Liga Italiana 2009/2010 - Balanço final da época

20 maio, 2010


Chegou a hora de fazer o balanço final da Liga Italiana 2009/2010, onde "Lo Speciale Mourinho" fez novamente do Inter de Milão coroado de melhor equipa do dificilíssimo Calcio. A juntar ao seu segundo campeonato, o nosso "mago" arrecadou também a Taça de Itália, tudo à custa da brava AS Roma, que sejamos justos, está de parabéns pela sua época.

Análise às 20 equipas da Série A Italiana 2009/2010


Inter de Milão (campeão 2009/2010)
Treinador: José Mourinho
Destaque: Sneijder
Melhor marcador: Diego Milito (22 golos)

O Inter fez um dos grandes negócios no que respeita a contratações. Teve a felicidade de juntar aos seus quadros Samuel Eto'o e mais 40 milhões de euros na troca de Ibrahimovic - e ainda acertou na mouche em practicamente todas as aquisições. Diego Milito (ex-Génova), Sneijder (ex- Real Madrid), Lucio (ex-Bayern) e Thiago Motta (ex- Génova), além de Pandev, que chegou em Janeiro da Lázio, eram as peças que faltavam a José Mourinho para elevar e equilibrar o seu projecto. Uma equipa capaz de manter o protagonismo na Itália e ainda fazer dos nerazzurri uma forte aposta a campeão da Champions. Ainda houve sérias dúvidas na recta final se o Inter conseguiria o scudetto, mas a sorte não abandonou Mourinho.

AS Roma (2ªlugar)
Treinador: Luciano Spalletti (até a 2ª jornada), Claudio Ranieri (a partir da 3ª jornada)
Destaque: Vucinic
Melhor marcador: Totti e Mirko Vucinic (14 golos)

Uma época que começou cheia de incertezas, dentro e fora de campo, e que por um fio não terminava em glória. Claudio Ranieri substituiu Spalletti e apresentou um jogo menos espectacular, mas com uma segurança defensiva irrepreensível. Podia ter sido melhor, caso Totti tivesse as condições físicas ideais ao longo de todo o campeonato. Com um Vucinic em altíssimo nível, a descoberta do guarda-redes brasileiro (Júlio Sérgio) e a importante recuperação de Burdisso, a Roma teve tudo na mão e vai lamentar por muitos anos a derrota em casa frente à Sampdoria. Mas, para haver frustração, é preciso haver expectativa. E se houve expectativa até a última jornada, é tudo mérito de Ranieri e da sua equipa.

AC Milan (3ªlugar)
Treinador: Leonardo
Destaque: Ronaldinho
Melhor marcador: Marco Borriello (14 golos)

Para mim, o Milan só pode ter ficado sastifeito com o terceiro lugar. Após a venda de Kaká e com um fraco investimento no mercado (tirando os 15 milhões de euros pagos por Huntelaar ao Real Madrid e mal rentabilizados), Leonardo trabalhou uma "velha" equipa que já deu tudo o que havia para espremer. Enquanto teve as principais peças conseguiu encontrar uma forma eficiente, e até atraente, contando com o melhor Ronaldinho dos últimos anos. Lesões de jogadores fundamentais, como Nesta e Pato, evidenciaram a falta de substitutos à altura.

Sampdória (4ª lugar)
Treinador: Luigi Del Neri
Destaque: Antonio Cassano
Melhor marcador: Giampaolo Pazzini (19 golos)

Com um início e um final fulgurante, com um meio de temporada tremido a Samp conseguiu festejar seu regresso às competições europeias Resultado de um óptimo trabalho do nosso fugaz conhecido Luigi Del Neri (ex- FC Porto). Além de confirmar a sua vocação para trabalhar bem as equipas pelos extremos, Del Neri ainda soube o momento de afastar Cassano para que ele refletisse sobre a importância de colocar o seu enorme talento ao serviço da equipa. Quando voltou, o polémico 99 foi novamente decisivo ao lado de Pazzini.

Palermo (5º lugar)
Treinador: Walter Zenga (até a 13ª jornada), Delio Rossi (a partir da 14ª)
Destaque: Fabrizio Miccoli
Melhor marcador: Fabrizio Miccoli (19 golos)

O Palermo merece crédito e todos os elogios possíveis por ter visão de futuro e apostar na sua formação jovem. Nomes como Pastore, Abel Hernández, Cavani, Kjaer e Sirigu são já confirmações. Além deles, brilhou (e de que maneira!) o ex- Benfica Fabrizio Miccoli, na sua melhor temporada na Serie A. O treinador Delio Rossi, que já tinha feito excelente trabalho na Lazio, deu sua marca ao clube rosanero e fez os adeptos esperar até a última jornada por um lugar na Champions que seria tão merecida para o clube siciliano quanto foi para a Sampdoria. Terminou invicto em casa, algo que só o campeão Inter e a Samp igualaram.

Nápoles (6º lugar)
Treinador: Roberto Donadoni (até a 7ª jornada), Walter Mazzarri (a partir da 8ª)
Destaque: Marek Hamsik
Melhor marcador: Marek Hamsik (12 golos)

Um lugar na Liga Europa parecia improvável no início da época, com Donadoni conseguindo apenas duas vitórias nos primeiros sete jogos. A troca por Mazzarri deu novo rumo à equipa, que engrenou uma série de 15 jogos invicta afirmando-se na parte de cima da tabela. A única frustração é não ter mantido o ritmo para almejar uma classificação para a Champions que parecia possível. Hamsik foi, mais uma vez, o maestro da equipa.

Juventus (7ª lugar)
Treinador: Ciro Ferrara (até a 21ª jornada), Alberto Zaccheroni (a partir da 22ª)
Destaque: Chiellini
Melhor marcador: Del Piero (9 golos)

Um desastre. A Juventus merecia ainda pior classificação. Prometeu lutar pelo título e acabou em sétimo, igualando o recorde negativo de 15 derrotas da temporada 1961/1962. Contratações como as de Felipe Melo e Diego, que custaram um total de 50 milhões de euros, revelaram-se verdadeiros tiros nos pés. Ciro Ferrara, foi incapaz de dar padrão de jogo à equipa, algo que seu sucessor, o ultrapassado Alberto Zaccheroni, também não conseguiu.

Parma (8º lugar)
Treinador: Francesco Guidolin
Destaque: Daniele Galloppa
Melhor marcador: Bojinov (8 golos)

De volta da Serie B, o Parma começou tão bem que até se sonhou numa classificação para a Liga Europa. Mas no fim das contas, uma permanência tranquila na elite era o que o clube poderia objectivar, e o fez-o sem problemas.

Génova (9º lugar)
Treinador: Gian Piero Gasperin
Destaque: Giuseppe Sculli
Melhor marcador: Rodrigo Palacio (7 golos)

Seria muito difícil o Génova repetir a brilhante campanha da temporada anterior, quando conquistou um lugar na Liga Europa e encantou o público pelo futebol atraente. Afinal de contas, tinham sido vendidos as duas principais figura daquela equipa, Milito e Thiago Motta. De qualquer forma, a equipa teve dificuldade para conciliar Serie A e Liga Europa.

Bari (10º lugar)
Treinador: Giampiero Ventura
Destaque: Leonardo Bonucci
Melhor marcador: Paulo Barreto (14 golos)

Pouca gente apostava que o Bari permaneceria na Serie A, quanto mais, permanecer em grande estilo. O Bari foi a revelação do campeonato e ainda mostrou-se um osso duro de roer para os grandes - chegando a empatar os dois jogos com o Inter.

Fiorentina (11ª lugar)
Treinador: Cesare Prandelli
Destaque: Jovetic
Melhor marcador: Alberto Gilardino (15 golos)

A temporada dos "viola" será recordada pela excelente campanha na Liga dos Campeões. Na Serie A, no entanto, a equipa de Florença não conseguiu manter o nível das últimas campanhas. Pesou muito a suspensão por doping que afastou Mutu, em janeiro, Parece também ser o fim do ciclo para Cesare Prandelli, favorito para assumir a selecção italiana.

Lazio (12ª lugar)
Treinador: Davide Ballardini (até a 23ª jornada), Edy Reja (a partir da 24ª)
Destaque: Sergio Floccari
Melhor marcador: Sergio Floccari (8 golos)

A Lazio passou boa parte da temporada ameaçada pela descida, e escapou in-extremis. Fruto do trabalho de uma direcção incapaz, que lidou muito mal com os casos de Pandev e Ledesma. Zárate esteve longe de repetir o desempenho anterior e não fosse a chegada de Floccari em janeiro, os biancocelesti poderiam ter sofrido uma grande revés.

Catania (13º lugar)
Treinador: Gianluca Atzori (até a 15ª jornada), Sinisa Mihajlovic (a partir da 16ª)
Destaque: Maxi López
Melhor marcador: Maxi López (11 golos)

Repetir o desempenho alcançado por Zenga na temporada anterior era o desafio do Catania, e logo nas primeiras jornadas ficou claro que Atzori não havia sido a escolha ideal. A chegada de Mihajlovic foi crucial para que a equipa se organizasse melhor. A contratação de Maxi López, foi aposta ganha e o argentino marcou 11 golos em 5 meses e mostrou ser o avançado que faltava aos rossazzurri.

Cagliari (14º lugar)
Treinador: Massimiliano Allegri (até a 33ª jornada), Giorgio Melis (a partir da 34ª)
Destaque: Andrea Cossu
Melhor marcador: Alessandro Matri (13 golos)

O Cagliari foi capaz de apresentar um futebol bem interessante. No entanto, atingiu cedo demais uma posição confortável na tabela e acabou relaxado demais. Nenhuma vitória nas últimas 14 jornadas, e pelo meio a demissão de Allegri, um dos melhores treinadores da nova geração italiana.

Udinese (15ª lugar)
Treinador: Pasquale Marino (até a 17ª jornada e a partir da 26ª), Gianni De Biasi (da 18ª à 25ª)
Destaque: Antonio Di Natale
Melhor marcador: Antonio Di Natale (29 golos)

Um jogador que faz de 29 golos (Di Natale). Uma equipa com bons nomes em todas as posições, e ainda assim fez um campeonato medíocre. Estranho!

Chievo (16º lugar)
Treinador: Domenico Di Carlo
Destaque: Mario Yepes
Melhor marcador: Sergio Pellissier (11 golos)

A equipa dirigida por Di Carlo não tem estrelas, mas fez valer um grande empenho coletivo para permanecer a época inteira longe do perigo de descida. A defesa, sofreu apenas 42 golos, marca superada apenas pelos quatro primeiros classificados.

Bolonha (17º lugar)
Treinador: Giuseppe Papadopulo (até a 8ª jornada), Franco Colomba (a partir da 9ª)
Destaque: Marco Di Vaio
Melhor marcador: Marco Di Vaio (12 golos)

Pelo segundo ano consecutivo, o Bolonha escapou à Serie B. Mais uma vez, por causa dos golos de Marco Di Vaio, que se não foi tão goleador como no ano anterior, mas que marcou nos momentos cruciais.

Atalanta (18ª lugar)
Treinador: Angelo Gregucci (até a 4ª jornada), Antonio Conte (da 5ª à 18ª), Walter Bonacina (19ª) e Bortolo Mutti (a partir da 20ª)
Destaque: Simone Tiribocchi
Melhor marcador: Simone Tiribocchi (11 golos)

Quatro treinadores, nenhum planeamento. Receita para um descida anunciada. Ainda que Mutti tenha alcançado seis vitórias, o dobro dos seus três antecessores.

Siena (19º lugar)
Treinador: Marco Giampaolo (até a 10ª jornada), Marco Baroni (da 11ª à 13ª), Alberto Malesani (a partir da 14ª)
Destaque: Massimo Maccarone
Melhor marcador: Massimo Maccarone (12 golos)

Para uma equipa que venceu apenas uma das primeiras 14 partidas, a certeza da descida até demorou demais, sempre adiada pelos golos de Maccarone.

Livorno (20º lugar)
Treinador: Vittorio Russo e Gennaro Ruotolo (até a 8ª jornada), Serse Cosmi (da 9ª à 32ª), Gennaro Ruotolo (a partir da 33ª)
Destaque: Cristiano Lucarelli
Melhor marcador: Cristiano Lucarelli (10 golos)

Só Lucarelli para recordar e também o treinador Serse Cosmi - um expectáculo à parte no banco.

Resultados da 38ª jornada (última) da Liga Italiana 2009/2010

Siena - Inter de Milão, 0-1 (Milito 57')
Chievo - Roma, 0-2 (Vucinic 39' e De Rossi 46')
Milan - Juventus, 3-0 (Antonini 14', Ronaldinho 29' e 67')
Lazio - Udinese, 3-1 (Hitzlsperger 16', Floccari 45', Brocchi 52'; Di Natale 30')
Catania - Génova, 1-0 (Maxi López 65')
Sampdoria - Nápoles, 1-0 (Pazzini 51')
Bari - Fiorentina, 2-0 (Stellini 36' e Rivas 95')
Atalanta - Palermo, 1-2 (Ceravolo 48'; Cavani 12', 95')
Cagliari - Bolonha, 1-1 (Ragatzu 65'; Adailton 3')
Parma - Livorno, 4-1 (Lanzafame 47', 46, Morrone 49', Crespo 90'; Danilevicius 72')

Classificação final da Liga Italiana 2009/2010


Vídeo

Todos os golos da 38ª jornada (última) da Liga Italiana 2009/2010


Entrevista a José Mourinho após o Scudetto


Fotos: AP

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3 comentários:

Carlos disse...

que saudades do pequeno goleador Miccoli. Quanto ao campeão, só peca por por tardio e a Roma merecia ter ganho. Gosto muito da equipa e Totti merecia.Mesmo assim parabéns ao Zé.

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