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Ranking Mundial de Clubes IFFHS 2012-2013

30 dezembro, 2012


Se eu vós disser que o Barcelona é a melhor equipa actualmente para Federação de História e Estatística do Futebol (IFFHS) não será novidade e ninguem discordará. Mas depois analisar os 425 clubes de todos os continentes e verificar nomes gigantes do futebol em posições nada condizentes com a qualidade que os destaca dos demais, ficamos com a resposta do porque de a FIFA não dar acreditação a este ranking.

Ok, a IFFHS tem critérios claros de atribuição das suas pontuações, tais como os graus de dificuldades da ligas onde se inserem os clubes, rendimentos nas ligas nacionais e provas internacionais, mas não deixa de causar um certo espanto sempre que este ranking é actualizado. Neste caso, temos toda a actividade desportiva dos clubes no período compreendido entre fevereiro de 2012 e janeiro de 2013.

O conselho que vós dou, é não levarem este ranking muito a peito porque senão podem ficar desiludidos. Mas não deixa de ter a sua graça.

Ranking da Federação de História e Estatística do Futebol (IFFHS)
01-02-2012 a 31-01-2013

1. FC Barcelona 307,0 pontos
2. Atlético de Madrid 298,0 pontos
3. Chelsea 281,0 pontos
4. Boca Juniors 278,0 pontos
5. Bayern Munique 274,0 pontos
6. Corinthians 273,0 pontos
7. Real Madrid 269,0 pontos
8. Lyon 230,0 pontos
9. Borussia Dortmund 226,0 pontos
10. Universidad do Chile 226,0 pontos

11. Juventus 225,0 pontos
12. Valencia 223,0 pontos
13. São Paulo 216,0 pontos
14. Hannover 210,0 pontos
15. Celtic 209,5 pontos
16. Libertad Asunción 209,5 pontos
17. Fluminense 208,0 pontos
18. Basileia 206,5 pontos
19. Inter de Milão 206,0 pontos
20. Twente 205,5 pontos

21. Lazio 204,0 pontos
22. Athletic Bilbao 204,0 pontos
23. Santos 201,0 pontos
24. Manchester United 200,0 pontos
25. Liverpool 200,0 pontos
26. PSV Eindhoven 196,0 pontos
27. Vélez Sarsfield 195,0 pontos
28. Paris Saint-Germain 194,0 pontos
29. Deportivo Quito 190,5 pontos
30. Cluj 190,0 pontos

31. Ulsan Hyundai Horangi 190,0 pontos
32. Málaga 188,0 pontos
33. Grêmio 188,0 pontos
34. Fenerbahçe 187,0 pontos
35. Anzhi Makhachkala 185,0 pontos
36. Olympiakos 184,5 pontos
37. Nápoles 184,0 pontos
38. Tigre 182,0 pontos
39. Universidad Chile 181,5 pontos
40. Anderlecht 180,5 pontos

41. Genk 179,5 pontos
42. Manchester City 179,0 pontos
43. AC Milan 179,0 pontos
44. Metalist Charkiv 178,5 pontos
45. Monterrey 178,0 pontos
46. Emelec Guayaquil 178,0 pontos
47. Viktoria Plzeň 177,0 pontos
48. Schalke 175,0 pontos
49. Copenhaga 174,5 pontos
50. Bordéus 174,0 pontos

51. Steaua Bucareste 172,0 pontos
52. Arsenal 171,0 pontos
53. Vasco da Gama 168,0 pontos
54. Tottenham 166,0 pontos
55. Olimpia Asunción 165,5 pontos
56. Cerro Porteño 162,0 pontos
57. Marselha 162,0 pontos
58. Sporting 159,5 pontos
59. Shakhtar Donetsk 159,0 pontos
60. Sparta Praga 152,5 pontos

61. Levante 152,0 pontos
62. Udinese 150,0 pontos
63. Unión Española 150,0 pontos
64. Borussia Mönchengladbach 150,0 pontos
65. Dnipro 149,0 pontos
66. Pohang Steelers 149,0 pontos
67. Lanús 149,0 pontos
68. Espérance de Tunis 147,5 pontos
69. Dinamo Zagreb 147,5 pontos
70. Estugarda 146,0 pontos

71. Millonarios Bogotá 146,0 pontos
72. AEL Limassol 145,5 pontos
73. Maribor 144,5 pontos
74. FC Porto 142,5 pontos
75. Al-Hilal 142,5 pontos
76. Benfica 141,0 pontos
77. Santos Laguna 141,0 pontos
78. Bayer Leverkusen 140,0 pontos
79. BATE Borisov 138,0 pontos
80. Rosenborg 136,0 pontos

81. Newcastle 136,0 pontos
82. Tolima 135,0 pontos
83. Ajax 134,5 pontos
84. Internacional Porto Alegre 134,0 pontos
85. Young Boys 132,0 pontos
86. Rubin Kazan 132,0 pontos
87. Atlético Nacional Medellín 132,0 pontos
88. Dinamo Kiev 131,5 pontos
89. Everton 130,0 pontos
90. Molde 129,0 pontos

91. Arsenal Sarandí 129,0 pontos
92. Barcelona Guayaquil 129,0 pontos
93. Club Brugge 128,5 pontos
94. Al-Merreikh 127,5 pontos
95. AZ Alkmaar 127,5 pontos
96. Nacional Montevideo 127,0 pontos
97. Bolívar La Paz 127,0 pontos
98. Galatasaray 127,0 pontos
99. Lille 126,0 pontos
100. Montpellier 126,0 pontos

Restantes clubes portugueses

115. Marítimo da Madeira 115,0 pontos
137. SC Braga 103.5 pontos
247. Academica de Coimbra 81,0 pontos
358. Paços de Ferreira 67,0 pontos

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Clubes desejam regulação do mercado de apostas desportivas online

07 dezembro, 2012


A contradição salta à vista: o sector das apostas desportivas online é dos poucos que tem sentido um forte crescimento em Portugal (a exemplo do que acontece em vários países na Europa e no resto do Mundo), mas as vantagens para os clubes (que alimentam esse crescimento, através da sua actividade) ainda são nulas. Portugal é um país com uma forte adesão das apostas online na internet. Ano após ano, o crescimento no número de apostadores mostra valores muito elevados: estima-se que desde 2008 esse crescimento tenha sido na ordem dos 50 por cento – e nos últimos dois anos a tendência foi para um reforço dessa percentagem.

A regulação do mercado de apostas desportivas foi e é uma das prioridades do mandato de Fernando Gomes como presidente da Liga, agora na Federação Portuguesa de Futebol. A preocupação foi identificada, sublinhando a meta que pretende atingir nos próximos tempos: «Regular o mercado das apostas desportivas com receitas para os clubes que sustentam a possibilidade dessas apostas existirem». Desde aí, foram feitas várias diligências no sentido de se avançar com a resolução de um impasse que prejudica fortemente os interesses dos clubes.

No primeiro trimestre de 2012, foi criada uma Comissão Interministerial criada com o objectivo de apresentar uma proposta de legislação sobre as apostas desportivas, que até hoje nunca foi tornada pública, embora já estejam identificadas algumas das causas para a não aceleração deste processo.

Na proposta terão que ser atendidos os diferentes interesses de uma realidade que envolve vários ‘players’. Se, até agora, o legislador português apenas reconheceu a Jogos Santa Casa da Misericórdia de Lisboa como interveniente legítimo nos jogos sociais, o crescimento muito significativo do mercado de apostas desportivas mostra uma nova realidade que deve ser configurada pela lei.

A solução legislativa encontrada terá que contemplar os objectivos dos jogos sociais e as obrigações dos operadores, perante o Estado, mas também respeitando os direitos dos organizadores de competições desportivas e dos clubes. A utilização de nomes e logos dos clubes deverá ser enquadrada, à luz dos direitos de propriedade intelectual que essa utilização implica. E, acima de tudo, o que está em causa é a utilização da própria actividade dos clubes, através dos jogos.

Há, depois, questões mais específicas da regulação dos operadores e da tributação fiscal que se têm mostrado de difícil resolução – mesmo nos países que apresentam um quadro legal bem mais avançado que o nosso, nesta matéria. Todos estes dados deverão ser pesados numa futura legislação sobre apostas desportivas, em Portugal.

A relação entre operadores e clubes

Independentemente dos pormenores que, em cada país, estão a dominar as discussões sobre as respectivas legislações, mantém-se um clima de tensão entre os organizadores das competições e os operadores de apostas. Se o caminho para a regulação parece ser irreversível, a verdade é que a definição sobre a medida para o justo retorno das compensações a pagar a clubes e ligas está muito longe de ser pacífica.

O rumo terá que passar por um processo legislativo que preveja os interesses de todos. Os avanços na regulamentação permitem a criação de um clima mais propício a acordos entre clubes e operadores - os dois principais interessados nos dois lados desta barricada.

Nas últimas épocas, registou-se um forte aumento nos investimentos dos operadores de apostas em publicidade nos clubes europeus. Em França, esse valor ultrapassou os 100 milhões de euros, só durante o ano de 2010. O crescimento do mercado de apostas desportivas, que parece estar para durar, dependerá sempre da capacidade dos clubes em atrair interessados. Daí que faça todo o sentido que os operadores de apostas online pretendam ser uma parte da solução e não dos problemas para os clubes europeus – é que o sucesso da indústria de apostas desportivas decorre da actividade dos clubes.

Em Portugal, a entrada de operadores na publicidade do futebol começou na temporada 2005-2006, com a Bwin a pagar o naming da I Liga. Uma acção judicial da Santa Casa da Misericórdia levou a uma decisão favorável do Tribunal de Justiça das Comunidades. O Braga, na época seguinte, foi o primeiro clube português a celebrar um acordo com uma operadora online, a Sportingbet, mas uma acção judicial voltou a suspender o negócio acordado. Tal como as decisões anteriores, também o contrato de namimg da Taça da Liga teve de ser suspenso por decisão do tribunal em Portugal.

Em vários países europeus, como em França, Espanha, Inglaterra, ou Alemanha, os operadores de apostas estão entre os principais patrocinadores dos clubes. Um exemplo bem conhecido e visível é, obviamente, o do Real Madrid, que tem a Bwin nas suas camisolas, num contrato de cerca de 23 milhões de euros anuais e agora também no Manchester United.

Apesar das dificuldades do longo caminho legislativo que esta questão continua a exigir em Portugal, bem como noutros países da Europa, a relação entre clubes e operadores parece destinada a ser de entendimento. É que ambos os lados da barricada têm um interesse comum: o de retirar dividendos legítimos do fantástico crescimento, em contraciclo com o resto da economia, o mercado de apostas desportivas online tem tido ao longo dos últimos anos.

Em Portugal, o volume anual transaccionado em apostas desportivas online está próximo dos 700 milhões de euros. Por este valor, dará para ter uma ideia da receita fiscal que, anualmente, o Estado desperdiça, ao não ter legislado ainda sobre a matéria. Um pouco por toda a Europa, a discussão legislativa prossegue, com diferentes abordagens, mas uma tendência geral de demora que sinaliza a dificuldade de se encontrarem consensos. Na Alemanha, o combate tem-se focado no monopólio estadual: a actual legislação prevê que cada lander (estado) tenha competências soberanas para dirigir a sua própria política de gestão de apostas desportivas.

Há casos, como o da Finlândia, em que o monopólio estatal é a via escolhida. Nos países nórdicos, o controlo estatal conjuga-se com uma canalização para o desporto de verbas provenientes das apostas desportivas, para fins públicos. Em Espanha, o anteprojecto preparado em 2010 passou a diploma legal. Numa projecção feita no país vizinho, o Estado perdia 600 milhões de euros todos os anos, ao não legislar sobre o tema. Estima-se que, todos os dias, sejam transaccionados na Europa cerca de 38 milhões de euros em apostas desportivas.

Há, ainda, um conjunto de questões fundamentais a resolver no mercado de apostas: como eliminar os riscos do jogo ilegal?; como defender a integridade das competições desportivas e os direitos dos seus organizadores?; como canalizar verbas obtidas pelas apostas desportivas para o financiamento da actividade desportiva?; como combater o branqueamento de capitais? As dúvidas persistem e o caminho continua a ser longo. Para quando a regulação deste mercado em franco crescimento?

Vantagens da Regulamentação do Mercado de apostas desportivas online

· Preservação da integridade das competições

· Autenticidade dos resultados

· Confiança dos investidores

· Viabilização económica dos clubes

· Arrecadação fiscal para o Estado

· Investimentos publicitários para os clubes, provenientes dos operadores

As grandes questões a resolver

· Como eliminar os riscos das apostas ilegais no desporto?

· Como defender a integridade das competições desportivas?

· Como defender os direitos dos clubes e das Ligas?

· Como canalizar verbas das apostas para o financiamento do desporto?

· Como combater o branqueamento de capitais?

Números e Factos do mercado de apostas

· 700 milhões de euros é o valor estimado das apostas desportivas online movimentadas anualmente em Portugal

· 200 mil é o número aproximado de portugueses que fazem regularmente apostas online

· 208 milhões de euros foi o valor da receita anual da Santa Casa da Misericórdia em 2009, sendo 158 milhões resultantes dos jogos sociais

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