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Triste destino II: Mónaco na segunda divisão sem glamour

31 maio, 2011


Na continuação do artigo "triste destino", a nossa viagem passa hoje pelo principado, para esbater um pouco as maleitas que atiraram o AS Mónaco para a segunda divisão da Liga Francesa. Eu recordo para quem esteve atento, que inclui o Mónaco na primeira crónica dos quatro grandes clubes europeus despromovidos esta temporada. Ainda faltava uma jornada, mas estava claro que face ao opositor (Lyon) e ao adversário directo pela permanência jogar em casa (Nice) o destino estava traçado.

Foram 34 anos consecutivos a jogar na máxima elite do futebol francês, onde há apenas onze anos, o Mónaco comemorava a conquista de seu 11º campeonato francês. Há sete anos, o AS Mónaco por pouco não alcançou a maior glória da sua história, quando o FC Porto os derrotou na final da Liga dos Campeões. A época 2010/2011 entra para a história do clube do principado como uma página triste diante de tantos bons momentos vividos recentemente. Em queda abismal, os monegascos amargaram uma inacreditável despromoção, logo no seu jogo 2000 na Ligue 1.


Ironicamente, o homem que há onze anos conduziu o Mónaco ao título da Liga Francesa foi agora o responsável pela queda à segunda divisão. Claude Puel conquistou o seu primeiro título como técnico no AS Mónaco, mas agora dependia de um bom resultado diante da equipa do principado para salvar a sua pele no Lyon. A vitória por 0-2 apenas não confirmou o apuramento do Lyon para a Liga dos Campeões como também deu um sopro de alívio ao treinador.

Mesmo a jogar no Estádio Louis II anormalmente bem composto, o Mónaco exibiu os seus problemas acumulados ao longo da presente temporada. Com a necessidade de impor o seu jogo diante do adversário, o Mónaco sucumbiu por não ter um mínimo de qualidade no seu meio-campo. A falta de criatividade saltou aos olhos e era apenas uma questão de tempo para os visitantes abrirem o marcador.

Sem forçar muito, o Lyon fez o óbvio: derrotou um adversário entregue ao destino, que pouco fez para esboçar uma reacção. Sabia-se desde que à partida para este decisivo jogo que o Mónaco tinha a missão espinhosa para escapar da descida, mas a apatia da equipa, para quem deveria entregar a "vida" para tentar um último esforço de salvação, fez os adeptos perderem qualquer tipo de esperança.


Já há algum tempo, que a direcção do Mónaco andava a cometer inúmeros pecados na administração desportiva para afundar o clube, como acabou por se confirmar. A paciência nunca foi uma virtude dos dirigentes responsáveis, que trataram sempre de interromper projectos a longo prazo logo que os maus resultados desportivos imperaram. Como sempre, a corda rompeu para o lado mais fraco, e os treinadores demitidos foram o prato principal, sem nunca ter havido tempo necessário para um trabalho de fundo.

O Monaco também falhou noutro propóstito. Ao apostar num conjunto de jogadores repleto de jovens e com pouca experiência, o clube do principado ignorou na necessidade de ter alguém experiente em campo para assegurar a tranquilidade necessária nos momentos de oscilações. Não houve essa figura, nem alguém com a qualidade necessária para comandar a equipa e lhes dar alguma referência de qualidade no estilo de jogo. Ainda assim, o sul coreano Park Chu-Young, fez 12 golos, e foi o melhor da equipa.

Para a história deste campeonato, o Mónaco conseguiu uns insuficientes 44 pontos - 9 vitórias em 34 jornadas, 17 empates e 12 derrotas. Marcaram uns míseros 36 golos e sofreram 40.

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Finanças do mercado do futebol europeu crescem 4% na época 2009/2010. Portugal no 9º lugar

30 maio, 2011


O mercado europeu de futebol cresceu 4 por cento (0,6 mil milhões de euros) ao nível de receitas, atingindo o valor total de 16,3 mil milhões euros na época 2009/10, apesar do clima económico adverso. Para este crescimento global contribuiu a subida de receitas das principais cinco ligas europeias, num total de 8,4 mil milhões de euros.

Quanto à Liga Portuguesa, encontra-se no nono lugar da Europa: gerou na época 2009/2010 receitas de 316 milhões de euros. No primeiro lugar continua a liga inglesa, que chegou aos 2,5 mil milhões de euros (oito vezes mais do que a portuguesa, portanto, para um universo de cinco vezes mais habitantes: 50 milhões contra 10 milhões). Estes números garantiram um aumento de cinco por cento relativamente ao ano anterior. De destacar que o mercado português é quase metade do mercado holandês, com 18 milhões de consumidores).

Refira-se ainda que Portugal surge na frente da lista de custos com pessoal. Os clubes nacionais gastaram 68 por cento de tudo o que ganham em salários (o mesmo de Inglaterra), sendo ultrapassados por Itália: 77 por cento. A liga alemã é a que tem um rácio salários/receitas mais baixo: 54 por cento.

O FC Porto é o clube que mais gastou em salários, com 39,3 milhões de euros (40 por cento dos proveitos totais), seguido pelo Benfica: 38,3 milhões de euros (42,8 por cento). O Sporting gastou 23,3 milhões (60 por cento), enquanto o Sp. Braga surge em quarto: 11 milhões (51 por cento).

A situação mais preocupante é a do Sporting, mas também o Sp. Braga gasta acima dos 50 por cento de tecto recomendado pela UEFA. De resto, o peso da massa salarial aumentou praticamente em todas as ligas, o que é alarmante nas vésperas da aplicação do princípio de fair-play financeiro.

O principal motor de crescimento prende-se aos direitos de transmissão televisiva, até 7 por cento, sendo que o valor das 5 principais ligas representa mais de 4 mil milhões de euros.

A Liga Inglesa (Premier League) continua a ser o campeonato com as maiores receitas do mundo. Na época 2009/10, os clubes ingleses tiveram uma receita conjunta de 2,5 mil milhões, um aumento considerável face aos resultados da época anterior, 2,3 mil milhões de euros. A performance da liga inglesa aumentou a diferença para a segunda liga do ranking (Bundesliga) em 800 milhões de euros.

O campeonato alemão é o líder ao nível da lotação dos estádios, com uma média de 42700 espectadores. Este recorde combinado com o aumento das receitas comerciais e pelo facto da Alemanha ser o maior mercado europeu, faz da Bundesliga um segundo classificado no ranking das ligas de futebol europeias mais rentáveis.

A Liga espanhola (La Liga) foi o campeonato com maior crescimento ao nível de receitas, num total de 8 por cento face à época 2008/09. Este aumento foi impulsionado pela performance financeira dos dois principais clubes, Real Madrid e Barcelona, que juntos são responsáveis por 52 por cento do total de receitas do campeonato espanhol. Estes valores conferem à La Liga o título de campeonato mais polarizado da Europa.

A liga italiana (Serie A) aumentou as suas receitas em 3 por cento (38 milhões de euros) para 1,532 milhões na época de 2009/10. A competição italiana permanece na quarta posição, à frente da liga francesa, cuja receita cresceu apenas 2 por centro face ao período homólogo, num total de 1072 milhões. A competição francesa teve o menor crescimento do top cinco.

Fora dos cinco grandes campeonatos, e a grande distância, estão a liga holandesa (420 milhões), a turca (378 milhões) e a russa (368 milhões).

Dan Jones, partner do Sports Business Group da Deloitte, destaca que “é impressionante o crescimento de receitas dos cinco principais campeonatos europeus face à actual situação económico desfavorável. A lealdade incondicional dos fãs, mesmo em tempos difíceis, e a manutenção das parcerias ao nível de transmissão televisiva e patrocínios, provam que o desporto mais popular do mundo continua vivo e muito atractivo. As novas estrelas do futebol europeu são um dos produtos mais desejados pelos canais de televisão e, em termos de receitas, o futebol continua a ser uma história de sucesso económico na maioria dos países da Europa. No entanto, mantém-se o grande desafio, ou seja, o controlo de custos, nomeadamente com salários de jogadores e taxas de transferência.”

O peso da massa salarial nas cinco principais ligas de futebol aumentou 400 milhões, 8 por cento face ao período homólogo, atingindo o valor conjunto de 5,5 mil milhões de euros na época 2009/2010. Em Inglaterra, Itália e França, a subida da massa salarial excedeu mesmo o crescimento das receitas nos respectivos campeonatos e na Alemanha registou-se um equilíbrio entre as duas realidades. Em Espanha o cenário é completamente diferente, excluindo o Real Madrid e Barcelona, uma vez que o rácio entre salários e receitas teve uma quebra de 60 por cento, a maior descida nos últimos dez anos.

Apesar de uma quebra a nível das receitas operacionais de 172 milhões para 138 milhões, a Bundesliga mantém-se como o campeonato mais rentável da Europa. A Premier League reduziu a diferença entre receitas operacionais e lucros, com as receitas operacionais a atingirem 101 milhões. A Serie A e Ligue 1 mantêm-se deficitárias. Em Espanha, Barcelona e Real Madrid geram lucros substanciais, mas os restantes clubes registaram um prejuízo agregado significativo.

Alex Byars, senior consultant do Sports Business Group da Deloitte, realça que “a intervenção da UEFA seria bem-vinda, numa base pan-europeia, para ajudar os clubes a controlar os seus custos de forma mais sustentável, dado que em quatro dos cinco maiores campeonatos europeus se verificou um aumento do rácio entre salários e receitas”, finalizando que “a aplicação do conceito “fair play” para a área financeira foi aprovada, pela UEFA, em Setembro de 2009 e a regulamentação publicada em Maio de 2010. Neste âmbito, os clubes já deverão estar bastante avançados na implementação dos ajustes necessários aos planos de negócio para época 2011/12 de forma a cumprir as novas regras. Em particular, os clubes devem esforçar-se por garantir um maior equilíbrio entre custos e receitas, como forma de ganhar a flexibilidade interna necessária para absorver eventuais choques de receitas”.

Podem consultar todo o artigo da Deloitte (inglês) neste pdf.

Fonte: Deloitte

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Novos equipamentos do Benfica 2011/2012

29 maio, 2011


Será esta a nova camisola oficial do Benfica para a temporada 2011/2012. A camisola fabricada pela Adidas, faz relembrar os kits do Benfica dos anos 80, e mantém o principal patrocinador TMN na frente, e a Sagres nas costas.

* clique nas fotos para ver em tamanho maior.







A grande novidade surge na eliminação do logótipo da empresa de telecomunicações móveis, que apresentava uma "caixa azul" na frente da camisola. Agora, apenas as letras TMN aparecem a branco. A gola é branca com decote em V, e o simbolo de comemoração da vitória na Taça dos Campeões Europeus (1962) mantêm-se. Existe ainda umas finas listas douradas nas mangas e nas costas.


Quanto ao equipamento secundário do Benfica, pelas informações que encontrei na internet, será esta camisola em tons dourados e preto.

Podem consultar os equipamentos dos principais clubes europeus, neste post. Como já referi anteriormente, os três grandes de Portugal terão postagens individuais.

Vídeo de apresentação do equipamento principal do Benfica 2011/2012


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Barcelona campeão europeu 2010/2011

28 maio, 2011


Pela quarta vez na sua história o Barcelona levantou a mais ambicionada taça europeia de clubes, a Liga dos Campeões, e novamente com a autoridade e classe de um grupo de jogadores ímpares no panorama futebolístico mundial. Não restou alternativa ao Manchester United, que teve que contentar-se com o título de vice-campeão da europa e aplaudir os campeões espanhóis do alto do palanque.


O Barcelona com a quarta taça Liga dos Campeões, é apenas superado por Real Madrid, AC Milan e Liverpool - e tornou a Espanha no país com mais triunfos na prova. Esta vitória do Barça permitiu ao clube igualar o Ajax e o Bayern de Munique com quatro títulos europeus, mais um que o vencedor da época passada, o Inter, e que o finalista vencido em Wembley, o Manchester United. O Real Madrid continua a ser a equipa com mais sucesso na Taça dos Campeões Europeus, mantendo os nove triunfos, o último dos quais em 2002, com o Milan a contar com sete títulos e o Liverpool com cinco.

Os títulos de Barcelona foram todos conseguidos nos últimos 20 anos, o primeiro em Wembley, em 1992, depois das derrotas nas finais de 1961 (Benfica) e 1986 (Steaua). Apesar de um novo desaire na final de 1994 (Milan), os catalães voltaram a ser campeões europeus em Paris, em 2006, e frente ao Manchester United, em Roma, há dois anos.

Esta vitória significa que a Espanha arrecadou 13 títulos europeus - todos conquistados pelo Barcelona e pelo Real Madrid –, somando mais um que a Itália. A Inglaterra está no terceiro lugar, com 11 triunfos na prova.


No Estádio de Wembley, a equipa catalã venceu o Manchester United, por 3-1, com facilidade acima do esperado porque, antes de tudo, dominou o meio-campo. Em teoria, eram apenas três médios blaugrana – Busquets, Xavi e Iniesta – contra quatro reds devils – Valencia, Carrick, Giggs e Park. Ainda assim, o Barça tinha superioridade numérica. O sul-coreano Park ficou tão preocupado com as subidas de Daniel Alves que se "esqueceu" do trio do Barça. Giggs e Valencia não são conhecidos pela boa marcação defensiva e não conseguiram evitar e parar a boa circulação de bola do Barcelona.


Então, desta forma, havia apenas Carrick para fazer as compensações. Não foi surpresa verificar que Iniesta e Xavi tenham jogado com toda a liberdade, trocando a bola as vezes que quiseram. Para terem uma ideia, o trio do meio-campo do Barcelona fez 296 passes certos, com um aproveitamento entre 89 e 92%. Já o Manchester United fez (entre toda a sua equipa) 301 passes, com 72% de eficácia. Iniesta passou a bola a Messi 39 vezes, uma a mais que Xavi. Entre as duplas do United que mais trocaram a bola entre si: Ferdinand-Van der Sar (17 vezes), Vidic-Ferdinand (16) e Vidic-Van der Sar (15), o que prova a ausência dos médios do Manchester durante o encontro.

Um dos aspectos mais fascinantes do sistema de jogo do Barcelona é o modo compacto e fluído dos movimentos que os deixam sempre em superioridade numérica sobre os adversários. Onde quer que a bola esteja, estão sempre mais jogadores culés do que contrários. É uma matemática difícil de combater.


José Mourinho teve sucesso uma vez, com o Inter de Milão na última Liga dos Campeões. Mas, aí, aproveitou a noite infeliz da defesa catalã para vencer em Milão por 3-1 e, depois, montar uma defesa com duas linhas de quatro extremamente recuadas para bloquear o poderio atacante blaugrana e perder apenas por 1-0 em Camp Nou. Esta época, teve sucesso parcial: ao preparar o Real Madrid com três médios-defensivos, não impediu o domínio na posse de bola, mas tirou boa parte do poder de criação. No entanto, a sua equipa ficou inoperante, e pagou por isso.


Messi terminou a temporada como melhor marcador da Champions League pelo terceiro ano consecutivo, conluindo a prova com 12 golos.Mario Gomez (Bayern) e Eto'o (Inter) conseguiram ambos oito golos, mais um que Anelka (Chelsea), enquanto três jogadores acabaram a prova com seis: Cristiano Ronaldo e Karim Benzema (Real Madrid), e Roberto Soldado (Valencia).

Vídeo

Barcelona 3-1 Manchester United


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Antevisão: Manchester United - Barcelona - final da Liga dos Campeões 2010/2011

26 maio, 2011


Esta é a 11ª final da Champions em que um dos finalistas joga em "casa". Essa vantagem teórica tem sido determinante, pois em sete ocasiões, prevaleceu o "factor-casa", sendo que em 1968, o Manchester conquistou o seu primeiro troféu em Wembley, diante do Benfica. Real Madrid, Milan, Ajax, Liverpool, Juventus e Dortmund foram as restantes equipas que fizeram a festa nas suas nações. Curiosamente, o Barcelona, em 1986, já perdeu uma final em Sevilha, diante do Steaua de Bucareste.


Em dez confrontos entre as duas equipas há um empate técnico: três vitórias para cada lado e quatro empates. No que toca a finais, o Barcelona venceu a última, em 2009, relativa à Champions, enquanto o Manchester United derrotou os catalães em 1991, na Taça das Taças.


Barcelona

Foi debaixo das velhas torres gémeas de Wembley que o Barcelona venceu o seu primeiro título de campeão europeu, em 1992. O reconstruído estádio nacional de Inglaterra volta agora a poder coroar os "azulgrana", numa altura em que estes se preparam para defrontar o Manchester United na repetição da final da Champions League de 2009 entre ambos.

O Barcelona saiu vencedor há duas temporadas e parte ligeiramente como favorito ao triunfo, dado o espantoso, atraente e incisivo futebol de passe e circulação de bola que lhe permitiu marcar 27 golos rumo à final. Depois de encabeçar o Grupo D à frente do FC Copenhaga, os catalães eliminaram o Arsenal e o Shakhtar Donetsk antes de fazerem o mesmo nas meias-finais ao arqui-rival espanhol do Real Madrid.

O treinador Josep Guardiola ganhou a Taça dos Clubes Campeões Europeus em Wembley como jogador em 1992 e espera conseguir guiar o clube ao seu quarto título no recinto. Pode ser a penúltima oportunidade para o fazer, pois desde que renovou contrato com o emblema até 2012, disse que o seu reinado está "mais perto do fim do que do início".

Palmarés nas competições de clubes da UEFA

• Taça dos Clubes Campeões Europeus: 1992, 2006, 2009; (1961), (1986), (1994)
• Taça dos Vencedores das Taças: 1979, 1982, 1989, 1997; (1969), (1991)
• Taça UEFA: 1992, 1997, 2009; (1979), (1982), (1989), (2006)

Palmarés nacional

• Campeonatos: 21
• Taças de Espanha: 25

Presenças anteriores em finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus

6 (venceu 3, perdeu 3)

Ranking de clubes da UEFA

2º (o adversário Manchester United é 1º)

Melhor marcador

Liga: Lionel Messi, 31
Champions League: Lionel Messi 11

Pontos fortes e fracos

O instinto para reter a posse da bola parece estar programado no código genético dum jogador do Barcelona. O clube catalão tem mais vezes a bola em seu poder do que o adversário em todos os jogos, em casa e fora, desde a derrota por 4-1 frente ao Real Madrid, em Maio de 2008. Em termos individuais, o avançado argentino Lionel Messi é, obviamente, a jóia da coroa, com 52 golos apontados esta época, todas as competições incluídas, incluindo 11 em 12 jogos na Liga dos Campeões. No entanto, as preocupações adensam-se quanto à eventual fadiga mental e física da equipa, os efeitos da batalha de quatro meses de Carles Puyol contra uma lesão num joelho e a recente seca de golos de David Villa.

Momento-chave

Por toda a sua criatividade cintilante e capacidade implacável para marcar, a presença do Barça nas meias-finais deve-se muito ao ponta-de-lança Nicklas Bendtner, do Arsenal, que falhou uma ocasião de golo tardia em Camp Nou e que poderia ter afastado os anfitriões há duas eliminatórias. O Arsenal roubou a bola a Adriano no flanco direito, Arshavin passou a Wilshere e este, por sua vez, desmarcou Bendtner no centro do terreno, mas um mau domínio do avançado permitiu a Víctor Valdés agarrar a bola. "Se o Bendtner tivesse dominado melhor, talvez tivéssemos sido eliminados", reflectiu Guardiola.

Herói improvável

Tinha que ser o notável Valdés. Os "blaugrana" pressionam tão alto no terreno que muitas das suas defesas são em lances de um-para-um, nos quais seria de esperar golo por parte do atacante. A concentração do guarda-redes, de 29 anos, também precisa de ser elevada, já que por vezes está uma hora ou mais sem ter muito trabalho – e, depois, subitamente precisa de realizar intervenções em fracções de segundo. Sofreu apenas 16 golos nos últimos 21 jogos da competição e as inúmeras defesas efectuadas nos quartos-de-final irão, provavelmente, causar pesadelos aos avançados do Shakhtar durante os próximos meses.

Forma

Lugar no campeonato: 1º (Últimos cinco jogos: DVEEV)

Equipa dominante em Espanha nas últimas três épocas, o Barcelona pode finalmente estar a pagar o preço por disputar tantos jogos ao mais alto nível e a um ritmo diabólico, com os homens-chave de Guardiola também em destaque nas respectivas selecções. Continuam a dominar a posse de bola, no entanto, parecem ter perdido alguma acutilância na hora de rematar à baliza, enquanto alguma falta de ritmo na defesa também permitiu aos adversários terem mais oportunidades do que é costume. Embora se tivessem sagrado campeões mais uma vez, não o fizeram com a mesma verve e estilo criativo durante grande parte do tempo.

Estatística decisiva

Para além dos 140 golos marcados na presente época em todas as competições, os jogadores do Barça já acertaram nos ferros da baliza por 28 vezes.


Manchester United

O Manchester United percorreu um círculo completo até ao local do primeiro triundo da prova, quando se prepara para defrontar o Barcelona na final da Liga dos Campeões naquela que é a "casa espiritual" do futebol inglês, Wembley.

Foi no antigo Wembley que a formação de Old Trafford escreveu pela primeira vez o seu nome na lista dos campeões europeus de clubes, ao derrotar o Benfica em 1968 e é a Wembley que vai regressar no sábado à procura da desforra do desaire frente aos espanhóis no jogo decisivo da competição em 2009 rumo ao quarto título.

Invicto na competição, o United tem estado muito forte defensivamente na prova, tendo sofrido apenas quatro golos. A turma de Manchester venceu o Grupo C à frente do Valencia, com quatro vitórias e dois empates e superou o Olympique de Marselha nos oitavos-de-final com 2-1 no total das duas mãos, antes de derrotar o rival Chelsea com triunfos em casa e fora nos quartos-de-final e fazer o mesmo ao Schalke 04.

Palmarés nas competições de clubes da UEFA (finalista vencido entre parêntesis)

• Taça dos Clubes Campeões Europeus: 1968, 1999, 2008; (2009)
• Taça dos Vencedores das Taças: 1991
• SuperTaça Europeia: 1991 (2008)

Palmarés nacional

• Campeonato: 19 (2011)
• Taça de Inglaterra: 11 (2004)
• Taça da Liga inglesa: 4 (2010)

Presenças anteriores em finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus

4 (venceu 3, perdeu 1)

Ranking de Clubes da UEFA

1º (o adversário Barcelona é 2º)

Melhor marcador

Liga Inglesa: Dimitar Berbatov, 21
Champions League: Javier Hernández, 4

Pontos fortes e fracos

A caminhada do United na prova tem sido pautada por uma enorme solidez defensiva. Edwin van der Sar, aos 40 anos, continua a mostrar extrema segurança. O holandês vai despedir-se dos relvados neste jogo e tenciona conquistar o seu terceiro troféu na prova, 16 anos depois da primeira conquista ao serviço do Ajax. Esta será a quinta final para o guarda-redes holandês que já venceu uma Liga dos Campeões pelos red devils, frente ao Chelsea. Em caso de vitória torna-se no jogador mais velho a erguer a Taça, batendo a marca de Paolo Maldini, que venceu a Champions pelo Milan em 2007, aos 38 anos.

Rio Ferdinand e Vidic formam uma formidável dupla de centrais. Com apenas 12 golos marcados, o United apresentou o pior ataque entre as quatro equipas presentes nas meias-finais, mas assinou seis contra o Schalke e sublinhou o regresso de Wayne Rooney à boa forma e a impressionante parceria com Hernández, revelação nesta sua época de estreia. A experiência de Ryan Giggs e o ressurgimento de Michael Carrick ajudaram o United a compensar a ausência do lesionado Darren Fletcher, embora as críticas se mantenham quanto à necessidade de ter um médio-centro mais dominador e possível motivo de preocupação dada a força do Barcelona nessa área do terreno.

Momento-chave

O ManUnited deu o mote para o que seria esta sua participação na prova na segunda jornada da fase de grupos, na visita a Valência, quando Hernández saltou do banco para decidir um encontro extremamente equilibrado com um golo ao cair do pano, o primeiro do jovem mexicano na Champions League. Foi um sinal do que estava para vir: antes do embate com o Schalke, seis dos sete triunfos do United tinham sido alcançados pela margem mínima. O campeão da Liga Inglesa chegara à final sofrendo apenas um golo fora de Old Trafford e, com a vasta experiência europeia que possuem, têm um invejável conhecimento no que toca a jogos vitoriosos.

Herói improvável

Poucas vezes mencionado, Ji-Sung Park não é daqueles jogadores que gostem de se colocar à frente dos holofotes, mas foi justamente aclamado após apontar o golo da vitória na partida da segunda mão dos quartos-de-final, com o Chelsea. O golo de Park – o seu primeiro desde Dezembro, quando garantiu o triunfo sobre o Arsenal – sublinhou a sua apetência para actuar a grande altura nos jogos mais importantes do United. Ferguson deixou-o de fora da final em 2008, mas a energia e versatilidade de Park fazem dele um elemento determinante.

Forma

Lugar no campeonato: 1º (últimos cinco jogos: VDVEV)

A formação de Old Trafford confirmou a conquista do seu 19º título a 14 de Maio ao empatar 1-1 no terreno do Blackburn Rovers. Teve ainda mais motivos para festejar, pois permitiu-lhe ultrapassar o recorde de 18 há largos anos fixado pelo Liverpool. O United, que encerrou a sua campanha com um triunfo em casa sobre o Blackpool, por 4-2, mostrou ser especialista durante a Primavera na ponta final da prova, uma vez que ganhou cinco e empatou dois dos derradeiros oito encontros da Liga.

Estatística decisiva

O Manchester United é a primeira equipa na era da Champions League a atingir a final da prova sem ter sofrido qualquer golo fora de casa.

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Estádio de Wembley: A história do palco da final da Liga dos Campeões 2010/2011

24 maio, 2011


Costuma-se dizer que existem duas Catedrais do futebol mundial, dois estádios que pelo seu simbolismo e pela sua história enriqueceram o palmarés dos mais ilustres clubes e selecções nacionais. Obviamente refiro-me ao Estádio de Wembley, em Inglaterra, e Maracanã, no Brasil.

Como todos já estamos "carecas" de saber, o Estádio do Wembey vai ser palco da final na Liga dos Campeões entre Manchester United e Barcelona, e será neste recinto mítico que vou pormenorizar as suas memórias, as suas finais europeias, e a sua renovação ao longo dos tempos.

Wembley sofreu uma enorme transformação desde a última vez que recebeu a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1992, mas o novo estádio não perdeu o prestígio, mantendo o seu fascínio para adeptos e jogadores. As famosas torres deram lugar a um arco sobre o estádio, que foi totalmente reconstruído e é agora um dos recintos mais modernos e deslumbrantes do Mundo. Com capacidade para 90 mil pessoas, o novo Wembley reabriu as suas portas em 2007, e é novamente a casa da selecção inglesa e das finais da Taça de Inglaterra e da Taça da Liga inglesa.

Conhecido como a Casa do Futebol, Wembley goza há muito de um lugar privilegiado no futebol europeu, tendo recebido cinco finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus, mais do que qualquer outro estádio, assim como duas finais da Taça dos Vencedores das Taças. O AC Milan derrotou o Benfica por 2-1 na primeira final europeia em Wembley, em 1963, antes de o Manchester United se tornar no primeiro vencedor inglês da competição, novamente com uma vitória sobre o clube da Luz, por 4-1, após prolongamento, em 1968. Em 1971, o Ajax derrotou o Panathinaikos por 2-0 e ergueu o troféu pela primeira vez e, nas outras duas finais, o Liverpool derrotou o Club Brugge (1-0) em 1978, e o Barcelona alcançou o mesmo resultado contra a Sampdoria, em 1992.


O Estádio de Wembley original era conhecido como o Estádio do Império, e foi construído como peça central da Exposição do Império Britânico no final da I Grande Guerra. Apesar de só ter sido oficialmente inaugurado pelo Rei Jorge V a 23 de Abril de 1924, o recinto recebeu a sua primeira final da Taça de Inglaterra no ano anterior, quando cerca de 200 mil espectadores assistiram à vitória do Bolton sobre o West Ham, por 2-0. Esse jogo ficou conhecido como a "final do cavalo branco", já que o controlo da multidão foi exercido por polícia a cavalo.

O antigo estádio, que recebeu o nome do subúrbio londrino de Wembley, onde foi construído, seria o centro do futebol inglês até à sua demolição em 2000, para dar lugar à estrutura actual. Wembley recebeu os Jogos Olímpicos de 1948, e ainda a final do EURO 96, mas da perspectiva dos ingleses, o seu ponto alto foi indubitavelmente o dia 30 de Julho de 1966, quando Geoff Hurst marcou um "hat-trick" que ajudou a Inglaterra a vencer a República Federal da Alemanha por 4-2 na final do Campeonato do Mundo.

O estádio não foi apenas cenário de partidas históricas de futebol. Sediou, também, grandes concertos como os: Queen, U2, Tina Turner, Michael Jackson, Madonna, Oasis, Guns N’ Roses, Green Day, Pink Floyd, Bon Bovi, Foo Fighters, entre outras grands bandas e músicos. O recinto recebeu ainda jogos de outros desportos como rugby e futebol americano, este, em outubro de 2007, quando os New York Giants e Miami Dolphins enfrentaram-se num jogo válido pela NFL.

Todas as 5 finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus (Wembley)


AC Milan 2-1 Benfica (22 de Maio de 1963)

O Milan, treinado por Nereo Rocco, tinha no seu plantel nomes como Gianni Rivera, Cesare Maldini e Giovanni Trapattoni. Mas, na final contra o Benfica, quem se destacou foi José Altafini, que venceu o Mundial de 1958 com a Selecção Brasileira. Altafini, marcou os dois golos contra os encarnados.

Vencedor da Taça dos Campeões em 1961 e 1962, o Benfica, por sua vez, contava com "Rei" Eusébio. O Pantera Negra, inclusive, inaugurou o marcador para as Águias em pleno estádio Wembley. Mas, na segunda parte, Altafini garantiu ao AC Milan o primeiro título da competição para uma equipa italiana.


Manchester United 4-1 (ap) Benfica (29 de Maio de 1968)

Dez anos depois do desastre aéreo em Munique, em que sete jogadores do Manchester United morreram devido à queda do avião e ainda Duncan Edwards que faleceu duas semanas depois ao ficar gravemente ferido, os Red Devils conquistaram o seu primeiro título europeu. A equipa de Matt Busby não conseguiu ganhar um jogo fora em toda a campanha, por isso foi com algum conforto que defrontou o Benfica num estádio familiar, mesmo que tenha sido necessário esperar pelo golo de cabeça de Bobby Charlton, aos 53 minutos, para inaugurar o marcador. No entanto, Jaime Graça empatou para o conjunto português a 11 minutos do fim e o Benfica esteve perto de conseguir a vitória quando Eusébio obrigou Alex Stepney a uma defesa decisiva nos instantes finais. O avançado viria a arrepender-se desse falhanço quando George Best e Brian Kidd marcaram nos primeiros quatro minutos da primeira parte do prolongamento. A última palavra pertenceu a Charlton, um dos sobreviventes do desastre de Munique.


Ajax 2-0 Panathinaikos (2 de Junho de 1971)

Antes de implantar o futebol total na seleção holandesa, o treinador Rinus Michels usou a sua táctica no Ajax. A equipa de Amesterdão de 1971, que contava com Johan Neeskens e Johan Cruyff, disputou a final da competição com o Panathinaikos, treinado por Ferenc Puskás. Para os holandeses, era a hipótese da equipa esquecer a derrota no título europeu da época 1968/69, quando foi derrotada pelo AC Milan por 4-1. O Panathinaikos, por sua vez, já fazia história ao ser o primeiro grego a alcançar a final da Taça dos Campeões, feito até hoje nunca alcançado por outro clube da Grécia.

O Ajax suplantou o Panathinaikos graças a dois golos com 82 minutos de diferença: Dick van Dijk inaugurou o marcador logo a abrir, para Arie Haan selar o resultado final ao cair do pano.


Liverpool 1-0 Club Brugge (10 de Maio de 1978)

O Liverpool foi bi-campeão da Europa em 1978, ao derrotar o Brugge por 1-0 na final e tornou-se o primeiro clube inglês a conquistar a competição em dois anos seguidos. O autor do golo da vitória, foi apontado pelo actual treinador dos "reds" Kenny Dalglish, contratado no mesmo ano para substituir o craque Kevin Keegan, que tinha sido transferido para o Hamburgo.

Além de Dalglish, o Liverpool contava com outro escocês bem nos familiar: Graeme Souness. Já do lado do Brugge, a equipa depositava esperança no treinador Ernst Happel. O técnico austríaco jque á tinha sido vencedor da Taça dos Campeões com o Feynoord em 1970. A equipa belga eliminou Atlético de Madrid e Juventus a caminho da final.


Sampdoria 0-1 (ap) Barcelona (20 de Maio de 1992)

Foi a última época em que a competição chamou-se Taça dos Campeões Europeus e última vez que uma final foi disputada em Wembley, Barcelona e Sampdoria tentavam o seu primeiro título na competição maior.

Treinado por Johan Cruyff, o "Dream Team" do Barcelona era composto por Pep Guardiola, Zubizarreta, Stoichkov e Michael Laudrup. Já a Samp tinha Lombardo, Roberto Mancini e Gianluca Vialli como principais fontes de perigo. O internacional holandês Ronald Koeman acabou por fazer o único golo aos 112 minutos, num dos livres típicos que o celebrizaram, desfeiteando Gianluca Pagliuca.

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Triste destino: Sampdoria da Liga dos Campeões à Série B

22 maio, 2011


Esta temporada, vai ficar marcada pela derrocada de quatro clubes emblemáticos que disputam o Top 5 das principais ligas de futebol na europa. Da Inglaterra à França, passando pela Espanha e Itália, todas essas Ligas perderam para a segunda divisão clubes que temos alguma estima e admiração. Falo da Sampdoria, West Ham, Deportivo da Corunha e Mónaco.

Será sobre estas quatro equipas, que vou fazer uma crónica individual, com o balanço desportivo e os motivos que levaram ao seu fracasso.

Começo desde logo pela histórica Sampdoria. Carinhosamente designada de "Samp", desceu do céu ao inferno em apenas 12 singelos meses. Depois de uma grande época em 2009/10, a Sampdoria começou esta temporada com a expectativa de conseguir ainda melhores objectivos. Com uma boa equipa bem comandada por Luigi Del Neri e um punhado de bons jogadores, especialmente os dois avançados, esperava-se que a equipa da cidade de Génova chegasse à fase de grupos da Champions League e lutasse, novamente, por um lugar nas competições europeias.

Esse cenário caiu por terra logo no início da temporada. Ainda em Setembro/2010, no decorrer do play-off da Liga dos Campeões, a "Samp" caiu diante do Werder Bremen, depois de ter conseguido anular uma desvantagem de 3-1, trazida da Alemanha. No Estádio Luigi Ferraris, durante o prolongamento, acabaria eliminada pela, então, equipa de Hugo Almeida.

Curiosamente, no arranque da Serie A, a Sampdoria até começou bem com uma vitória sobre a Lazio, mas depois ficou cinco jogos consecutivos sem vencer, com quatro empates e uma derrota. Nos 18 jogos da primeira volta, apenas cinco vitórias, o que já dava uma ideia do futuro negro que teria pela frente.


A base da equipa era a mesma da temporada anterior. Os nomes que compunham o onze, foram: Gianluca Curci; Zauri, Daniele Gastaldello, Stefano Lucchini e Ziegler; Daniele Maninni, Palombo, Fernando Tissone e Stefano Guberti; Giampaolo Pazzini (Nicola Pozzi) e Massimo Maccarone. E foi no planeamento ofensivo da equipa, parte da explicação do fracasso esta temporada.

Os dois principais jogadores da "Samp" na época passada, Antonio Cassano e Giampaolo Pazzini, não terminaram o campeonato no clube. O primeiro foi afastado ainda na primeira volta, depois de uma ruptura com o presidente Riccardo Garrone. Ficou sem jogar e acabou por ser vendido ao AC Milan em dezembro. Já Pazzini foi o avançado que mais jogou pelos Blucerchiati na temporada, 18 jogos, mas deixou o clube em janeiro rumo ao Inter de Milão, também vendido pelo clube.

Os dois acabaram por ser as duas melhores contratações do mercado de inverno. Cassano foi opção no ataque do AC Milan e foi importante na campanha que acabou com o título rossonero. Enquanto que, Pazzini ganhou o lugar a Diego Milito quando o argentino esteve lesionado e não deixou mais o "onze" nerazurro. Marcou golos importantes e fez falta ao Inter na Liga dos Campeões, onde não pode jogar devido já ter alinhado pela Sampdoria na fase dos play-off – a mesma situação, sucedeu-se com Cassano nos rossoneri.

A perda dos seus dois principais jogadores foi um golpe duro, que foi agravado pela chegada do italiano Federico Macheda, emprestado pelo Manchester United. Este não conseguiu corresponder às expectativas e acabou no banco de suplentes. Dos 14 jogos que fez pela Sampdoria, Macheda foi apenas titular em três.

Quem também chegou em janeiro foi Massimo Maccarone, que veio do Palermo. Apesar de ter feito um papel melhor que Macheda, ainda deixou a desejar. Fez 17 jogos e marcou três golos, um deles de penalty. Fez pouco para inverter a péssima primeira volta, aliada à fraquissima soma de pontos.

O francês Jonathan Biabiany, que veio como contrapartida do Inter de Milão no negócio Pazzini, também ficou abaixo do esperado. Fez 16 jogos, oito deles como titular, fez uma assistência e marcou um golo. Não conseguiu ser titular na frente de ataque, nem no meio-campo.

Ao contrário do que se esperaria, o desempenho na segunda volta foi ainda pior. Dos 21 jogos seguintes, apenas três vitórias, quatro empates e 14 derrotas. Desempenho que ditou a descida, a uma jornada do fim. O aproveitamento da Sampdoria nas 38 jornadas disputadas foi de 29% dos pontos – com um total de oito vitórias, 12 empates e 18 derrotas, com 33 golos marcados e 49 sofridos.

A Sampdoria perdeu talento e perdeu organização. Isto porque o treinador da equipa na temporada passada era Luigi Del Neri, que foi para a Juventus. Quem o substituiu, Domenico Di Carlo, que veio do Chievo, não conseguiu manter o nível. Os bons jogadores da equipa passaram a não render e o esquema táctico mudou muito. O mesmo problema viveu Alberto Cavasin, contratado em março, após a demissão de Di Carlo. Assim como o antecessor, não encontrou maneira de resolver os problemas tácticos e encaixar as peças.


Para piorar a situação, a Sampdoria chegou ao derby de Génova com a corda no pescoço. Não podiam perder para o grande rival da cidade, quando esses mesmos tinham toda a motivação de afundar os blucerchiati. E a derrota acabou por acontecer em tons dramáticos, nos descontos e nos últimos segundos da partida. A derrota na jornada seguinte frente ao Palermo acabou por condenar o destino da Sampdoria. Do outro lado da barricada, os adeptos do Génova de Miguel Veloso e Eduardo provocavam dizendo “amar Garrone”, pela sua gestão que levou a equipa do céu ao inferno na mesma época.

Os adeptos do Génova fizeram um funeral para a Sampdoria. A rivalidade levou 30 mil pessoas a brincar com o mau momento da Sampdoria. a participação superou a média de assistência nos jogos do Génova de Miguel Veloso e Eduardo.


O filho do Presidente da Sampdoria (Ricardo Garrone), Edoardo Garrone, tentou explicar os erros da época desportiva da seguinte forma: “Nós pensámos que poderíamos ter feito algo de bom na Liga dos Campeões com o planeamento que tínhamos feito. Teríamos certamente outras opções. Sobre a troca de treinador, sentimos que Di Carlo não era mais capaz de conduzir a equipa. A escolha de Cavasin, aparentemente mal pensada, foi porque pensávamos que um técnico conhecido pela sua determinação serviria para dar à equipa o alento que precisava em termos de carácter”.

Uma das causas do péssimo ano foi uma sequência de eventos que não tivemos sorte. Tinhamos tido um mau início na Liga dos Campeões. É certamente verdade que as nossas acções não foram ajudadas pela sorte, mas falar de azar nesta altura não faria sentido. Eu quero encontrar pelo menos um aspecto positivo: eu posso confirmar mais uma vez que faremos tudo para voltar imediatamente à Serie A e fazer uma equipa ainda mais forte do que antes”, explicou ainda Edoardo Garrone.

Quem não achou muita piada às explicações, foram os adeptos. Muitos protestaram de maneira violenta, jogadores metidos ao barulho e apenas Palombo foi poupado. A descida será uma situação que o clube terá que suportar e aguentar. Em 2011/2012, os blucerchiati terão que tentar manter as principais pedras da equipa e reconstruir parte da equipa.

Pessoalmente, acredito, que dentro de um ano, teremos a Samporia de novo entre os maiores de Itália. Aposto em grande que isso aconteça, e para o ano cá estarei para dar a cara. Bari e Brescia, foram os outros acompanhantes a segunda divisão italiana, conhecida comercialmente por Serie B (Bwin).

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FC Porto vencedor da Liga Europa 2010/2011. Portugal vence ranking da UEFA

19 maio, 2011


Se algum adepto do FC Porto sonhava, 12 meses depois, vencer a Liga Portuguesa e Liga Europa, além da Supertaça e Taça de Portugal, os meus parabéns é um grande optimista. Poucos clubes no Mundo podem gabar-se de permitir oscilações desportivas de um ano para o outro e vencer tão categoricamente como fez o Porto versão 2010/2011.

Com André Villas-Boas no comando, foram 27 vitórias e três empates nos 30 jogos disputados na Liga Portuguesa, mais o brilharete de conseguir o recorde europeu de 37 golos na vitoriosa campanha na Liga Europa concluída em Dublin. Alguns avançam já a possibilidade, deste Porto, repetir a dose europeia de José Mourinho (2002/2004), em vencer dois anos seguidos competições europeias. Para a próxima temporada, falamos da Liga dos Campeões. Será assim? Certamente, e tal como abrir este post, haverá optimistas.

Na Dublin Arena, apesar de ter sido um jogo morno, o Porto não chegou a ser seriamente ameaçado pelo Braga. Na primeira parte, os bracarenses conseguiram impor o seu jogo, dificultando o rival com uma marcação bastante forte que arrefeceu o sector de criação portista. Domingos Paciência viveu, por assim dizer, dois momentos. Acertou ao surpreender e mandar para o palco do jogo dois médios defensivos (Custódio foi titular com Vandinho, rendendo Leandro Salino), que pudessem anular a criatividade de João Moutinho e principalmente Freddy Guarin. Mas falhou ao arriscar Rodriguez no centro defensivo, visto que o peruano, como se viu, esteve longe de seu melhor.

Durante 43 minutos, a mudança de Domingos no meio-campo deu certo. Guarin até nem esteve mal, visto que mesmo fortemente marcado, tentou movimentar-se e, de alguma forma, “libertou” espaços para Hulk comandar as acções portistas descaindo pela direita. O brasileiro fez a vida difícil a Sílvio –embora sem encontrar Falcão, bem acompanhado pela defesa do Braga. Os minhotos pouco avançavam, é verdade, mas como conseguiram conter o ímpeto portista, e ganharam o meio-campo. O homem da ligação seria Hugo Viana, mas este, não esteve bem na ligação ao ataque.
Aos poucos, porém, Guarin começava a encontrar espaços vazios, caindo mais na ala direita, e numa dessas situações, após um passe errado de Rodriguez, cruzou a bola para a cabeça de Falcão, sem o acompanhamento de Paulão. Golo do título. Para aqueles que pensaram que o jogo iria abrir, puro engano. As duas equipas conheciam-se bem. De um lado, o Braga sabia que não adiantava abrir-se e mudar o sistema de jogo. Do outro, o Porto também sabia que o Braga não iria alterar e por isso preocupou-se essencialmente em manter o domínio do jogo.

Não foi, uma exibição “à Porto”. Mas foi a actuação de uma equipa que, mesmo quando não estava bem, adaptou-se às suas dificuldades e às impostas pelo arsenalistas para tomar conta de um jogo, em que os nervos, naturalmente, ficam mais aflorados, como é o caso de uma final europeia. O Braga, por sua vez, fez o que pode. Defendeu bem, como foi seu apanágio, e teve apenas uma (e fatal) falha. Domingos Paciência ainda mexeu na segunda parte, ao substituir Rodriguez e lançar Kaká e Mossoró. Este último, acabou por ter nos pés a única oportunidade de ouro para empatar, mas permitiu a defesa a Helton. Alan, de quem se esperava muito, esteve completamente ausente. E Lima, na frente, não teve uma única possibilidade de visar a baliza do Porto.

Após o final, muito se falou que foi um jogo fraco, abaixo do esperado. De facto, a partida não foi emocionante. Porém, se faltou brilho, é inegável que o jogo em si foi motivo de orgulho para Portugal.

Independentemente desta final "portuguesa" ter sido conquistada mais “força” do que “na técnica”, pode-se concluir que o processo europeu portista foi concluído com êxito. Mais do que nos números (além dos 37 golos, foram 12 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas). Foi bem destacado a segurança de Fernando, a visão de Moutinho, o grande momento de Guarin e os golos de Falcão e Hulk – sem esquecer a regularidade de Varela.

Os resultados de Villas-Boas, por sua vez, já superam os de José Mourinho no comando dos dragões, tanto pelos obtidos na Liga Portuguesa como pela série de conquistas na mesma época. Sinais, naturalmente, que só espelham mais ainda a confiança portista para a época 2011/2012. E após uma série tão avassaladora de títulos – agora inclusive europeus –, e a regularidade acima da média apresentada em 2010/11, fica a dúvida, dentro e fora de portas: quem pode travar o FC Porto?

Apesar da derrota, o Sporting de Braga despede-se da temporada com o orgulho inabalado. Durante quase a primeira parte inteira, a equipa, embora dominada, soube neutralizar um rival muito superior. Errou uma vez e acabou sem o título. O Braga, fez o que pode e dentro de suas opções e da sua conhecida forma de jogar, foi guerreiro e fez uma bom jogo.

Não se pode esquecer o que este Braga, como “equipa”, mostrou. Foi mais "colectivo", por exemplo, do que Benfica, Dínamo de Kiev e Liverpool. Todos bem superiores sob vertente técnica, mas que como grupo, não mostraram em campo e sucumbiram à organização bracarense.

O saldo da aventura bracarense é altamente positivo. Foi vice-campeão da Liga Europa, estreou-se na Champions League com vitórias contra equipas tradicionais, como Celtic, Sevilha e Arsenal, além da certeza de que voltará à Liga Europa em 2011/12, ainda que sem grande parte dos que estiveram na Irlanda.

Os clubes portugueses presentes nas competições europeias, esta temporada, despediram-se com resultados históricos. Não só pelo título da Liga Europa conquistado pelo FC Porto, mas também pelos números. Portugal chegou ao sexto lugar do ranking da UEFA e esta época, já garantiu o posto de melhor representação da Europa, mesmo que o Manchester United vença a Liga dos Campeões. Com 18,800 pontos, Portugal já não pode ser mais ultrapassado pela Inglaterra, que tem 18,357 pontos.

Além disso, os clubes portugueses recuperaram uma vaga na fase de grupos da Champions League, e terão agora três equipas na edição 2012/13. Se o FC Porto tivesse ganho ao Villarreal na segunda mão da meias-finais, Portugal podia entrar na época 2011/12 com o quinto lugar, visto que a temporada 2006/07 francesa (país que vem logo a frente no ranking geral) vai tirar bastante pontuação aos gauleses. Caberá, portanto, a FC Porto e Benfica, na Liga dos Campeões, e Sporting, Braga, Vitória de Guimarães e Nacional, na Liga Europa, defender os pontos portugueses na próxima temporada.

Para o fim, deixo o resultado da sondagem do Aposta X, sobre quem venceria a Liga Europa. Desde já obrigado a todos que participaram.

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FC Porto - Braga: Antevisão da final da Liga Europa 2010/2011

17 maio, 2011


A história escreve-se e faz-se todos os dias, porém, esta quinta feira, 18 de Maio de 2011, promete ficar ligado ao dia em que duas equipas portuguesas deixaram a europa e o mundo ligados à televisão para assistir à final da Liga Europa, antiga Taça UEFA.

Na República da irlanda, no Estádio AVIVA ou Dublin Arena, FC Porto e Sp. de Braga, fazem daquela que será a oitava final entre equipas de mesmo país nesta segunda competição maior do futebol europeu, e que determinará a sétima conquista portuguesa em competições da UEFA. Será, ainda, a primeira vez que um país fora das quatro principais ligas do Velho Continente (Inglaterra, Itália, Espanha e Alemanha) que terão tal previlégio.

Portugal, diga-se, já havia sido o quinto país a ter três dos quatro semi-finalistas de uma competição europeia - feito também igualado por equipas alemães, inglesas, italianas e espanholas. Aliás, curiosamente, até às meias-finais da actual Liga Europa, nunca dois clubes portugueses tinham-se enfrentado em competições europeias.

A chegada do Porto à final, talvez, fosse esperada, depois da campanha feita pelos Dragões ao longo da temporada, com dois títulos assegurados (Supertaça e Liga Portuguesa) e mais dois ainda em disputa (além da Liga Europa, o Porto decide a Taça de Portugal com o Vitória de Guimarães). No entanto, o adversário esperado para a final era mesmo o rival Benfica, e muito se falou, aliás, sobre a possibilidade do grande clássico português acontecer em Dublin.

Equipas prováveis

No FC Porto, a previsão é que não existam grandes novidades. A maior dúvida está mesmo no terceiro homem da linha de frente portista. Silvestre Varela é o favorito, mas as boas prestações de James Rodriguez colocaram um ponto de interrogação na cabeça de André Villas Boas. Em relação à partida contra o Marítimo, que fechou a Liga Portuguesa, as novidades são os regressos de Fernando, João Moutinho, Hulk e Helton, que foram poupados para o duelo final.

No Braga, o defesa Rodriguez era a grande dúvida, mas recuperou para jogar ao lado de Paulão. O lateral direito Miguel Garcia e o atacante Paulo César também estão se recuperando de lesão, mas não devem ficar de fora.

FC Porto: Helton; Sapunaru, Otamendi, Rolando e Alvaro Pereira; Fernando, Freddy Guarin e João Moutinho; Silvestre Varela (James Rodriguez), Hulk e Falcão. Técnico: André Villas Boas.

Braga: Artur Moraes; Miguel Garcia, Paulão, Rodriguez e Sílvio; Vandinho, Salino e Hugo Viana; Alan, Paulo César e Lima. Técnico: Domingos Paciência.

Os finalistas da Liga Europa 2010/2011

FC Porto


Campeão nacional de fresco, finalista da Taça de Portugal, vencedor da Supertaça com autoridade. O Porto teve uma época vitoriosa, reflexo da preparação da equipa desde o final da temporada anterior. Soube conduzir as competições que disputou – deixou a Taça da Liga para segundo plano e ficou fora da fase final, é verdade, mas não comprometeu – e garantiu um desempenho extremamente seguro na Liga Portuguesa, capaz de não deixar o foco europeu fugir.

O Porto não encontrou dificuldades na primeira fase da Liga Europa, com cinco vitórias e um empate, além da terceira melhor campanha até então (atrás de Zenit e CSKA Moscovo). Apesar disso, os Dragões foram implacáveis na fase a eliminar. Enfrentaram a boa equipa do Sevilha e o próprio CSKA. Mas as vitórias, aliadas à tranquilidade obtida na Liga Portuguesa, fortaleceram o grupo, que daí em diante, passou a massacrar: Nos quatro jogos seguintes, ante Spartak Moscovo e Villarreal, foram 17 golos.

Os sectores de criação e ataque do Porto explicam muito do sucesso. O grande momento de João Moutinho, Freddy Guarin, Hulk e, principalmente, Falcão, vem sendo determinante. O primeiro, na distribuição das jogadas e os outros três, no objectivo de finalizar. Guarin, Hulk e Falcão marcaram, juntos, 26 dos 36 golos portistas na Liga Europa. A média, de 2,5 golos/jogo, merece destaque.

Os portistas têm vários factores a seu favor contra o Braga. Além de ser uma equipa tecnicamente e mesmo colectivamente superior aos minhotos, o Porto tem, ainda, o peso de uma camisola duas vezes vencedora da Champions League e o facto de conhecer bem a equipa bracarense, contra quem já venceram duas vezes este ano. (3-2 no Dragão e um 0-2 no Municipal de Braga).

É bem verdade que a média de golos sofridos pelo Porto, este ano, é baixa (0,73). No entanto, nos últimos 10 jogos, a equipa apenas não sofreu golos nas vitórias sobre o Marítimo e Vitória de Setúbal. Nos oito anteriores, foram 15 golos sofridos – quase dois por jogo.


Muito do sucesso do actual FC Porto passa também pelas mãos de André Villas Boas. O jovem técnico português, de 34 anos, instituiu o seu estilo de jogo, acertou no posicionamento dos jogadores cruciais (em especial, Belluschi e Guarín) e, com um estilo ofensivo, valorizou a velocidade da ligação entre meio-campo e ataque, fez do Porto a grande potencia portuguesa do ano – e uma das principais equipas europeias do momento.


Hulk foi o nome da temporada, mas quando o assunto é Liga Europa, os holofotes estão todos em Falcao. O avançado colombiano marcou 16 golos na actual edição, tornando-se o maior goleador de sempre de uma época desportiva (competição europeia/ano), ultrapassando Jurgen Klinsmann.

Históricamente, o FC Porto já disputou duas finais contra o Braga, na Taça de Portugal. Em 1977 e 1998, e nos dois casos, a vitória foi dos actuais campeões nacionais. Em 77, Fernando Gomes garantiu o troféu na vitória por 1-0 dos Dragões. Já em 1998, venceram por 3-1.


SP Braga

A grande sensação do futebol europeu em 2010/11 está a um jogo de conquistar a Europa do futebol. Levando em consideração o palmarés do próprio clube, que nunca venceu uma Liga Portuguesa, o Braga está perto do que pode ser um feito histórico.

Ou melhor: já fez história, ao chegar pela primeira vez a uma grande final internacional. Uma aventura iniciada com uma inesperada goleada sobre o Celtic, na Champions, e que teve, como penúltimo passo o golo de Custódio, ante o Benfica, que selou o feito inédito do clube do Minho.

A temporada bracarense começou empolgante, com os triunfos contra Celtic e (o mais inesperado) Sevilha. Na Liga dos Campeões, apesar do início desastroso, com as pesadas derrotas frente a Arsenal e Shakthar Donetsk, o Braga reagiu, conseguiu três vitórias e chegou a sonhar com um posto nos oitavos de final.

A experiência europeia mexeu com o clube, que, com a cabeça no sonho europeu, não acertava passo na Liga Portuguesa. Na Liga Europa, após uma suada classificação ante o Lech Poznan, os Arsenalistas voltaram a surpreender, ao despachar o Liverpool em Anfield e o Dynamo Kiev. No duelo nacional contra o Benfica, o Braga mostrou força, nivelando-se, nos dois confrontos, frente aos encarnados, conseguindo o apuramento final em Braga.

A força defensiva é a principal "arma" do Braga. Já o era quando chegou a vice-campeão nacional, no ano passado, e continuou na presente época. Nos oito jogos disputados na Liga Europa, foram apenas quatro golos sofridos, e todos fora de casa.

A eficiência do jovem lateral-esquerdo Sílvio, dos defesas- centrais Rodriguez e Paulão, e do experiente médio defensivo Vandinho, ajudaram a equipa comandada por Domingos Paciência a alcançar o status actual.

Apesar da derrota na última jornada do campeonato (Sporting), que custou o terceiro lugar no Campeonato, o Braga é, talvez, o mais motivado dos finalistas, devido à inédita hipótese de levantar o troféu e de todo o ambiente criado com o desenrolar da aventura bracarense na Europa. Além da confiança em segurar o ataque portista, outra aposta bracarense está na irregularidade defensiva do Porto nos últimos jogos. Os contra-ataques arsenalistas, comandados pela velocidade de jogadores como Alan e Paulo César, além da criatividade de Hugo Viana, podem surpreender.

Se a defesa bracarense mostrou grande qualidade ao longo da época, o ataque não é um ponto forte dos arsenalistas. Algo que, contra uma equipa que dá poucas chances ao adversário como é o Porto, a perda de oportunidades, não deverá ser perdoado. A média de golos na temporada é baixa: apenas 1,6, em 64 jogos. Nos 18 jogos europeus, o Braga marcou apenas 20 golos (menos de metade do Porto, que fez menos quatro jogos). Hugo Viana é aquele de quem mais se espera um lance diferente, mas há o risco de que possa haver uma dependência excessiva do meio de ataque.


Se o dedo de André Villas Boas é bastante claro nos Dragões, Domingos Paciência não fica atrás. O antigo avançado do Porto, que está de saída do Minho (vai para o Sporting), conseguiu fazer do seu Braga uma equipa muito bem trabalhada tacticamente, com atletas que, se não primam pela técnica, compensam com enorme obediência táctica.

O Braga, mesmo que não ganhe a Liga Europa, vai ser o clube português que mais encheu os cofres este ano. Os arsenalistas já conseguiram mais de 13 milhões de euros em receitas, e têm outros 2 milhões de euros, referentes À participação na final. Só para comparação, o Porto chegará, no máximo, a 6,3 milhões de euros de receitas. Nos dados, não estão em consideração as receitas televisivas e bilheteira.

Que seja uma grande final, e se possível com muitos golos.

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Fotos: AP

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Para quando a regulamentação do jogo e apostas online em Portugal?

06 maio, 2011


Já faz algum tempo que não temos novas informações sobre o possível projecto de regulamentação de jogo e apostas desportivas online em Portugal. Muitas promessas, estudos anunciados, e até agora nada de concreto. Vou então relembrar as mais valias, que uma futura legislação no enquadramento do jogo e apostas internet podem oferecer aos cidadãos, desporto e estado.

Todos sabemos, que Portugal fez uma aposta forte na difusão de tecnologias de informação, na utilização de computadores e no acesso dos cidadãos à internet. As muralhas do mundo material foram deitadas abaixo pelas novas fronteiras abertas pelo ciberespaço. A dimensão espaço entre pessoas, países e mercados encurtou, o tempo acelerou vertiginosamente. A adesão à plataforma digital afirmou-se na distribuição de produtos e serviços. Cresceu e renasceu um ramo de actividade novo: as apostas desportivas online.

As apostas desportivas, em Portugal, existem há décadas e estão consubstanciadas no “totobola”, um jogo que perde apostadores, dada a sua deficiente promoção quando comparado com outros jogos, mas também porque os padrões de consumo se alteraram.

Quem gostava de jogar no “totobola” espera hoje mais. A aposta desportiva online permite uma diversificação quase ao infinito de possibilidades em pleno jogo: o próximo canto, a próxima falta, quem vai ser substituído, o minuto do primeiro golo, etc, etc. A imaginação e criatividade são o limite. Ao apostar o consumidor apoia causas nobres e sectores da sociedade com enorme necessidade e reconhecidas carências. É um bom princípio que devemos incrementar em benefício dos mais carenciados.

Mas há algo de incompreensível na atitude dos governantes e responsáveis políticos portugueses: Queremos continuar a fingir que as apostas desportivas online não existem? Queremos continuar a esquecer que ocorrem com apostadores portugueses mesmo sem lei que as regule? Num momento de crise e de falta de receitas os governos podem continuar a permitir que essa actividade não pague um cêntimo de impostos em Portugal?

São movimentados cerca de 700 milhões de euros por ano em apostas na internet. Com a sua inércia o Estado desperdiça potenciais receitas fiscais muito significativas. Por exemplo, no Euromilhões, se aplicarmos os percentuais que estão previstos e a tributação em IRC dos lucros gerados, isso significa que o Estado está a perder perto de 60 milhões de euros em receita fiscal, por ausência de enquadramento fiscal e legislativo.

É legítimo e aceitável que se desaproveitem estas receitas, manifestamente elevadas? É aceitável que os nossos clubes profissionais não tenham receitas ganhas com a utilização da imagem dos seus emblemas e dos jogadores? De 2008 para 2009, a taxa de crescimento deste sector de actividade em Portugal foi de 50 por cento. Em que outro sector isto aconteceu? Mais de 200 mil portugueses fazem apostas desportivas online, de forma regular.

Este não é o tempo de fugir da realidade, de fechar os olhos à fuga de capitais e receitas para países vizinhos. É tempo de exigirmos, nesta matéria, uma acção realista e justa do Estado. Olhemos para o caso francês: desde a aprovação da lei os operadores aumentaram os investimentos em publicidade em valores superiores a 100 milhões de euros.

A aplicação no nosso país de regras idênticas às que foram aprovadas em França colocariam directamente nos clubes, no caso português, verbas superiores a dois milhões de euros, todos os anos. Isto mostra que uma regulação efectiva deste mercado permite um efeito indutor de crescimento, que beneficia a todos: cidadãos, Estado, clubes e os ‘players’ do negócio.

Queremos saber as conclusões da Comissão Interministerial que estudou e deverá ter concluído um relatório técnico. Queremos saber o que pensam os partidos políticos sobre esta matéria. Os portugueses e os clubes exigem que o Estado não desperdice dinheiro.

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Estádio AVIVA (Dublin Arena) - Palco da final da Liga Europa 2010/2011

04 maio, 2011


É majestoso e belo, o Estádio VIVA, ou Dublin Arena, palco na República da Irlanda onde vai receber, no dia 18 de Maio, a final da Liga Europa entre FC Porto e Sporting de Braga.


Anteriormente conhecido por Lansdowne Road, foi construído em 1872, tornou-se a casa das selecções de futebol e de rugby da Irlanda. Era um dos estádios desportivos mais antigos a nível mundial, recebendo jogos de rugby desde 1876, mas o recinto foi totalmente reconstruído num custo total de 410 milhões de euros e tem agora também nova capacidade: 51 700 espectadores.


A Arena de Dublin, localizada em Ballsbridge, divide-se em quatro anéis. As bancadas sul, este e oeste têm quatro locais para espectadores sentados, enquanto a situada a norte tem apenas um, ao nível mais baixo, de modo a reflectir a proximidade dos adeptos locais ao relvado. Os holofotes que iluminam o rectângulo de jogo foram instalados nas bancadas, ao passo que as ligações de transporte de e para o estádio receberam melhoramentos. O futebol internacional voltou ao estádio a 11 de Agosto de 2010, quando o golo marcado por Ángel di María aos 20 minutos permitiu à Argentina vencer a Irlanda em encontro amigável.

Fotos do Estádio AVIVA ( Dublin Arena)
* clique nas fotos para ver tamanho XXL






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Apostas Desportivas Online: Clubes de futebol em Espanha passam a cobrar comissões aos operadores

02 maio, 2011


Na sequência da iminente aprovação do projecto de lei, que vai colocar a Espanha como um dos países da União Europeia com uma regulamentação moderna do jogo e apostas online, os clubes de futebol aproveitaram a boleia da actual mediatização do assunto, conseguindo uma importante vitória visando o reforço das suas receitas extraordinárias, através da cobrança de comissões às empresas de apostas desportivas online.

Depois de semanas de muita pressão, inclusíve com a ameaça de uma greve na La Liga e Liga Adelante, os clubes espanhóis de futebol vão poder passar a cobrar comissões às empresas de apostas desportivas online, depois da Comissão de Economia e Impostos do Congresso (Comisión de Economía y Hacienda del Congreso) ter aprovado a cláusula no projecto "Lei do Jogo".

A nova legislação/regulação passará a orientar todo o jogo na internet em Espanha, de forma a dar mais segurança aos operadores e aos consumidores, justifica o documento. A entrada em vigor do projecto depende agora do Senado, mas ainda será o Governo espanhol a decidir qual a percentagem dos ganhos das empresas de apostas que será atribuída aos clubes.

A lei também passa a regulamentar os patrocínios das empresas de apostas aos clubes, como acontece com o Real Madrid, Atlético de Madrid, Barcelona, Valencia, entre outras. Em 2010, o mercado de apostas online em Espanha lucrou cerca de 300 milhões de euros e investiu 100 milhões de euros em patrocínios desportivos.

Agora, as empresas de apostas sediadas fora de Espanha terão de requisitar uma licença para operarem - mesmo que não tenham escritórios físicos no país - e pagarão impostos. O projecto "Lei do Jogo" tenta, assim, regulamentar um mercado que tem estado a funcionar num vazio legal - em vários países europeus, incluindo Portugal.

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