Bwin e BetClic exigem alterações urgentes na Lei de Jogo francesa. Fisco elevado é uma das causas

13 dezembro, 2010


Quase a completar sete meses desde a sua abertura em França, o mercado regulamentado de jogo online tem passado por momentos controversos no entender dos grandes operadores internacionais. As divergências quanto às altas taxas de impostos aplicadas a empresas e jogadores e a impossibilidade das casas de apostas em lançar novos segmentos/jogos no mercado estão a castigar o investimento feito e a limitar seriamente a competitividade da indústria.

Estas são ideias partilhadas por dois grandes nomes do sector de jogo online europeu, a Bwin e Betclic, que numa entrevista, através dos seus directores-gerais em França dão o seu ponto de vista e apontam para uma reestruturação do modelo em vigor.

Após uma primeira reivindicação de Stéphane Courbit, CEO da Betclic Everest Group na edição de 28 de novembro do jornal Le Figaro, foi agora a vez de Carlo Costanzia, presidente da Bwin/França aumentar o tom numa entrevista à revista especializada iGaming. Em cima da mesa: o imposto muito alto, que inevitavelmente limita a taxa de retorno para os seus jogadores e a pouca variedade de jogos disponíveis para os seus clientes.

Carlo Costanzia, ex-presidente da Gioco Digitale, operadora italiana comprada pela Bwin no passado Verão, foi em julho nomeado pela gigante austríaca para gerir os seus negócios em França. Depois de cinco meses à frente da Bwin/França, Costanzia duvida que exista actualmente um operador a fazer dinheiro no mercado francês: "A oferta de jogos licenciados é muito limitada, a tributação é proibitiva, a taxa de retorno para os jogadores, é limitada a 85%, enquanto que no mercado internacional são de 90% a 95 por cento. Tudo isto prejudica a competitividade da disposição legal e impede-nos (operadores) de nos diferenciar uns dos outros."

Bastante mais duro nas palavras, e sem demoras, Stéphane Courbit, quer alterações urgentes na Lei de jogo. O CEO da Betclic Everest Group diz: "Nós não podemos esperar até dezembro de 2011 para alterar a cláusula de revisão para mudar a lei." e acrescenta: "a lei francesa é um absurdo na sua execução", e não fica por aqui: "Esta é a pior Lei na Europa e com ela não nos permite simplesmente existir neste mercado."

Na mesma linha do que foi dito pelo CEO da Bwin, Stéphane Courbit afirmou: "Estamos sobrecarregados de impostos, e no âmbito dos jogos autorizados é um mercado muito limitado e a taxa de retorno para os jogadores é baixa demais. A actual lei, em França, coloca os operadores numa posição de não querer garantir nenhuma licença junto da ARJEL.

Para sustentar a sua tese, o principal accionista da BetClic lembrou que o segmento de apostas desportivas irá ter prejuízo de 25 milhões de euros este ano no mercado francês, enquanto em 2009, era rentável."

Poker poupado

Os ataques dos dois gestores da Bwin e BetClic concentram-se principalmente nas apostas desportivas e apostas de corridas de cavalos. O Poker parece representar um problema menor. Carlo Costanzia explica: "A França tem sido mais restritiva nas apostas, e era no segmento de apostas que existia maior capacidade de desenvolvimento em relação ao Poker (já que este permite a introdução de jogos a dinheiro)."

Depois recordou que a França também havia autorizado os jogos de poker enquanto, por exemplo na Itália ainda estão proibidos. O Presidente da Bwin/França adianta os progressos que deverão ser feitos: "A oferta em Itália é mais aberta, com jogos de habilidade (como Blackjack, Gin rummy ou Gamão) autorizados, além de poker. Carlo Costanzia diz: "É verdade que o poker só é permitido em França. E, no entanto, apenas os segmentos de Texas Hold'em e Omaha, entre outras variantes tem sido mantido inexplicavelmente longe do campo da regulamentação francesa.

Stéphane Courbit sem papas na língua

Por fim, o CEO da Betclic Everest Group parte para uma ofensiva, indo directamente para as ameaças: "Ou a lei evolui para uma maior equidade, ou vamos ter que desafiar o monopólio da FDJ, baseando-se na execução da lei e parcialidade que tem sido dada à PMU (operador francês de apostas de corridas de cavalos)."

Stéphane Courbit anunciou também a suspensão da publicidade na televisão em 2011 e uma redução de 80% do seu investimento no desporto francês, onde é o grande patrocinador de clubes e competições: "Este será um balde de àgua fria para o mundo do desporto em França, mas somos obrigados pelo ambiente e pela atmosfera criada".

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