Bósnia passaporte de Portugal para o Euro 2012

15 setembro, 2011


A Selecção não tem alternativa que não seja afastar a Bósnia no play-off se quiser estar no Campeonato da Europa Polónia/Ucrânia. Tudo menos que isso é uma antecipação dos progonósticos que alguram que o futuro do futebol português está a prazo para metas como fases finais em grandes competições. Eu ainda há pouco tempo, falei que esse cenário poderia colocar-se depois do Mundial do Brasil em 2014, com a reforma dos consagrados e a ausência a curto/médio prazo de soluções fortes. Portanto, pese o respeito que esta Bósnia nos merece, está na mão dos jogadores e técnicos evitar maiores surpresas.

Em 2009, a Bósnia então no play-off para o Mundial 2010, dificultou muito a a nossa tarefa, numa selecção portuguesa que contava ainda com Simão Sabrosa, Deco, Paulo Ferreira e Tiago. Para estes dois jogos, Portugal já terá Fábio Coentrão e Pepe, que configurá de novo a defesa da equipa. Do lado da Bósnia, as figuras importantes são as mesmas. O médio criativo Pjanic, contratado pela Roma ao Lyon por 11 milhões de euros, Misimovic, um esquerdino que fez uma dupla de sucesso com Edin Dzeko no Wolfsburgo. O actual craque do Manchester City quase dispensa apresentações. No total, soma 20 golos nas 30 vezes que vestiu a camisola da selecção principal.

No habitual 4-5-1 do seleccionador Safet Susic, Dzeko joga normalmente sozinho na frente, apoiado por Muslimovic ou Vedad Ibisevic, e sempre com Pjanic a "mandar" no meio-campo. A defesa é sem dúvida a parte fraca desta Bósnia-Herzegovina, que no Grupo D, somou 20 pontos, marcou um total de 17 golos e esteve a minutos da qualificação directa para o Euro 2012. Esteve a vencer em França, mas a selecção gaulesa empatou nos minutos finais e garantiu o apuramento.

Até enfrentar a Dinamarca, Paulo Bento contabilizava dez jogos à frente da selecção portuguesa, com oito vitórias (4-0 sobre a Espanha), um empate e apenas uma derrota - frente à Argentina de Messi. Mais: na fase de grupos para o Euro 2012, Paulo Bento venceu as cinco partidas que disputou, tirando Portugal dos últimos lugares e levando a selecção, a depender, na última jornada, de apenas um empate para garantir o passaporte para a Polónia/Ucrânia 2012. Ao todo, Pulo Bento garantiu 83,3% de aproveitamento, o melhor rendimento de um treinador na selecção nacional. Depois, a derrota diante dos dinamarqueses que acabou por nos valer um play-off.

De facto, Portugal teve uma noite péssima na Dinamarca - a pior desde que Paulo Bento assumiu o cargo. Choveram críticas e pedidos de demissão de vários quadrantes. A verdade, é que a amnésia é prato forte de alguns. Em pouco mais de um ano, Paulo Bento ganhou a confiança dos portugueses e do grupo de trabalho, encarou situações anómalas pelo caminho - caso Ricardo Carvalho - e tem agora o derradeiro teste da sua carreira. A 15 de Novembro na Luz, saberemos quem tem razão.

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2 comentários:

P.P. disse...

Foi bem mais fácil do que esperava porque a Bósnia à primeira vista tinha melhores condições que em 2009. Agora nada de entrar em euforia e esperar a a nossa equipa faça um Europeu em crescendo. Aponto a Alemanha, Espanha e Holanda com super favoritos.

Blogger disse...

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