciou que a execução fora adiada por seis meses, para 1 de junho de 2010. Projectos de lei para regular e impostos de jogo online foram também introduzidos, o que sugere previsíveis revisões e debate político da lei de 2006.

A questão de se legalizar ou não, o jogo online nos Estados Unidos da América é um tema quente, não só internamente, mas também em outros países do mundo. Há um contraste acentuado entre os países da União Europeia e os E.U.A. com a adopção de uma posição diferente. Os europeus mais receptivos, enquanto os EUA nem tanto.

Muitos países europeus têm reconhecido as inúmeras vantagens de quem joga legalmente na internet. Por exemplo, a legalização significa que os padrões da indústria cumpram plenamente na segurança, jogo responsável, protecção de menores, combate a fraudes e publicidade justa e não-enganosa, no sentido da defesa dos consumidores.

Aliás num estudo que está em fase de conclusão, sobre os comportamentos de jogo online. Ao contrário do que se supunha, as primeiras análises evidenciam que o jogo online não representa uma maior perigosidade do que o “jogo tradicional”, pelo facto de ser de fácil acesso através da Internet. Por outro lado, uma das principais vantagens dos jogos online, consiste na capacidade de monitorização e de controlo total desta actividade, que só é possível uma vez que é obrigatória a identificação dos jogadores, existindo um completo registo das suas movimentações.

Além disso, aqueles que argumentam a favor das apostas online dizem que as pessoas vão continuar a jogar na internet, independentemente de estar ou não proibido. O congressista americano Barney Frank lidera a luta para levantar a lei (Unlawful Internet Gambling Enforcement Act) como acredita que essa proibição é uma afronta à liberdade pessoal.

O mercado de jogo online é certamente um assunto do momento e independentemente de qual direcção que os E.U.A ou outros países europeus tomarem, uma coisa é certa: terá que haver consenso e não se pode fechar os olhos a uma realidade que está fortemente implantada nas sociedades.

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22 julho, 2010

Ranking de Ligas do Futebol Mundial - Espanha lídera, Portugal 15º


A Federação de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) actualizou o seu ranking dos melhores campeonatos do mundo e a Primera División espanhola aparece como novo líder, depois de destronar a Liga Inglesa do primeiro lugar.

Incompreendido pela maioria, este ranking premeia os países cujo os clubes atingem bons resultados nas competições internacionais, a exemplo a Liga dos Campeões, Liga Europa, Libertadores, etc. Ao observarmos esta lista, o Brasil e a Argentina ficam à frente da Inglaterra, que passou de primeira para quinta classificada. Isto apenas se justifica pela carreira menos conseguida dos seus clubes nas competições europeias.

E o que dizer, dos campeonatos do Perú, Chile e Paraguai no top 10. A justificação é a mesma. Jamais nas próximas décadas ou séculos estes campeonatos nacionais se equivalem aos 7/8 melhores europeus. Aliás, só para constar, Portugal ficou classificado no 15ª lugar e a Holanda em 18ª!

O que interessa saber, é que este bizarro raking distingue a performance dos clubes nacionais e não os campeonatos, audiências, jogadores ou clubes mediáticos. Mesmo nas competições internacionais existem diferenças acentuadas (a meu ver). As competições europeias são bem mais niveladas e exigentes que as sul-americanas, e não deveria ser atribuido os mesmos pontos.

Critério de pontuação

Liga dos Campeões: 14 pontos (vítória) - 7 pontos (empate) - 0 pontos (derrota)
Liga Europa: 12 pontos (vitória) - 6 pontos (empate)
Copa Libertadores: 14 pontos (vitória) - 7 (empate)
Copa Sul-Americana: 12 pontos (vitória) - 6 (empate)
Liga dos Campeões Africanos: 9 pontos (vitória) - 4.5 pontos (empate)
Taça das Confederações Africanas: 7 pontos (vitória) - 3.5 pontos (empate)
Liga dos Campeões Asiática: 9 pontos (vitória) - 4.5 pontos (empate)
Taça Asiática: 7 pontos (vitória) - 3.5 pontos (empate)
Liga dos Campeões CONCACAF: 9 pontos (vitória) - 4.5 pontos (empate)
Liga dos Campeões OFC - Oceania: 5 pontos (vitória) - 2.5 pontos (empate)
Mundial de Clubes FIFA: 14 pontos (vitória) - 7 pontos (empate)

Classificação (ranking) das Liga de Futebol de todo o mundo 2010

1. Espanha (Primera División) 580,0 pontos
2. Brasil (Brasilerão) 577,0 pontos
3. Argentina (Torneo Clausura/Apertura) 536,0 pontos
4. Itália (Serie A) 508,0 pontos
5. Inglaterra (Premier League) 486,0 pontos
6. Alemanha (BundesLiga) 457,0 pontos
7. França (Ligue 1) 413,0 pontos
8. Perú (Copa Cable Mágico)407,0 pontos
9. Chile 362,5 pontos
10. Paraguai 357,5 pontos
11. Equador 342,5 pontos
12. Egipto 334,0 pontos
13. México 330,0 pontos
14. Uruguai 329,0 pontos
15. Portugal (Liga Zon Sagres) 324,0 pontos
17. Colombia 283,5 pontos
16. Bélgica 301,0 pontos
17. Colombia 283,5 pontos
18. Holanda (Eredivisie) 276,5 pontos
19. Escócia 273,5 pontos
20. Argélia 272,5 pontos
21. Turquia 270,0 pontos
22. Japão 269,0 pontos
23. Irão 261,0 pontos
24. Kuwait 259,5 pontos
25. Grécia 258,5 pontos

Podem consultar o ranking FIFA com os 115 países neste link.

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